quinta-feira, 16 de abril de 2020

COMUNHÃO ESPIRITUAL

"A doutrina do Concílio de Trento (s. 13 c. 18) quando ensina, que "comungam espiritualmente aqueles que, pelo desejo, recebem o pão celeste, e, pela viva fé que obra por meio da caridade, sentem o fruto e a sua utilidade". Portanto, os que fazem a Comunhão Espiritual, sentem o fruto e a utilidade do pão celeste. Ainda que não recebam a Sagrada Hóstia.
Pelo que, tendo Santa Gertrudes feito certa vez uma Comunhão Espiritual, ela perguntou a Nosso Senhor:
"Ó Senhor, recebem os que vos tomam no Sacramento maiores frutos do que eu?"
E Jesus respondeu:
"Acaso é mais rico o que está ornado de pedras preciosas do que aquele que possui muito ouro escondido?"
Isto quer dizer que ouro escondido pode ter o mesmo valor que joias visíveis. Assim a Comunhão Sacramental visível pouco fervorosa, e a Comunhão Espiritual invisível, feita com muito desejo, podem ter o mesmo valor para a alma.
A Comunhão Sacramental, porém, feita com igual fervor, produz, como Sacramento, frutos abundantes e mais seguros.
Para a Comunhão Espiritual, segundo o Concílio de Trento, são necessários, ao menos três atos:
- Um ato de desejo.
- Um ato de fé.
- Um ato de amor a Deus.
Sendo indiferente sua ordem e extensão."
Referência: 
Obra fragmentada p. 103-104. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

COMUNHÃO ESPIRITUAL
Meu Jesus, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Eu Vos amo sobre todas as coisas e desejo receber-Vos em minha alma. E porque não posso receber-Vos agora sacramentalmente, vinde ao menos de modo espiritual ao meu coração.
Eu Vos abraço e me uno todo a Vós, como se já tivésseis vindo; não permitais, jamais, que eu me separe de Vós. 
Ó Jesus, sumo bem meu e doce amor meu, ferí, eu Vos suplico, e inflamai o meu coração, para que sempre se abrase todo por Vós.
Indulgência: 03 anos."
Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). p. 191.


"COMUNHÃO ESPIRITUAL
em honra ao Menino Jesus
Vinde já, meu Deus Menino, nascer no meu coração, tomai dele posse inteira, tomai-o na vossa mão.
Vinde, meu rico Infante, vinde, não vos detenhais, a minha alma vos espera, já não pode esperar mais."
Referência: 
Obra fragmentada p. 176. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Santo Afonso comungava espiritualmente dizendo:
Creio em Vós, ó Jesus, estais presente no Santíssimo Sacramento. 
Desejo unir-me a Vós, vinde ao meu coração .
Eu Vos abraço, não Vos separeis de mim."
Referência: 
Obra fragmentada p. 104. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"COMUNHÃO ESPIRITUAL
Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento.
Amo-vos sobre todas as coisas e desejo-vos ardentemente. Mas, visto que não posso agora receber-vos sacramentalmente, vinde ao menos espiritualmente ao meu coração.
Abraço-vos como se, com efeito, vos tivesse em meu peito e me uno todos a vós,
Ó, não permitais que me separes de vós.
Indulgência: 03 anos.
Para lucrar a Indulgência Plenária:
1 - Participar do Sacramento da Confissão e do Sacramento da Santa Comunhão no mesmo dia.
2 - Rezar nas intenções do Santo Papa:
um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai."
Referência: 
Obra fragmentada p. 245. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"COMUNHÃO ESPIRITUAL
Vinde, Jesus,  ó vinde já, vinde, meu Jesus esposo eleito. Vinde, Senhor, a este meu peito, vinde, meu Deus, em mim morar. Vinde, Jesus, saciar minha sede. Vinde, Jesus, minha fome matar."
Referência: 
Obra fragmentada p. 198. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).   

segunda-feira, 13 de abril de 2020

ORAÇÃO À SANTO ANTONIO

"ORAÇÃO
Ó glorioso Santo Antônio, que desde a mais tenra idade, renunciando as sedutoras esperanças de uma vida cômoda vos consagrastes ao serviço de Deus, seguistes a Jesus em perfeita castidade e humildade, e merecestes o privilégio singular de abraçar o Menino Jesus, alcançai-me uma centelha do vosso amor ao Sagrado Coração de Jesus e ao desprezo do mundo, a fim de que não aprecie e ame outra coisa senão a Deus e só o que Deus aprecia e estima. 
Alcançai-me também a graça especial que vos peço, contanto que não seja contrária à santíssima vontade de Deus.

Ó glorioso Santo Antônio que, abrasado das ardentes chamas do Sagrado Coração de Jesus pela salvação do mundo, quisestes com zelo apostólico consagrar-vos ao alívio das misérias corporais e espirituais do próximo, impetrai-me do Menino Jesus, que baixou do Céu, fazendo-se homem e irmão nosso, e que vos cumulou de tantos favores, a graça de uma terna caridade e paciência para com o próximo, especialmente no que respeita à salvação das almas, e, em primeiro lugar, daquelas que estão a mim confiadas.

Ó glorioso Santo Antônio, acostumado a considerar a Virgem Maria como vossa Mãe e a confiar-lhe o feliz êxito de todas as vossas empresas, acérrimo defensor dos seus privilégios, pelo terno amor que sempre fomentastes para com Ela, vos peço que me alcanceis uma sólida devoção a nossa querida Mãe, Senhora nossa, para que, protegido por Ela e imitando a sua vida pura, possa convosco louvá-la e a seu Divino Filho, o Menino Jesus, por todos os séculos. Amém.

(Os fiéis que, por treze terças-feiras ou domingos seguidos fizerem orações ou outros exercícios de piedade em honra de Santo Antônio podem lucrar Indulgência Plenária)."
Referência: 
Obra fragmentada p. 171-172. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

As condições para ganhar a Indulgência Plenária: 
1 - Participar do Sacramento da Confissão e do Sacramento da Comunhão no mesmo dia.
2 - Rezar, segundo as intenções do Santo Papa, um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai.

domingo, 12 de abril de 2020

ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO NO CARNAVAL

"ADORAÇÃO REPARADORA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO NOS DIAS DE CARNAVAL

É costume há já 200 anos reparar as inúmeras ofensas cometidas contra Deus, mormente nos dias de Carnaval, com a exposição do Santíssimo Sacramento. Com uma visita feita durante a exposição, rezando-se seis vezes o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória, sendo uma vez nas intenções do Santo Padre, pode-se lucrar 15 anos de Indulgência e, acrescentando-se Confissão e Comunhão, uma Indulgência Plenária.

1. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

2. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

3. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

4. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

5. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Nas intenções do Santo Padre -
6. Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Indulgência: 15 anos. Durante a exposição do Santíssimo Sacramento. 
Indulgência Plenária: Durante a exposição do Santíssimo Sacramento.
- Sacramento da Confissão e Sacramento da Comunhão no mesmo dia." 
Referência:
Obra fragmentada p. 454.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

sábado, 11 de abril de 2020

ATO DE CONTRIÇÃO

O que é o ATO DE CONTRIÇÃO?
"A contrição é a parte mais importante da confissão. Não pode ser substituída.
A contrição é a mágoa da alma de ter ofendido a Deus; não é um vago sentimento, mas um ato de vontade, uma resolução que, por graves motivos, lança o pecado longe de si, e o aborrece como ao maior mal, propondo emenda séria de vida.
A contrição não se funda em motivos naturais: como são: más consequências para a saúde, posição, honra; mas nos sobrenaturais, ensinados pela fé: Deus, o inferno. 
Se alguém aborrece o pecado mais que a todos os males, mas unicamente amedrontado pelo inferno que mereceu tem uma contrição imperfeita, que é, porém, suficiente para a confissão, e se chama Atrição. 
Se alguém aborrece o pecado por ter ofendido ao Deus e Pai da bondade, magoado o Coração divino, tem contrição perfeita, que, junto com o propósito de se confessar, perdoa os pecados já antes da absolvição, deixando, todavia, a obrigação de os confessar antes de comungar.
Ninguém, tendo consciência de ter cometido pecado grave, pode comungar sem prévia confissão sacramental, por maior que julgue ser o seu arrependimento. (Can. 856).
Referência:
Obra fragmentada p. 50. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Pede a Deus a graça de conhecer teus pecados e a sua gravidade. Comete-se um pecado mortal quando se transgride a Lei de Deus em matéria grave, com plena advertência e perfeito consentimento.
O pecado grave é o maior mal que pode haver. 
Foste criado para Deus, o sumo Bem; pelo pecado o abandonas voluntariamente, voltando-lhe as costas, com desprezo. 
És filho de Deus pela graça; pelo pecado a perdes, desprezas a tua filiação, a tua nobreza divina e preferes ser filho de Satanás e do inferno. 
O pecado transformou anjos em demônios, e trouxe a morte tão dolorosa e temida dos homens.
O pecado é uma revolta contra Deus, um mal tão horroroso, que só o próprio Deus é capaz de dar perfeita satisfação por ele; pelo que Deus Filho morreu na Cruz, tomando sobre si, num excesso de amor, os pecados dos homens, apagando-os todos."
Referência:
Obra fragmentada p. 47-48. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


Fazer o "exame de consciência", recordando os pensamentos, palavras e obras do dia.
No sincero arrependimento, Deus perdoa logo os pecados por maiores que sejam, ficando, imprescindível a obrigação grave por ele imposta de confessar os pecados - Sacramento da Confissão -  assim que possível, isto é, na primeira oportunidade deverá ser feita a confissão sacramental ao Sacerdote ou Bispo.

"Não é permitido a quem cometeu um pecado grave, contentar-se com o Ato de Contrição perfeita; mas exige-se a confissão sacramental.
Referência:
Obra fragmentada p. 62
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Para chegar à contrição perfeita, rezar esta oração:
Ó meu Deus, quisera eu pudesse aborrecer sempre meus pecados por contrição perfeita! 
Quisera eu que, o meu coração pudesse compreender não só o motivo do medo, mas o motivo do amor!
Ó meu sumo Bem, Deus de santidade e beleza, Deus de infinita benevolência para comigo, meu Jesus, meu Senhor crucificado! 
O pensamento de vos ter desprezado, de vos ter ofendido, de vos ter magoado, enche-me de dor e confusão. Sim, meu Deus, eu tenho ódio ao pecado, porque vos ofendi. Quisera eu nunca o tivesse cometido!"
Referência:
Obra fragmentada p. 50-51. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o coração, de vos ter ofendido; e proponho firmemente, ajudado com os auxílios da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender; espero alcançar o perdão de minhas culpas pela vossa infinita misericórdia. Amém.
Lembrai-vos ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles, que têm recorrido à vossa proteção, implorado o vosso auxílio, reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, Virgem das virgens, como a Mãe recorro, a vós me acolho e, gemendo sob o peso de meus pecados, me prostro aos vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus humanado, mas antes atendei-as e ouvi-as propícia. Amém.  
Indulgência: 03 anos.
Indulgência Plenária nas seguintes condições: 
1 - Participar do Sacramento da Confissão e do Sacramento da Comunhão no mesmo dia.
2 - Rezar segundo as intenções do Santo Papa um Pai-nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai."
Referência:
Obra fragmentada p. 17-18. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
Ó meu Deus e Pai amorosíssimo, com toda a dor de minha alma eu me acuso de Vos ter hoje ofendido muitas vezes por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. Pesa-me, meu Deus, de ter sido tão ingrato. Perdoai-me, Senhor, pela sagrada paixão e morte e pelo Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho Unigênito.
Proponho firmemente, mediante vossa santa graça, emendar-me. Ajudai-me, abençoai-me e defendei-me contra o espírito maligno nesta noite e sempre, na vida e na morte.
Senhor Deus, misericórdia!
Senhor Deus, pequei, Senhor, misericórdia!
Senhor Deus, pela vossa sagrada paixão e morte, misericórdia!
Senhor Deus, pelas dores de vossa Mãe Maria Santíssima, misericórdia!"
Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). pp. 19-20.

"ATO DE CONTRIÇÃO
Senhor meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, vós me criastes à vossa imagem e semelhança, vós me remistes com infinito amor, morrendo na cruz e me quereis levar ao Céu para me fazer eternamente feliz. Eu, em troca, tenho-vos ofendido tantas vezes com meus pecados e tenho merecido justos castigos nesta vida e na outra.
Sim, sou culpado do vosso Sangue e de vossas feridas; tenho afligido e amargurado o vosso amantíssimo Coração de Redentor com meus pecados e minha ingratidão. Detesto esta ingratidão e, para compensá-la, amo-vos com mais ardente amor, sobre todas as coisas. E, porque vos amo, pesa-me de todo o coração e sobre todas coisas, de vos ter ofendido, Senhor meu e Deus meu. Perdoai-me, eu vos peço. Quero desde este momento emendar-me com fervor. Dai-me, Jesus misericordioso, a vossa graça para isto. Amém."
Referência:
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
Ó, quão grande é o meu pesar, ó meu amável Redentor, de vos ter entristecido e ofendido tantas vezes! Vós chegastes, no vosso amor para comigo, ao ponto de sacrificar a  vossa vida por mim e eu desprezei tantas vezes a vossa graça e o vosso amor, e os troquei pelas coisas mais vis.
Pesa-me de todo o emu coração, aborreço e detesto todos os meus pecados mais do que qualquer mal no mundo, por ter com isto ofendido a vós, Bondade infinita. Perdoai-me, Senhor, perdoai-me todos os meus pecados para que dignamente possa chegar-me ao vosso altar.
Dai-me, Senhor, a vossa graça, pois em breve fareis em meu coração a vossa morada."
Referência:
Obra fragmentada p. 82-83. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
Meu bom Jesus, crucificado por minha culpa, estou muito arrependido de ter feito os pecados, pois ofendi à vós que sois tão bom e mereci ser castigado neste mundo e no outro, mas perdoai-me Senhor, não quero mais pecar. Amém."
Referência: 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
Meu Deus e Senhor, tende piedade de mim segundo a vossa  grande misericórdia; e segundo o excesso de vossa  piedade, perdoai-me todos os meus pecados.
Ó meu Deus, quanto fui ingrato! Mas eu Vos ofereço em união com o precioso Sangue de meu divino Salvador, em satisfação de minhas culpas, um coração extremamente arrependido, e uma alma submersa na amargura de seu íntimo pesar.
Ó dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador!
Indulgência: 300 dias."
Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). p. 347.

"ATO DE CONTRIÇÃO
Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. A vós, meu amável e inocentíssimo Redentor, ofendi. Por esta causa sofreis a penúria, o frio, e o incômodo da gruta. Perdoai, ó Santo dos santos, as minhas iniquidades, e curai as minhas doenças com o remédio do vosso Sangue divino. Amém."
Referência:
Obra fragmentada p. 91.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"ATO DE CONTRIÇÃO
pode-se rezar antes da Via-Sacra
Meu clementíssimo Jesus, porque sois infinitamente bom e misericordioso, amo-vos sobre todas as coisas, e de todo o coração me arrependo de vos ter ofendido, ó meu sumo Bem. Ofereço-vos esta Via-Sacra em honra daquela dolorosíssima, que vós fizestes por mim, indigníssimo pecador. Faço a intenção de ganhar as santas Indulgências e de rezar segundo todos os fins e motivos pelos quais nos foi concedido tamanho tesouro. 
Suplico-vos humildemente a graça que me ajude a obter a vossa misericórdia nesta vida, e a glória eterna na outra. Amém.
De São Leonardo de Porto Maurício."
Referência:
Obra fragmentada. p. 283.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"CONTRIÇÃO E PROPÓSITO
Meu bom Jesus! De todo o coração vos amo e vos peço perdão dos meus pecados. Mereci ser castigado, porque vos desobedeci e vos fiz sofrer na cruz. Sinto muito ter sido ingrato. Prometo emendar-me e nunca mais pecar. Tende pena de mim e ajudai-me. Amém."
Referência:
Obra fragmentada p. 44. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

quinta-feira, 9 de abril de 2020

SEXTA-FEIRA SANTA

"CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Acolhida
Comentador - A Igreja vive para partilhar com a humanidade a única coisa que possui: Jesus Cristo, o Crucificado-Ressuscitado.
A celebração deste dia nos recorda do que é capaz a maldade humana: injustiça e morte. Embora o mal pareça fazer mais barulho, nós sabemos que o bem vencerá. É esta certeza da fé que nos impulsiona a meditar os eventos da paixão e morte do Senhor, a adorar a cruz, rezar pelas grandes intenções da Igreja e participar da mesa da Eucaristia.
(Oração silenciosa).

ORAÇÃO
(de pé)
Sacerdote - Ó Deus, foi por nós que o Cristo, vosso Filho, derramando o seu Sangue, instituiu o mistério da Páscoa. Lembrai-vos sempre de vossas misericórdias, e santificai-vos pela vossa constante proteção.
Por Cristo, nosso Senhor.
Todos - Amém.

II - LITURGIA DA PALAVRA
Comentador - Tendo amado os seus, amou-os até o fim!
(Sentados).

1ª Leitura: Is 52, 13-53, 12
Leitor - Leitura do Livro do Profeta Isaías
Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo - tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano -, do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo, foi golpeado até morrer. Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras. O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores. 
PALAVRA DO SENHOR.
Todos - Graças a Deus.

1. SALMO RESPONSORIAL: Sl 30
Leitor - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Todos - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Leitor - Senhor, eu ponho em vós minha esperança; que eu não fique envergonhado eternamente! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
Todos - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Leitor - Tornei-me o opróbrio do inimigo, o desprezo e zombaria dos vizinhos, e objeto de pavor para os amigos; fogem de mim os que me veem pela rua. Os corações me esqueceram como um morto, e tornei-me como um vaso espedaçado.
Todos - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Leitor - A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor.
Todos - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Leitor - Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Fortalecei os corações, tende coragem, todos vós que ao Senhor vos confiais.
Todos - Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

2ª Leitura: Hb 4, 14-16; 5, 7-9
Leitor - Leitura da Carta aos Hebreus
Irmãos: Temos um sumo-sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. Com efeito, temos um sumo-sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
PALAVRA DO SENHOR.
Todos - Graças a Deus.

EVANGELHO Jo 18,1-19, 42
2. ACLAMAÇÃO
(de pé)
Leitor - Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz, pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.
Todos - Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz, pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.

3. PROCLAMAÇÃO
Sacerdote - S
Comentador - C
Leitor - L
Grupo - G 

S - Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São João.
C -  Naquele tempo, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos Sumos Sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
S - "A quem procurais?"
C - Responderam: 
G - "A Jesus, o Nazareno".
C - Ele disse:
S - "Sou eu".
C - Judas, o traidor, estava junto com eles. Quando Jesus disse: "Sou eu", eles recuaram e caíram por terra. De novo lhes perguntou:
S - "A quem procurais?"
C - Eles responderam:
G - "A Jesus, o Nazareno".
C - Jesus respondeu:
S - "Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem".
C - Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: 'Não perdi nenhum daqueles que me confiaste'.
Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. o nome do servo era Malco. Então Jesus disse a Pedro:
S - "Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?"
C - Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. Conduziram-no primeiro a Anás, que era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
L - "É preferível que um só morra pelo povo".
C - Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do sumo Sacerdote. Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. A criada que guardava a porta disse a Pedro:
L - "Não pertences também tu aos discípulos desse homem?"
C - Ele respondeu:
L - "Não".
C - Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. Jesus lhe respondeu:
S - "Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que eu falei; eles sabem o que eu disse".
C - Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
L - "É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?"
C - Respondeu-lhe Jesus:
S - "Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?"
C - Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote.
Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. 
disseram-lhe:
G - "Não és tu, também, um dos discípulos dele?"
C - Pedro negou:
L - "Não!"
C - Então um dos empregados do sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
L - "Será que não te vi no jardim com ele?"
C - Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou.
C - De Caifás, levaram Jesus ao palácio do Governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
L - "Que acusação apresentais contra este homem?"
C - Eles responderam:
G - "Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!"
C - Pilatos disse:
L - "Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei."
C - Os judeus lhes responderam:
G - "Nós não podemos condenar ninguém à morte."
C - Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
L - "Tu és o rei dos judeus?"
C - Jesus respondeu:
S - "Estás dizendo isso por ti mesmo, ou outros te disseram isso de mim?"
C - Pilatos falou:
L - "Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?"
C - Jesus respondeu:
S - "O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é daqui."
C - Pilatos disse a Jesus:
L - "Então, tu és rei?"
C - Jesus respondeu:
S - "Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz."
C - Pilatos disse a Jesus:
L - "O que é a verdade?"
C - Ao dizer isto, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
L - "Eu não encontro nenhuma culpa nele. Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu  vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?"
C - Então, começaram a gritar de novo:
G - "Este não, mas Barrabás!"
C - Barrabás era um bandido.
Então Pilatos mandou flagelar Jesus. Os soldados teceram uma coroa de espinhos e a colocaram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, aproximavam-se dele e diziam:
G - "Viva o rei dos judeus!"
C - E davam-lhe bofetadas. Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
L - "Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum."
C - Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
L - "Eis o homem!"
C - Quando viram Jesus, os Sumos Sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
G - "Crucifica-o! Crucifica-o!"
C - Pilatos respondeu:
L - "Levai-o vós mesmos para o crucificar, poi eu não encontro nele crime algum."
C - Os judeus responderam:
G - "Nós temos uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus."
C - Ao ouvir essas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
L - "De onde és tu?"
C - Jesus ficou calado. Então Pilatos disse:
L - "Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?"
C - Jesus respondeu:
S - "Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior."
C - Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
G - "Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César."
C - Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado "Pavimento", em hebraico "Gábata". Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
L - "Eis o vosso rei!"
C - Eles, porém, gritavam:
G - "Fora! Fora! Crucifica-o!"
C - Pilatos disse:
L - "Hei de crucificar o vosso rei?"
C - Os Sumos Sacerdotes responderam:
G - "Não temos outro rei senão César."
C - Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.
Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado "Calvário", em hebraico "Gólgota". Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: "Jesus Nazareno, o Rei dos judeus". Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. Então os Sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
G - "Não escrevas 'O Rei dos judeus', mas sim o que ele disse: 'Eu sou o Rei dos judeus'."
C - Pilatos respondeu:
L - "O que escrevi, está escrito."
C - Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. Disseram entre si: "Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será". Assim se cumpria a Escritura que diz: "Repartiram entre as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica". Assim procederam os soldados.
Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
S - "Mulher, este é o teu filho."
C - Depois disse ao discípulo:
S - "Esta é a tua mãe."
C - Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
S - "Tenho sede."
C - Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. Ele tomou o vinagre e disse:
S - "Tudo está consumado."
C - E, inclinando a cabeça, entregou o Espírito.

(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa).

C- Era o dia a preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. Os soldados foram e quebraram as pernas de um e, depois, do outro que foram crucificados com Jesus. Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: "Não quebrarão nenhum dos seus ossos". E outra Escritura ainda diz: "Olharão para aquele que transpassaram".
Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus - mas às escondidas, por medo dos judeus -, pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumavam sepultar. No lugar em que Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.
S- PALAVRA DA SALVAÇÃO.
Todos - Glória a vós, Senhor.


III - ADORAÇÃO DA CRUZ
(O celebrante descobre a cruz e entoa três vezes):

S - Eis o linho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo!
S - Eis o linho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo!
S - Eis o linho da cruz do qual pendeu a salvação do mundo!
Todos - Vinde, adoremos!

Canto: ACC I 229
Ref.: /:Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz! Tu nos salvarás!:/
1. Brilhando sobre o mundo, que vive sem tua luz, tu és  um sol fecundo de amor e de paz, ó Cruz.
Ref.: /:Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz! Tu nos salvarás!:/
2. Aumenta a confiança do pobre e do pecador, confirma nossa esperança na marcha para o Senhor!
Ref.: /:Vitória! Tu reinarás! Ó Cruz! Tu nos salvarás!:/

                     III - ADORAÇÃO DA CRUZ
Canto: ACC I nº 341
Ref.: O Pão da vida, a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos. /:E nos ensina abrir as mãos, para partir, repartir o pão.:/
1. Lá no deserto, a multidão, com fome segue o Bom Pastor. Com sede, busca a Nova Palavra: Jesus tem pena e reparte o Pão.
Ref.: O Pão da vida, a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos. /:E nos ensina abrir as mãos, para partir, repartir o pão.:/
2. Na Páscoa Nova da Nova Lei, quando amou-nos até o fim; partiu o Pão, disse: "Isto é o meu corpo, por vós doado: Tomai, comei".
Ref.: O Pão da vida, a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos. /:E nos ensina abrir as mãos, para partir, repartir o pão.:/
3. Se neste Pão, nesta Comunhão, Jesus por nós, dá a própria vida, vamos também repartir os dons, doar vida por nosso irmão.
Ref.: O Pão da vida, a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos. /:E nos ensina abrir as mãos, para partir, repartir o pão.:/
4. Onde houver fome, reparte o pão e tuas trevas hão de ser luz. Encontrarás Cristo no irmão, serás bendito do Eterno Pai.
Ref.: O Pão da vida, a comunhão nos une a Cristo e aos irmãos. /:E nos ensina abrir as mãos, para partir, repartir o pão.:/.

Canto: Vitória da cruz
1. Brilhando na paz do infinito, com raios serenos de luz, sustentas o Deus tão bendito, ó lenho sagrado da cruz!
Ref.: Glória, glória a ti madeiro santo, tão sublime é teu fulgor! Nos  teus braços refulgentes,  deu-nos vida o Redentor!"
Referência bibliográfica:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLV. 30/03/2018. R4. Ano B, nº 2715. Tríduo Pascal. Celebração da Paixão do Senhor. Pallotti ArtLaser: Porto Alegre, 2018.