domingo, 17 de julho de 2016

A VIDA DOS SANTOS

 SANTA ANA
 Festa litúrgica: 26 de julho 

SANTO ANTÔNIO
 Padroeiro e protetor dos namorados.
 O Santo casamenteiro.
 Encontra objetos perdidos.
 Festa litúrgica: 13 de junho.
"Um humilde servo de Deus
Do casamento de Martinho de Bulhões e Maria Tereza de Taveira nasceu o pequenino Fernando, em 15 de agosto de 1195, que mais tarde viria a ser conhecido como Santo Antônio. Seus pais, descendentes da antiga nobreza, distinguiam-se pelo profundo sentimento de bondade para com seus semelhantes.
Aos 15 anos, Fernando ingressou no Colégio dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, em Lisboa. Bastante estudioso, aprofundou seus conhecimentos na Sagrada Escritura em apenas nove meses, de tal forma que foi apelidado, por Gregório IX, como "Arca do Testamento".
Em 1220, Fernando - ao contemplar os ataúdes dos cinco franciscanos que haviam partido para Marrocos a fim de evangelizar os infiéis e acabaram sendo martirizados - decidiu ingressar na Ordem dos Frades Mendicantes no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. Aí, recebeu o hábito e o nome de Antônio Olivares. Era o noviciado.
Durante a viagem para Marrocos - onde pode ficar apenas alguns dias por causa de sua doença (Hidropisia) - um acidente arrastou a embarcação para as costas Sicilianas (Sul da Itália). Morou, alguns anos no convento dos franciscanos em Messina, cujo superior o levou a Assis, para o Encontro Geral dos Frades, onde estiveram mais de três mil presentes. Foi nesta ocasião que Antônio conheceu Francisco de Assis, "o trovador de Deus".
Antônio foi então designado para a província franciscana da Romagna e viveu a vida eremítica num convento perto de Forli. Incumbido das humildes funções de cozinheiro, impôs-se o martírio da humilhação e da renúncia, já que não conquistou o sofrimento o sofrimento de sangue. Frei Antônio viveu na obscuridade até que seus superiores, percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no para a Itália setentrional e para a França, a fim de pregar nos lugares onde a heresia era mais forte. Tomado de compaixão pelos pobres, fracos e aflitos, mostrava-se pai, amigo e consolador.
Finalmente, Antônio teve morada fixa no convento de Arcella, localizado a um quilômetro dos muros de Pádua. A partir de então, começou a pregar aonde quer que fosse chamado. Em 1231, ano em que sua pregação atingiu o vértice de intensidade e se caracterizou por conteúdos sociais, Antônio adquire uma doença inesperada, tendo sido transportado, num carro de feno, do convento a Pádua.
Entoando um hino a Nossa Senhora, morre em Arcella, a 13 de junho de 1231, aos 36 anos. "O santo", como era chamado em Pádua, foi canonizado por Gregório IX, na festa de Pentecostes, dia 30 de maio de 1232, um ano após a sua morte, apoiado por uma popularidade que cresceria de época em época. Em sua honra os paduanos construíram uma bela e grande basílica.
Pio XII declarou-o Doutor da Igreja no dia 16/02/1946. E se celebra sua festa todo dia 13 de cada mês."
Referência bibliográfica:
Opúsculo: Festa de Santo Antônio do Partenon. Porto Alegre/RS. Brasil. p. 8-9.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

COMO VIVEU SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA
"Santo Antônio nasceu em 1195 e morreu nas vizinhanças de Pádua em 1231; daí chamar-se Antônio de Lisboa ou Antônio de Pádua.
Quando ele nasceu, vivia em Assis um rapaz de 13 anos, Francisco di Bernardone, que será conhecido mais tarde como Francisco de Assis. Tinha 3 anos quando subiu ao trono São Pedro Inocêncio III (1198-1216), que deixará marca profunda na reforma da Igreja  e aprovará oralmente a primeira regra franciscana. Ao falecer, 1231, instalava-se o tribunal da Inquisição Pontifícia, coordenando medidas contra os movimentos heréticos. A nova ordem religiosa fundada por São Francisco, o movimento da reforma eclesiástica e o combate aos hereges foram três marcos na vida de Santo Antônio.
Nosso santo recebeu no batismo o nome de Fernando. Ingressou na Ordem dos Cônegos Regulares de São Vicente de Fora e de lá foi para o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra onde fez seus estudos e foi provavelmente ordenado sacerdote. Teve lá contato com a ordem franciscana, que tinha seu pequeno convento em Santo Antônio dos Olivais. Isso e mais a chegada dos primeiros corpos dos missionários franciscanos enviados ao Marrocos por São Francisco e lá trucidados pela fé, em 1220, decidiram sua mudança de ordem religiosa. Fez-se franciscano tomando o nome de frei Antônio, em homenagem ao grande eremita do Egito, Santo Antão. Pôs-se a disposição da obra missionária aos muçulmanos do Marrocos. Teve que renunciar devido a uma enfermidade. O navio, de volta a Portugal, levou-o para a Itália, por causa dos ventos contrários. Lá seria seu principal campo de ação.
Esteve na assembleia geral dos franciscanos em Assis, em 1221, e de lá seguiu com o superior provincial dos franciscanos da Lombardia. Quase fortuitamente, frei Antônio revelou-se exímio pregador e conhecedor das Sagradas Escrituras e da Teologia que havia estudado em Portugal. Daí por diante, desde 1222, a pregação seria seu principal campo de ação. A pedido de São Francisco, por algum tempo ensinou Teologia aos frades, em Bolonha.
Entregou-se depois totalmente à pregação, promovendo a reforma dos costumes e a paz entre as cidades, defendendo os pobres contra a exploração dos usuários, combatendo focos de heresias no norte da Itália e no sul da França, continuando seu apostolado. De 1224 e 1227, pregou no sul da França, no foco da heresia dos cátaros ou  albigenses. Em 1227 voltou para a Itália, continuando seu apostolado da palavra, que só terminaria com sua morte precoce, em 13 de junho de 1231, aos 36 anos de idade. Dez meses depois da sua morte, frei Antônio já era elevado à honra dos altares. Em 1946, Pio XII deu-lhe o título de doutor da igreja.
A lenda posterior vai atribuir a Santo Antônio inúmeros milagres operados ainda em vida, completamente desconhecidos pelas fontes mais antigas. Com o correr do tempo, Santo Antônio será alvo de devoção surpreendente. O folclore português e brasileiro é rico em alusões aos poderes miraculosos  do santo, em questões de casamento, de encontro de coisas perdidas etc. Mais importante que isso tudo é a caridade com os mais necessitados, feita em honra de Santo Antônio, através da instituição tão conhecida como o "pão de Santo Antônio."
Referência bibliográfica:
Novena milagrosa a Santo antônio de Pádua. 2ª edição. Editora Ave Maria, 1998. p. 5-8.


 SANTO ANTONIO MARIA CLARET
Proteção contra todo o tipo de violência.
Festa litúrgica: 24 de outubro

SANTA BÁRBARA
Protetora contra os raios e tempestades.
Venerada pelos militares.
Festa litúrgica: 04 de dezembro.
"Protetora contra os raios e tempestades. Santa Bárbara é também venerada pelos militares.
Santa Bárbara foi martirizada na cidade de Nicomédia de Bitínia, província da Ásia Menor.
Santa Bárbara passou quase toda a sua vida confinada na torre de uma fortaleza, por ordem de seu pai que era pagão. 
Bárbara, porém era cristã, e por este motivo foi condenada à morte.
O próprio pai quis ser o executor da sentença. Cortou a cabeça da filha com um golpe de espada. Logo após a execução levantou-se um temporal e o carrasco caiu fulminado por um raio."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 111. 


SÃO BENEDITO
"São Benedito era negro, natural da Abissínia, filho de escravos. Passou a maior parte de sua vida em Palermo, na Sicília. Era Irmão Franciscano."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 108.


SÃO BRAZ
Protetor contra as doenças da garganta.
Festa litúrgica: 03 de fevereiro.
"São Braz, bispo de Sebaste, salvou um menino prestes a morrer, sufocado por uma espinha atravessada na garganta. Pelo que se recorre a ele em casos semelhantes e se pede, na sua festa, ou na véspera dela, a bênção de São Braz, dada com duas velas e com as palavras: "Pela intercessão de São Braz, bispo e mártir, livre-te Deus do mal de garganta e de qualquer outro mal."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 354. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


SÃO CAMILO DE LELLIS
Festa litúrgica: 14 de julho.
"(1550-1614)
Padroeiro dos doentes, dos hospitais, dos profissionais da saúde e dos Agentes de Pastoral da Saúde.
Princípios de vida de São Camilo:
- É preciso ter mais coração nas mãos.
- Enquanto tuas mãos fazem o que devem, teus olhos estejam atentos ao que falta, teus ouvidos ouçam o clamor surdo e teu coração se eleve em prece a Deus.
- Cuidem dos doentes com o mesmo amor com que uma mãe cuida de seu filho único doente, e conforme o Espírito Santo lhes inspirar.
- Os enfermos e os pobres nos farão ver o rosto de Deus.
- Os doentes são a pupila e o coração de Deus."
Referência bibliográfica:
Assistência Religiosa. Santa  casa de Misericórdia.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


SANTA CATARINA DE ALEXANDRIA
 Auxiliadora dos estudantes.
 Festa litúrgica: 25 de novembro.
"Santa Catarina nasceu em Alexandria no Egito, pelo ano 300. Estudou filosofia, teologia e outras ciências. Em discussão pública com filósofos pagãos, superou-os a todos, não deixando nenhuma pergunta sem resposta. Por isso tida como auxiliadora dos estudantes. Por ter sido torturada numa roda de engrenagens é também protetora contra os acidentes de trabalho."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 113.


 SÃO CIPRIANO
Festa litúrgica: 16 de setembro


 SANTA CLARA
Festa litúrgica:12 de agosto

SÃO COSME E DAMIÃO
Festa litúrgica: 26 de setembro


SÃO CRISTÓVÃO
 Protetor dos motoristas.
 Festa litúrgica: 24 de julho.
"Diz uma lenda que São Cristóvão, por causa de uma promessa que fizera, ficava a carregar os transeuntes de uma margem para outra de um rio perigosíssimo, que não tinha ponte.
Um dia, uma criança pediu que a atravessasse. São Cristóvão colocou a criança no ombro e entrou na correnteza; mas estranhou, pois a criança tinha um peso fora do comum; e por isto, brincando lhe disse: "Você pesa que até parece estar carregando o mundo na mão!"
A criança lhe respondeu: "Erraste de pouco, porque estás carregando aquele que fez o mundo."
Aquela criança era o Menino Jesus."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 107.


 SANTA EDWIGES
A Santa dos endividados.
Festa litúrgica: 16 de outubro


SANTO ESTANISLAU KOSTKA
Festa litúrgica: 13 de novembro 


 SANTO EXPEDITO
O Santo das causas urgentes
Festa litúrgica: 19 de abril 



SÃO FRANCISCO DE ASSIS
O irmão universal.
Festa litúrgica: 04 de outubro.
"São Francisco é o fundador das três Ordens Franciscanas: para sacerdotes e irmãos leigos, para irmãs, e a Ordem Terceira para os seculares."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 402. 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


 SÃO FRANCISCO XAVIER
Padroeiro das Missões.
Festa litúrgica: 12 de março 


 SANTO INÁCIO DE LOIOLA
Protetor contra a  cólera e as moléstias contagiosas.
Festa litúrgica: 31 de julho 

 SANTA INÊS
Protetora das virgens.
Festa litúrgica: 21 de janeiro


 SÃO JOÃO BATISTA
Festa litúrgica: 24 de junho 



SÃO JOÃO BATISTA DE LA SALLE
Padroeiro universal dos professores.
Festa litúrgica: 07 de abril.
"Padre francês, dedicou-se à educação e à formação de professores. É fundador dos Irmãos das Escolas Cristãs ou Lassalistas."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 89.


SÃO JOÃO BERCHMANNS
Festa litúrgica: 13 de dezembro.
"São João Berchmanns conseguiu as honras dos altares pela terna e sólida devoção a Maria Santíssima, que lhe alcançou uma pureza angélica e uma fidelidade exatíssima no cumprimento de seus deveres de jovem. Pelo que tornou-se um magnífico exemplo para a juventude."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 391 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


SÃO JORGE
"São jorge nasceu na Capadócia, na Ásia Menor, no ano de 280.
Ainda criança, foi morar na Palestina. Entrou para o Exército romano. Diocleciano, imperador de Roma, requisitou-o para seu conselheiro; mas descobrindo que ele era Cristão, condenou-o a morte. Foi decapitado a 23 de abril de 303.
São Jorge é um dos Santos católicos mais venerados em todo o mundo."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 84.


 SÃO JOSÉ
Protetor da Igreja universal.
Para as horas de necessidade.
Festa litúrgica: 19 de março.
"Honremos com uma devoção particular a São José, com toda a razão declarado por Pio IX padroeiro da Igreja Católica, pois, como diz o evangélico Santo Tomás de Aquino, o crédito de São José é universal: "A São José foi dado o poder de socorrer em qualquer necessidade."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 357 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


 SÃO JUDAS TADEU
O Santo dos casos desesperados
Festa litúrgica: 28 de outubro.

SÃO LUCAS
Patrono dos médicos 
Festa litúrgica: 18 de outubro
"18 de outubro é festa de São Lucas, a quem devemos o terceiro Evangelho e os Atos dos Apóstolos.
"Lucas, um sírio de Antioquia, médico de profissão, discípulo dos Apóstolos, mais tarde seguiu Paulo até o seu martírio. Serviu sem restrições ao Senhor, nunca se casou, nem teve filhos. Morreu com a idade de 84 anos em Beócia, repleto do Espírito Santo" (Escrito do Século II, "O Prólogo", antimarcionita do Evangelho de Lucas)."
Referência bibliográfica:
Paróquia Santo Antônio do Partenon. Rua: Luís de Camões, 35. Fones: 223-3494 e 223-2062 - Porto Alegre/RS.


 SÃO LUÍS GONZAGA
Festa litúrgica: 21 de junho


SANTA LUZIA
Protetora contra as doenças dos olhos.
Festa litúrgica: 13 de dezembro.
"Santa Luzia ou Santa Lúcia, nasceu na Sicília, morreu mártir no ano de 303. Foi enterrada em Siracusa. Depois seu corpo foi transladado para Veneza, onde seu túmulo se encontra ainda hoje.
A tradição conta que enquanto estava presa, lhe foram arrancados os olhos; mas no dia seguinte a encontraram com seus olhos novamente perfeitos."
Referência bibliográfica:
Orações e Santos Populares. Pe. Paulo José Scopel. 19ª ed. 280º milheiro. Porto Alegre: La Salle, 1991. p. 104.


SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT
Fundador do Instituto Marista.
Festa litúrgica: 06 de junho.


SANTA MARGARIDA M. ALACOQUE
Propagou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
Festa litúrgica: 17 de outubro 

 SÃO MARTINHO
Festa litúrgica: 11 de novembro 


SANTO ONOFRE
O Santo dos embebedados
Festa litúrgica: 07 de janeiro


 MADRE PAULINA
A primeira Santa brasileira
Festa litúrgica: 09 de julho 


 SÃO PAULO 
Festa litúrgica: 29 de junho

 SÃO PEDRO
Festa litúrgica: 29 de junho


 SÃO PEDRO  DE ALCÂNTARA
Padroeiro principal do Brasil.
Festa litúrgica: 19 de outubro.


                             SANTA RITA DE CÁSSIA
                       A Santa das causas impossíveis. 
                           Festa litúrgica: 22 de maio 


BEATOS ROQUE GONZÁLEZ DE SANTA CRUZ, AFONSO RODRÍGUEZ E JOÃO DEL CASTILLO.
17 de novembro
Os beatos Padres Roque e Afonso foram trucidados por guaranis pagãos em 15 de novembro de 1628 no Caaró, e no dia 17 o beato P. João, em Assunção do Pirapó, Rio Grande do Sul.
Pio XI beatificou-os em 28 de janeiro de 1934."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 357 
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


 SANTA ROSA DE LIMA
Padroeira da  América do Sul. 
Festa litúrgica: 30 de agosto 


 SÃO ROQUE
Protetor contra a peste e a mordida de cães raivosos.
Festa litúrgica: 16 de agosto 


 SÃO SEBASTIÃO
Protetor contra a peste.
Festa litúrgica: 20 de janeiro 

SANTA TERESA DO MENINO JESUS
Apóstola dos Sacerdotes
Doutora da Igreja
Padroeira das Missões.
Festa litúrgica: 03 de outubro. 
"Foi esta santa declarada pela Igreja padroeira das Missões
como São Francisco Xavier gozando a festa de ambos os mesmos privilégios litúrgicos."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 402.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Farei cair sobre os homens uma chuva de rosas."
"Nascimento: 02/01/1873
Falecimento: 30/09/1897
Canonizada: 17/05/1925
Declarada padroeira das missões: 03/05/1944
Doutora da Igreja: 19/10/1997.

Estas promessas, que a Santinha mais popular do século vinte fez em vida, estão sendo cumpridas fielmente. É porque Deus, fiador delas, corresponde à "confiança ilimitada", que Teresinha sempre depositou nEle, dando-lhe a chave dos divinos tesouros.
Não parece de fato, que Deus, em sua infinita bondade, lhe entregou nas mãos a sua onipotência para que ela disponha do céu e da terra a seu bel-prazer, deixando, por assim dizer, na sombra momentânea os mais prodigiosos taumaturgos, até agora conhecidos? Não é ela a Santa mais conhecida dos nossos tempos? Diga-o essa onda de entusiasmo que avassala o mundo em volta do nome dessa gloriosa carmelita e que não só não diminui, mas vai a cada dia se avolumando, para não deixar cantinho no globo, onde não chegue o seu benéfico influxo.
Ora a vemos acudir solícita a uma alma tentada na vocação, dissipando-lhe as nuvens de tristeza que a assombrava; ora, por sua mão, reconduz ao aprisco da fé, por meio de uma conversão repentina, ovelhas há longos anos tresmalhadas: aqui, com inspiração eficaz, quebra o gelo e a indiferença de uma de uma vontade rebelde, que se obstina em trilhar o caminho do vício; ali, desempenhando o seu papel predileto de "Apóstola dos sacerdotes", desimpede de obstáculos, por meio de curas evidentes, o caminho do Santuário aos jovens, que nele anseiam entrar; enfim constituiu-se enfermeira universal de todas as doenças morais propagadora daquele Deus, a quem ele chamava o seu AMOR.
No campo das enfermidades físicas não tem limites a sua generosa compaixão: "Sabe mais de medicina e pode mais do que os médicos juntos", dizia um dos miraculados, assombrado com uma destas curas estupendas. 
Convém notar que essas graças são alcançadas, as mais da vezes, após a leitura da "História duma alma": autobiografia da nossa Santinha.
Pois bem. Dentre os inúmeros meios de recursos à Santinha, um parece possuir a sua predileção, tais e tão abundantes os benefícios por ela alcançados. Queremos referir-nos à
NOVENA MARAVILHOSA
sua  origem é encantadora. Deixemos falar o próprio autor dela, o Pe. Antônio Puntigam, S. J., benemérito campeão dos interesses do S. Coração de Jesus e grande devoto da "Pequena Flor de Lisieux".
De idade avançada e doente, costumava o bom padre passar os meses do inverno recolhido a um quarto de hospital em Viena. De lá escreveu, em fevereiro de 1926, o que segue:
"No dia 3 de dezembro do ano passado comecei uma novena em honra de Santa Teresinha, pedindo que me mimoseasse com uma rosinha, isto é, que alcançasse uma graça qualquer que ela julgasse útil e salutar para mim.
Escolhi como oração diária, para os nove dias, 24 "Glória-ao-Pai" em ação de graças por todos os benefícios que a Ssma. Trindade concedera à Santinha durante os 24 anos da sua vida.
Estava muito ansioso por saber se alcançaria realmente alguma graça. Por isso pedi à Santa que me mandasse um sinal qualquer. Tomaria por sinal se ela, por exemplo, sugerisse a alguém a ideia de me oferecer uma bela rosa.
Esperei com grande curiosidade. E, de fato, no terceiro dia da novena, apresenta-se uma senhorita, trazendo-me uma bonita rosa vermelha de haste comprida. Grande foi a minha surpresa. Perguntei-lhe logo: "Como teve a ideia de trazer esta rosa?"
A jovem respondeu: "Transcorrendo, ontem o meu aniversário, trouxeram-me algumas rosas; pensei então que V. Revcia. talvez gostasse de ter uma delas nesta estação do ano."
Pode ter sido acaso, mas jamais alguém se lembraria de me oferecer uma rosa, mormente no inverno, com neve copiosa e dez graus abaixo de zero...
No dia 24 de dezembro, comecei outra novena e pedi duas graças. Para a primeira não pedi sinal, porque devia eu mesmo sentir-lhe o efeit, mas solicitei-o para a segunda. Como sinal sugeri, desta vez, uma rosa branca. Ninguém sabia disso.
Eis que no quarto dia a Irmã Vitalis entra no meu quarto com uma rosa branca na mão, dizendo: "Padre, trago-lhe este "pequeno presente de S. Teresinha; ela lhe manda lembranças". Todo alvorotado pergunto: "Mas donde vem esta rosa?"
A Irmã explica: "Estava na capela, onde se acha uma estátua de S. Teresinha. Não tenho o costume de ir ao altarzinho dela, mas hoje fui e vi que uma rosa havia caído do altar. Lembrei-me então de V. Revcia. e vim trazer-lhe a rosa".
Foi puro acaso! - dirão alguns, mas tenho a certeza de que a "Pequena Santa" me alcançou a graça que lhe pedi."
Pe. Antônio Puntigam, SJ., organizou, em cada mês, sempre do dia 9 ao dia 17, em honra de Santa Teresinha, esta NOVENA de efeitos maravilhosos, constituindo assim uma
LIGA DE ORAÇÕES 
a NOVENA pode ser feita, individualmente, ou em família, ou em comunidade, incluindo, nas suas petições, as intenções de todas as pessoas que fazem a NOVENA ao mesmo tempo.
Reza-se diariamente, durante a Novena:
"Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, agradeço-Vos todos os favores e todas as graças, com que enriquecestes a alma de vossa serva Teresinha do Jesus durante os 24 anos que passou na terra. E pelos méritos de tão querida Santa, concedei-me a graça, que ardentemente Vos peço... se for conforme a vossa santíssima vontade e para a salvação de minha alma."
Rezam-se em seguida:
 VINTE E QUATRO (24) GLÓRIA AO PAI!,
podendo-se acrescentar, a cada Glória, a jaculatória: Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós! - "Se dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei EU no meio deles" - prometeu Nosso Senhor Jesus Cristo. Com quanto maior certeza não vos ouvirá se milhares de fiéis lhe pedirem, ao mesmo tempo, alguma graça.
Referência bibliográfica:
NOVENA MARAVILHOSA em honra de Santa Teresinha de Lisieux. Pe. Antônio Puntigam, SJ. Porto Alegre: Livraria Editora Pe. Reus. 28.ª edição. 880.000 a 895.000 exemplares. 2004.



 SANTO TOMÁS DE AQUINO
Protetor das escolas católicas.
Festa litúrgica: 07 de março.


 SÃO VICENTE DE PAULO
Pai dos pobres.
Festa litúrgica: 19 de julho

terça-feira, 12 de julho de 2016

A PALAVRA DO SACERDOTE

"DESPOJAMENTO: EXIGÊNCIA DO REINO - Mc 10, 17-27
Dom Jaime Spengler
O texto do Evangelho apresenta Jesus caminhando em direção a Jerusalém, "quando  veio alguém correndo, caiu de joelhos diante dele e perguntou: Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?"
Esse alguém procura, naquele mestre bom, a luz para orientar sua vida. Jesus lhe recorda os mandamentos. Igualmente lhe apresenta um preceito: "Não prejudicarás ninguém".
Aquele indivíduo afirma, cheio de segurança - se poderia dizer: de boca cheia! -, que sempre observou tudo o que Jesus lhe estava recordando.
"Jesus, fitando-o, com amor lhe disse: só te falta uma coisa...". Na verdade, não lhe falta 'uma' coisa, mas tudo. Aquele 'alguém' seguia os mandamentos, observava rigorosamente a religião, entretanto, era um indivíduo angustiado e preocupado.
Para ser feliz ele deverá fazer outros felizes. Este homem aproxima-se de Jesus para obter algo mais, para receber algo para a sua vida espiritual e Jesus convida a doar-se totalmente. Seguir despojadamente e o Senhor lhe proporcionará "um tesouro no céu!"
Jesus o convida a reorientar sua vida. É preciso acolher uma nova lógica, segundo a qual não se pode viver apegado às próprias posses, mas se deve ajudar os pobres e, inserindo-se no grupo dos discípulos, seguir o Senhor.
Esta orientação é demasiada! Aquele 'alguém' esqueceu o olhar cheio de amor de Jesus e foi embora triste. Essa pessoa acreditava possuir bens, mas na verdade era possuída por eles.
Diante do acontecido, Jesus se dirige aos discípulos, alertando-os. No Reino de Deus, pessoas possuídas pelos bens materiais (ricos), não conseguem entrar. Conforme Jesus, a segurança e a felicidade estão na capacidade de partilhar os bens com os irmãos e as irmãs."
(Evangelho: Mc 10, 17-27).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLVI. 14/10/2018. R12. Ano B, nº 2746. Tempo Comum - 28 Domingo. Pallotti ArtLaser: Porto Alegre, 2018.

"TENTAÇÃO E SEGUIMENTO - Mt 4, 1-11
Dom Jaime Spengler
Diante das tentações, Jesus ordena a Satanás que se retire: "Vai embora, Satanás". Satanás lhe propunha um modo de ser filho diferente daquele de se saber irmão. Isto Jesus não pode aceitar!
As tentações apresentam um modo de ver e compreender a vida como propriedade e não como dom. Como propriedade, ela pode ser manipulada. Se compreendida como dom, tudo se torna oportunidade para o exercício da solidariedade, a fim de que todos possam ter vida e vida em abundância.
As tentações expressam a possibilidade de o ser humano não reconhecer que é filho e que pode participar da vida de Deus. Possuir o alimento garante ao ser humano a vida animal; possuir a pessoa garante a vida humana; possuir Deus garante autossuficiência. Ora, os ídolos do ter, do poder e do apossar-se indicam a estrutura do mundo. A tal realidade Deus responde com o dar-se e o pôr-se a serviços de todos.
O caminho de Deus é um caminho de amor, de serviço e de partilha. O caminho de Satanás é um caminho de egoísmo, divisão e morte.
Observe-se que, nas tentações, o mal apresenta-se como um bem. Diante desta realidade é necessário cultivar o discernimento.
Jesus desmascara Satanás, e diz: "Vai embora". Mais tarde, Pedro lhe propõe algo semelhante ao que satanás propôs a Jesus no início de sua missão. No entanto, diante da proposta de Pedro, Jesus lhe ordena: "Vai para trás de mim"; isto é, Pedro (referência maior da comunidade de fé!) deve seguir Jesus!
Assim, também nós, quando nos sentimos tentados, somos exortados a assumir ainda com maior determinação o desafio de seguir o Senhor."
(Evangelho: Mt 4, 1-11).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 05/03/2017. R3. Ano A, nº 2649. Tempo da Quaresma - 1º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2017.

"DEUS, MISERICÓRDIA
Dom Jaime Spengler
São Lucas recorda que Deus é Pai rico de ternura e misericórdia. Ele enche-se de alegria quando vê um pecador que se converte, um filho afastado que volta para casa.
Deus 'nunca se dá por vencido enquanto não tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaixão e a misericórdia'. Jesus mostra que 'a misericórdia é força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão'.
O texto do Evangelho apresenta o tema da conversão. O Senhor não exclui ninguém! É o ser humano que se exclui, excluindo seu semelhante. O Senhor, porém, deseja recuperar aquele que, excluindo o semelhante, exclui-se da intimidade do Pai.
Importa notar que 'todos os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para O escutar'. No entanto, há um grupo que murmurava contra Ele; o grupo dos fariseus e escribas.
O Evangelista recorda que Deus é Pai e que usa de misericórdia para com todos, indistintamente.
Jesus dirige a palavra àqueles que murmuravam para abrir-lhes os olhos aos mistérios de Deus. No entanto, eles se compreendem justos. O pecador se sabe necessitado de misericórdia; já que o que se considera justo, a dispensa; não a deseja nem para si e nem para os demais. Assim é expresso todo o drama da pregação de Jesus.
Cada ser humano tem valor único aos olhos do senhor. O afastamento, perda ou ausência de uma só pessoa representa dor irreparável. Prefere Ele se perder, que perder um dos seus amados."
(Evangelho: Lc 15, 1-32).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 11/09/2016. R11. Ano C, nº 2621. Tempo Comum - 24º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2016.

                                 "QUEM AMA ESPERA
                                   Dom Jaime Spengler
Quem ama espera e vigia. Abraão é prova disso. Quando Deus o visitou, ele soube reconhecer aquele que vinha ao seu encontro e acreditou. Abrão sentiu-se profundamente amado e lisonjeado pela divina visita. A promessa de terra e descendência, vinda da boca de Deus, foi imediatamente aceita e acreditada por Abraão. Ele prontamente confiou, pegou todas as suas coisas e se lançou a caminho para uma terra desconhecida.
Diante da provação, Abraão soube confiar no Autor da promessa que conduz à vida, e, por isso, foi abençoado.
Jesus, falando de sua última manifestação, faz referência a uma chegada inusitada. Ele alerta para que todos estejam preparados. Preparados para que possam se alegrar e entrar com Ele na grande e eterna festa.
O modo de se colocar em atitude de espera é marcado pela dinâmica do discipulado: pôr-se no seguimento do Senhor e de seu Evangelho.
Os discípulos sabem esperar. Um dia se sentiram chamados, enamorados, amados por Jesus e esperam sua vinda ou manifestação gloriosa. Eles têm o coração indiviso, totalmente voltado para o Senhor e para a comunidade.
Os discípulos são contemplados na ação. Contemplam o rosto d'Aquele que os encantou, e têm o olhar voltado para as necessidades da comunidade e dos pobres. Estão atentos e constantemente recordam a todos que o Senhor Jesus virá. Com a Igreja pedem, maranathá: vem, Senhor Jesus!"
(Evangelho: Lc 12, 35-40).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 07/08/2016. R10. Ano C, nº 2616. Tempo Comum - 19º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2016.

"DEUS É A NOSSA SEGURANÇA
Dom Jaime Spengler
Jesus está no meio da multidão, porque se preocupa com seu povo. Ele ouve o clamor do povo!
Situações familiares de partilha de herança são, por vezes, motivo de desavenças. Quanta dor produzem tais situações.
Jesus não se prende aos aspectos jurídicos da questão. As desavenças nascem da ganância do coração humano, que envenena as relações.
Fala-se da síndrome da escassez, que faz com que a pessoa nunca esteja satisfeita. O livro do Eclesiastes levanta um instigante questionamento: de que adianta acumularmos tantas coisas se elas ficarão para os outros? Vaidade das vaidades!
O problema do homem rico do Evangelho - Jesus não questiona a maneira como ele se tornou rico! - estava na forma como se relacionou com seus bens: mais do que possuí-los, ele se deixou possuir pelos bens. Colocou sua segurança na fortuna. Bastava-se a si mesmo! Mas veio a morte!
A segurança pessoal não pode estar naquilo que a traça corrói e a ferrugem consome. Mas, sim, em bens que não passam, que são perenes.
São Paulo convida a buscar as coisas do alto: o amor oferecido às pessoas e o cultivo das boas obras. Neste "Ano da Misericórdia",  a Igreja nos convida a praticar obras de misericórdia, tanto corporais como espirituais."
(Evangelho: Lc 12, 13-21).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 31/07/2016. R10. Ano C, nº 2615. Tempo Comum - 18º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2016.

"JESUS NOS ENSINA A REZAR
Dom Jaime Spengler
É possível ser amigo de Deus? Jesus mostra que sim, e ensina a rezar. A Oração é diálogo entre dois amigos: um Eu e um Tu. Entre Deus e cada um de nós! Esse encontro pode ser enriquecido, na comunidade, com a presença dos irmãos. A oração da comunidade é um grande encontro daqueles que têm algo em comum: a intimidade diária com o Senhor.
Abraão experimentou esta proximidade com Deus o qual, inclusive, o visitava. A audácia e a liberdade de intercessão de Abraão nos revelam o grau de intimidade entre ele e Deus.
Jesus revelou que Deus é Pai, e Pai nosso, Ele ama todos, Ele cuida de todos. Deus deseja se encontrar com cada pessoa. É Pai amigo de cada um de seus filhos. Que tal nos arriscarmos a ter uma amizade com ele?
Para isso, precisamos respeitar alguns ritos. Há passos para que Deus se torne íntimo em nossa vida. Ele quer ser único para nós e quer que cada um seja único para Ele. Então, vamos começar? Primeiro precisamos querer e iniciar devagarinho, aproximando-nos aos poucos e olhando com o 'cantinho dos olhos'.
É o tempo que 'gastamos' com alguém que vai tornando essa pessoa especial para nós. Temos a coragem de 'gastar' alguns instantes diários com Deus. Um horário determinado é importante. O local, para o encontro pessoal pode ser a nossa casa. A palavra de Deus é o meio de "puxarmos conversa" com o Senhor. A leitura orante pode ser o método. O desenrolar da conversa será sustentado pelo Espírito Santo. Se nos dispusermos a nos sentar diariamente, com fé e persistência para simplesmente estar com Deus, podemos ter a certeza de que Ele não nos deixará aguardando."
(Evangelho: Lc 10, 25-37).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 24/07/2016. R10. Ano C, nº 2614. Tempo Comum - 17º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2016.

" 'FAZER A MESMA COISA'
Dom Jaime Spengler
O mandamento do amor define a verdade do ser humano em sua relação com Deus, com os outros e consigo mesmo. É o eixo do Antigo e do Novo Testamento. É Boa-Nova: anúncio do dom de um Pai que ama o ser humano com todo o coração e de um filho que ama a Deus com todo o coração e aos irmãos como a si mesmo.
Um doutor da lei pergunta a Jesus: "Que devo fazer para herdar a vida eterna?" Jesus responde: "Amarás". Trata-se de um imperativo. O amor de Deus é uma ordem, pois se trata de sua própria natureza: o ser humano é imagem e semelhança de Deus!
O amor de Deus é sem reservas. É amor "de todo o coração", pois Ele é a fonte deste amor; com "toda a vida", dando tudo por Ele; "com toda a força", fazendo tudo por Ele; "com toda a mente", procurando conhecê-Lo.
Esta mesma intensidade de amor é necessária em relação ao próximo. Amar o outro por causa de Deus não é subtrair-lhe algo, mas aceitar sua verdade e sua dignidade de filho.
Através da figura do bom samaritano, Deus expressa sua misericórdia e seu amor. Assim, cada pessoa humana, tocada de amor, é curada de seu mal e acolhe, como caminho de vida, o serviço do amor a Deus e aos irmãos.
O Senhor é pão da vida que se fez fome para alimentar os que estão a caminho; é água viva que se fez sede para saciar no deserto; é acolhida que se fez exilado, para hospedar na fuga; é glória que se despiu para revestir na vergonha;  é força que se fez fraqueza para libertar as cadeias; é filho que se fez escravo para libertar das prisões; é justo que se deixou condenar para a todos libertar e para vencer, em cada ser humano, a inimizade."
(Evangelho: Lc 10, 25-37).
Referências bibliográficas:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLIV. 10/07/2016. R9. Ano C, nº 2612. Tempo Comum - 15º Domingo. Pallotti: Porto Alegre, 2016.