sexta-feira, 2 de março de 2018

PADRE REUS

"PADRE JOÃO BAPTISTA REUS, S. J.
(*10-7-1868   +21-7-1947)

Falecido com fama de santidade no Col. M. Cristo Rei, em São Leopoldo.

Dados biográficos sobre o Padre João Baptista Reus, S. J.

No Cemitério dos Padres Jesuítas, em São Leopoldo (RGS), encontra-se à esquerda da entrada uma sepultura entre muitas outras. Numerosos visitantes ajoelham-se ao pé do túmulo, sempre ornado de flores.

É o túmulo do Padre João Baptista Reus, humilde Sacerdote da Companhia de Jesus. O mundo não o conhecia em vida. Apenas a cidade de São Leopoldo o via passar sempre recolhido, porque transitava pelas ruas a rezar invariavelmente Jaculatórias. 

Toda a vida do Padre Reus desenrolou-se dentro de moldes muito simples. Nasceu a 10 de julho de 1868, em Pottenstein, da Arquidiocese de Bamberg, Baviera. Bem modestos foram as condições do lar paterno.

O pai, João Reus, era proprietário de um açougue e conselheiro da comuna. Católico praticante, de vida modelar, gozava da estima de todos.
A mãe, Ana Margarida, era senhora solícita e profundamente piedosa. Deus abençoou sua união com 7 filhos e 3 filhas. 
Dona Ana Margarida acalentara em sua juventude o desejo de tornar-se Religiosa. Não admira, pois, que como mãe anelasse ver alguns de seus filhos consagrados ao serviço de Deus. Sua prece foi ouvida. Nosso Senhor lhe deu uma filha Religiosa e no seu filho João Baptista teve um virtuoso Sacerdote Jesuíta.

No domingo da Pascoela de 1880, João Baptista recebia a sua Primeira Comunhão. Jesus Eucarístico seria dora em diante o centro de toda a sua vida. Pouco tempo depois começou os estudos ginasiais, custeados por um tio Sacerdote, Pároco de Stadtsteinach, passando ele a morar na residência do excelente casal Weyermann. Foi disposição da Divina Providência. A dona da casa tornou-se-lhe segunda mãe, à qual o Padre Reus conservou profunda gratidão durante toda a sua vida. Neste ambiente piedoso conservou-se puro, recebendo, ao mesmo tempo, esmerada educação.

Orientado por sua boa mãe, João Baptista distinguiu-se desde cedo por um terno amor a Maria Santíssima. Foi ela que atraiu o coração do estudante para o Sacerdócio e a vida religiosa. 
Já como menino adquirira com suas pequenas economias um estatueta de Nossa Senhora de Lourdes, com que mimoseou a querida mãe no dia de seu onomástico. Sentia prazer em reunir as crianças aos pés da Mãe de Deus, distribuindo-lhes Terços e ensinando-as a rezarem o Santo Rosário.

Terminada a formação ginasial, João Batista teve que prestar serviço militar durante um ano. De toda a parte perigo o assediavam. Mas, como soldado brioso e fiel, repelia com energia toda a espécie de sedução, defendendo galhardamente sua pureza e integridade de seu caráter.

Reservista, ingressou em 1890 no Seminário de Bamberg, tornando-se aluno modelar, obediente e caridoso. Devotíssimo do Menino Jesus, concebeu em sua alma de seminarista uma ilimitada confiança e ardente amor a Jesus. E aos poucos, Jesus Eucarístico, foi-se-lhe tornando alvo da sua atenção, um verdadeiro ímã a atraí-lo continuamente. Passava horas esquecidas aos pés do Divino Amigo.

Passo a passo foi galgando as culminâncias do "Monte Santo do Senhor": Tonsura (14-4-1891), Ordens menores (28-6-1891), Subdiaconato (02-4-1892), Diaconato (16-4-1892) e, finalmente, o santo Sacerdócio (30-7-1893), celebrando Missa Nova na festa de Santo Inácio de Loiola (31-7-1893), em Pottenstein.

Movido pela graça e pelo ardente desejo de se tornar Santo, quis ingressar logo na Companhia de Jesus. Já em setembro de 1892 recebera a admissão. Mas a autoridade Eclesiástica não lhe concedeu logo a licença almejada. Como Sacerdote dedicou-se, obediente à destinação do seu Bispo, à cura das almas na Paróquia de Neuhaus. Durante a noite passava frequentemente longas horas diante do Tabernáculo. Já então experimentou os primeiros toques místicos daquele, por quem tanta atração sentia.

Finalmente, graças à intervenção de dois amigos paternais, obteve a suspirada permissão de se fazer Jesuíta, filiando-se, em 16 de outubro de 1894, à milícia inaciana. Após o primeiro ano de noviciado, começou a repetir os estudos de Filisofia e Teologia (1895-1899).

No dia em que fez os votos preparatórios (de devoção) escreveu: "Ó Maria, querida Mãe, chamaste-me à Companhia de Jesus e me deste a graça de fazer hoje os votos: recebe-me todo, para que possa ser teu servo. Protege-me e comunica-me as virtudes do teu Puríssimo Coração para que me possa tornar Santo!" 

Em 1899 iniciou o ano da Terceira Provação. Nesse tempo de graças lançou os fundamentos duma vida realmente santa. Como propósito central escolheu o terceiro grau de humildade, isto é, seguir bem de perto a Jesus Crucificado no caminho das humilhações e sofrimento.

Pediu aos Superiores para ser enviado às Missões da Índia ou da Zambézia na África, mas a Divina Providência deu-lhe, a 17 de maio de 1900, pela voz dos Superiores a destinação para o Brasil. Embarcou em agosto, arribando ao Rio Grande, em 15 de setembro.

Após vários meses consagrados ao estudo da Língua Portuguesa, em São Leopoldo, mandaram-no para Rio Grande. Dedicou-se ao ensino e à cura das almas até dezembro de 1911, ocupando nos últimos 6 anos o cargo de Superior do Colégio que a Companhia mantinha então naquela cidade. Transferido em 1912 para o Colégio Anchieta, em Porto Alegre, recebeu em 7 de setembro desse ano a primeira das grandes graças místicas: a impressão dos estigmas. Embora invisíveis, causaram-lhe toda a vida intensas dores, dores que ele recebia de muito bom grado como verdadeiro discípulo de Jesus Crucificado.

Em 30 de março de 1913, a obediência confiou-lhe o cargo de Pároco de São Leopoldo, cargo que ocupou até 2 de fevereiro de 1914. Desde então começou a dedicar-se, durante 30 anos longos anos, à formação do Clero no Seminário de São Leopoldo: Diretor Espiritual dos Seminaristas (1914-1916), Professor de diversas disciplinas no Seminário Menor (1917-1937), lente de Liturgia (1917-44), Capelão das Irmãs Franciscanas no Colégio São José (1914-23). Em princípios de 1942 passou para o Colégio Máximo Cristo Rei, em São Leopoldo, sendo Diretor Espiritual da casa e escritor até 1946.
O Padre Reus dedicou-se com muito zelo também ao Apostolado da imprensa, enquanto lho permitiam a saúde e os ofícios. É autor do livro "Acto heroico pelas almas do purgatório" (esgotado). Compilou o valioso livro de reza "ORAI" com diversas edições. Mas a sua obra principal é o "CURSO DE LITURGIA" (508 páginas, publicado pela Editora Vozes, 3.ª edição, 1952). Além disso escreveu numerosos artigos sobre questões práticas de liturgia na revista "O Seminário", na REB etc.
Quando, exausto por trabalhos e doenças, não pode mais trabalhar, continuou, como sempre, a rezar e oferecer seus padecimentos pela salvação das almas. Já em 08 de janeiro de 1916 fizera o voto de escolher sempre o mais perfeito, voto que cumpriu fielmente até a sua santa morte.
Seu diário registra grandes e extraordinárias graças místicas, recebidas na liberalidade divina. Do valor e genuinidade dessas graças e visões julgará a seu tempo a competente autoridade eclesiástica. 
O Padre Reus não procurava estas graças extraordinárias nem se julgava digno delas. Sirva de exemplo o que escreve no dia 24 de dezembro de 1936: "Hoje de manhã estava-me paramentando para celebrar a Santa Missa, quando vi, de repente, diante de mim, o Menino Jesus, deitado em tamanho natural, irradiando luz. Não dei atenção... Ao meio-dia, durante o exame de consciência, vi o Menino Jesus, encostando-se em mim, como se tivesse sentado sobre o meu braço esquerdo, envolvendo o meu pescoço com seu bracinho. Não posso duvidar da realidade deste fato. Procurei livrar-me desta visão. Mas em vão. Ela continua ainda agora, às 5,30 da tarde, e estou sentindo, bem distintamente, o contacto de seu bracinho. - Esta, como as demais graças, me enchem sempre de um santo terror, porque reconheço a minha miséria, ao mesmo tempo também a incompreensível bondade de Deus. Uma coisa, porém, é certa: estas graças, concedidas justamente a mim, demonstram, de maneira irrefutável, a infinita misericórdia do Coração de Jesus."
A partir de 1936, as visões tornaram-se mais frequentes. Da importância que o Padre Reus lhes atribuía falam as seguintes palavras, escritas a 11 de janeiro de 1943: "Vi o Menino Jesus na Santa Hóstia. Porém prova mais sólida da presença real do que as visões, temo-la nas palavras do próprio Jesus: Isto é o meu Corpo!"
A 30 de julho de 1943 o nosso Padre celebrou suas bodas áureas de Sacerdócio. Nas palavras que dirigiu à comunidade, por ocasião duma íntima homenagem que os irmãos de hábito lhe prestaram, sua alma vibrou de profunda e ardente gratidão pelas imerecidas  graças desses 50 anos de vida sacerdotal. Talvez pouquíssimos adivinhassem a extensão e a grandeza dessas graças, pois o Padre Reus, na sua humildade, ocultava tudo escrupulosamente, quanto possível, aos olhos dos que o cercavam. Sob o exterior recolhido velava o tesouro duma riquíssima vida interior e grande intimidade e convivência com Deus.
Convencido estava o Padre Reus que os dons da liberalidade divina se deviam inteiramente ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, cuja devoção cultivava com ardor em si e promovia com zelo nos outros. No ano de 1945 providenciou a 1ª edição do folheto "SÁBADO DE DESAGRAVO". Hoje (1957) está espalhado em 13 edições (6 páginas) por todo o Brasil, com uma tiragem total de 650.000 exemplares.
A graça o impelia cada vez mais a praticar com a máxima perfeição possível as virtudes que via brilhar no divino modelo. Nesta fidelidade em cooperar com a graça divina reside, em última análise, o valor da santa vida do Padre Reus. Deus parece indicar, no exemplo do Padre Reus, que um dinamismo apostólico meramente externo nada vale sem a vida interior.
No ano de 1947, Padre Reus recebe diversos avisos do céu que seu fim estava próximo. Foi sacramentado na sexta-feira santa, dia 4 de abril de 1947. Houve melhora. A 10 de junho celebra a sua última Missa. Seguem-se semanas de intensos sofrimentos, que ele tanto desejava. Muitos dolorosos são os ataques de asma.
Em 9 de julho diz ao Padre Reitor, quando este entra no meu quarto: "A Mãe está aqui!" e um pouco depois: "Agora está toda a Sagrada Família!" Estas visitas celestes o confortavam. Em 21 de julho, pelas 4 horas da tarde, expira doce e santamente...
Seu corpo descansa no Cemitério dos Jesuítas em São Leopoldo, à sombra de silenciosos ciprestes. Desde a sua morte, Padre Reus manisfesta-se poderoso intercessor daqueles que a ele se dirigem confiantemente em suas necessidades. Muitos frequentam o seu túmulo em busca de remédio para os males do corpo e da alma ou para agradecer graças e favores alcançados. De ano em ano vão-se intensificando essas romarias ao túmulo do Padre Reus, mormente nos aniversários de seu nascimento (10-07) e de sua morte (21-07) e no dia dos Finados (02-11).
Dez anos transcorreram desde a santa morte do Padre Reus. Neste curto lapso de tempo, mais de 25.000 cartas atestam a sua valiosa intercessão junto ao trono de Deus, sem contarmos as numerosas graças que diariamente se publicam nos grandes Diários e Semanários da Capital gaúcha e do interior. Ninguém ousará afirmar que todas essas "Graças" não passam de engano subjetivo! - Seu rosto espiritualizado e sorridente tornou-se familiar a muitos, pois, tantas vezes se vê publicado. Em vista dos numerosos pedidos que ininterruptamente vêm de todos os recantos do imenso Brasil e também do estrangeiro, já se tornaram necessárias (até 1957) 18 edições dum folheto de 6 páginas, impresso em papel couchet, contendo o resumo biográfico e orações para uma Novena, com uma tiragem total de 1.600.000 exemplares. A afluência ao túmulo do Servo de Deus foi aumentando a cada vez mais.
Todas essas circunstâncias levaram a Autoridade Eclesiástica a iniciar o Processo Informativo Diocesano para a Causa da sua Beatificação. Com data de 08 de dezembro de 1952, veio de Roma a nomeação do Vice-Postulador da Causa. Dados os demais passos preliminares, realizou-se, em 25 de junho de 1953, a primeira Sessão do Tribunal Eclesiástico, presidido por S. Excia. Revma. Dom Vicente Scherer, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, com a nomeação dos membros constitutivos e os juramentos prescritos. Desde então, se foram realizando, com a regularidade possível, as numerosas Sessões do Tribunal Eclesiástico de Porto Alegre e o depoimento de aproximadamente 100 Testemunhas. A pedido da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, foram feitos, em 1956, dois Processos Rogatoriais, um em Bamberg, Diocese natal do Padre Reus, e o outro, no Vicariato de Roma. - No intuito de melhor conservar os restos mortais do Servo de Deus, procedeu-se a exumação do corpo do Padre Reus, no dia 15 de maio de 1957, ato presidido por S. Excia. Revma Dom Vicente Scherer. Cinco Médicos-Peritos executaram todos os trabalhos, prescritos pela Igreja para a conservação das relíquias. Em 25 de maio, seus despojos mortais foram novamente inumados no lugar do seu jazigo anterior. - Em fins de 1957, 10.º aniversário da morte do Servo de Deus, encerram-se também os trabalhos do tríplice Processo Diocesano Informativo da Causa de sua Beatificação.

Pedimos a todos os devotos e agraciados do Padre Reus uma prece pelo feliz resultado desses Processos, a fim de que, na cidade de Roma, em breve, possa ser instaurado o Processo Apostólico para a Beatificação do Servo de Deus.

DECLARAMOS que em todas as publicações sobre a vida do Padre Reus e sobre graças alcançadas por sua intercessão nada queremos adiantar que colida com o Decreto do Papa Urbano VIII e submetemos tudo humildemente ao julgamento da competente Autoridade Eclesiástica.
P. Reinaldo Wenzel S.J.
Vice-postulador da Causa da Beatificação do Padre João B. Reus S. J.

ORAÇÃO PARA NOVENA

(Somente para uso particular)

Ó Deus que na vossa infinita bondade e misericórdia inspirastes ao vosso humilde servo João Baptista tão ardente desejo de perfeição e o cumulastes de tantas e tão extraordinárias mercês, concedei-me a graça de imitá-lo na entrega total ao Sagrado Coração de Jesus, no amor à cruz e ao sacrifício, na estima da Santa Missa, na intimidade com Jesus Sacramentado, no zelo das vocações sacerdotais e na devoção filial ao Imaculado Coração de Maria, Medianeira de todas as graças.
Ó Deus que glorificais a quem Vos glorifica, glorificai o vosso servo João Baptista que em vida Vos amou e glorificou, concedendo-me, por sua intercessão, a graça... que instantemente Vos peço. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. pp. 466-474.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

Pai Nosso
Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.

A cidade de São Leopoldo localiza-se no Estado do Rio Grande do Sul/Brasil.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

VIA SACRA - PÁSCOA 2018

"VIA-SACRA
SEGUINDO O CRUCIFICADO-RESSUSCITADO

Celebrada conforme o método Leitura Orante

Animador: Na colina do Gólgota, detém-se o caminho "d'aquele que passou pelo mundo fazendo o bem a todos" (At 10,38b). Aqui o amor de Deus alcança sua medida plena: amar sem medida. A cruz e a sepultura, resultados de violência humana, tentaram dar um fim àquela história, mas o amor do Pai que nos quer todos irmãos, ressuscitou seu Filho Jesus. A partir d'Ele devemos ter a coragem de dizer que a alegria do Evangelho é a definitiva verdade deste momento.

Todos: Senhor, curai nosso olhar para que se ilumine com a boa notícia do Evangelho, na hora em que estamos ao pé da cruz de vosso Filho. Assim poderemos celebrar "a largura, o comprimento e a profundidade" (Ef 3,18) do amor de Cristo com o entusiasmo da fé.

Canto: Ele me amou e se entregou por mim! (2 vezes)


PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Quando se fez dia, reuniu-se o conselho dos anciãos do povo, chefes dos sacerdotes e escribas e levaram Jesus para o Sinédrio" (Lc 22,66).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A violência não chegou de repente. A trama vinha de muito tempo. Não foi preciso pensar muito para condenar Jesus. Já, em seu nascimento, Herodes decreta sua morte. Ao inaugurar sua pregação em Nazaré, querem jogá-lo da montanha. Suas curas em dia de sábado e o perdão dos pecados eram motivos de ira e condenação.

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, trouxestes de volta à vida aqueles que habitavam nas sombras da morte. Vós conheceis nossas contradições humanas e nossas tramas. Afirmamos que somos amigos do bem, desejamos a vida, mas somos pecadores e cúmplices da morte. Afirmamos que somos vossos discípulos, mas nos desviamos do caminho, da verdade e da vida. Tornai-nos mansos e humildes de coração. Amém.

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando este momento no abandono e em tormento. Segue o servo sofredor, vence o ódio pelo amor.


SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS CARREGA A CRUZ EM SEUS OMBROS
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Pilatos entregou Jesus para ser crucificado. Então eles o prenderam. Ele próprio carregava sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário" (Jo 19, 15-17). "Ó vós que passais pelo caminho, olhai e vede se existe dor igual à minha dor" (Lm 1,12).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A presença de Jesus tudo transforma! A cruz, instrumento de violência e morte, vai se tornando a porta para a vida e o sinal da paz. É a misericórdia de Deus que se prontifica a descer até nós e até mais abaixo, para que ninguém se perca no abismo da sua miséria.

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, viestes com vossa cruz em nossa direção. Concedei-nos a graça de vos seguir, assumindo também a nossa cruz de cada dia, tornando-vos, pelo testemunho vivo de nossa fé, conhecido onde não vos conhecem. Amém.

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando a vossa cruz, de castigo um instrumento, Vossos ombros, ó Jesus, levam nosso sofrimento.


TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ SOB A CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Na verdade, são nossas doenças que ele carregou. Ele estava sendo transpassado por causa de nossas transgressões, esmagado por nossos pecados. Caiu sobre ele o castigo que nos deixaria em paz, e por suas feridas é que nos veio a cura" (Is 53, 4-5).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: Jesus cai para nos reerguer! A resposta de Deus às nossas quedas é tomá-las sobre si. Assim Ele nos ensina a aceitar nossas fragilidades e fracassos sem desanimar. Ele também nos pede que acolhamos as fragilidades e fracassos sem desanimar. Ele também nos pede que acolhamos as fragilidades dos outros,para que encontrem apoio e esperança.

ORAÇÃO
Todos: Senhor, tantos irmãos e irmãs estão caídos nos caminhos, assaltados pela violência e sem qualquer segurança. Ensinai-nos a ser, como o bom samaritano, atentos ao imprevisível de vossa presença no irmão caído. Arrancai-nos do coração a raiz do medo e da cômoda indiferença. Em nome de nossa fé, testemunhamos que a vossa Igreja é verdadeiramente mãe de todos. Amém.

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando a vossa queda renunciais à onipotência./ Sois fiel em vosso amor,/ Deus humilde, sois Senhor!



QUARTA ESTAÇÃO: JESUS ENCONTRA SUA MÃE
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Simeão abençoou-os e disse a Maria: Este menino está aqui para a queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. Quanto a você, uma espada vai atravessar a sua alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações" (Lc 2, 34-35).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: Ninguém é mais sensível e compassivo do que um coração de mãe diante do filho vítima de violência. Ninguém mais do que a mãe deseja a superação de toda a forma de agressão à vida. "Como uma verdadeira mãe, Maria caminha conosco, luta conosco e nos aproxima, sem cessar, do amor de Deus" (Papa Francisco).

ORAÇÃO
Todos: Ó Maria, Mãe terna e compassiva, encorajai as mulheres na luta pela vida. Inspirai-as a educar os filhos na ternura do amor de Deus. Que, na hora da provação, elas possam acompanhá-los no caminho com a força silenciosa da fé. Mãe da misericórdia, ajudai-nos a superar a violência; ensinai-nos a proteger e a promover a vida preciosa e frágil de vossos filhos. Amém! 

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando a Mãe aflita,/ Mãe de Deus tu és bendita! És fiel até o fim, nos ensinas a dizer "sim"!


QUINTA ESTAÇÃO: SIMÃO CIRENEU AJUDA JESUS A CARREGAR A CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Levaram Jesus para fora a fim de o crucificarem. Passava pelo caminho um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo. Ele vinha do campo e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus." (Mt 15, 20-21).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: O imprevisível torna Simão um discípulo do Senhor. Com razão, Paulo cita uma frase de Isaías: "Fui encontrado por aqueles que não me procuravam. Manifestei-me para aqueles que não perguntavam por mim" (Rm 10,20). O amor de Deus é sempre surpreendente! Ele conta conosco para curar a vida maltratada.

ORAÇÃO
Todos: Senhor, vós vos revelais em cada pobre que está nu, preso, sedento, faminto e doente (cf Mt 25, 35-36). queremos ser parceiros e irmãos, ajudando-vos a carregar a vossa cruz e as cruzes de nossos irmãos e irmãs oprimidos. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando o Cireneu,/ carregamos vossa cruz! Socorrendo os oprimidos,/ vos servimos, ó Jesus.


SEXTA ESTAÇÃO: VERÔNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS 
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Ele não tinha beleza e nem aparência para atrair nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens... Como indivíduo de quem a gente esconde o rosto, era desprezado." (Is 53, 3-4).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: O rosto de Jesus não se desfigura com a violência. Sua luz permanece intacta e sua beleza não desaparece. A ternura feminina de Verônica ameniza a crueldade e acolhe, no coração e no manto, o rosto misericordioso de Deus. Em nossos dias, a violência desfigura tantos rostos que gemem e clamam por gestos de ternura e cuidado, assistência e compaixão.

ORAÇÃO
Todos: "Senhor, é vosso rosto que eu procuro." (Sl 27/26,8). Ajudai-nos a encontrá-lo nos irmãos e irmãs que percorrem a estrada do sofrimento e da humilhação. Fazei que saibamos limpar as lágrimas e o sangue dos feridos do nosso tempo. Fazei que, por detrás de cada rosto desfigurado, possamos reconhecer o vosso rosto de beleza infinita. amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando o vosso rosto,/ sem beleza nem encanto, possa ver toda a expressão/ deste Deus da compaixão.


SÉTIMA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "O justo pode cair sete vezes e se levanta, mas os ímpios tropeçam na desgraça." (Pr 24,16). "Do Senhor dependem os passos dos homens, eles são firmes. Ainda que venha a cair, não ficará prostrado, porque o senhor o ampara com a mão." (Sl 37,23).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: "Empurraram-me com violência para eu cair, mas o Senhor veio em meu auxílio" (Sl 117). Em seus ombros, Jesus toma toda a nossa história de quedas e contradições humanas. Com ele, juntos nos levantamos, unidos superamos a cultura da morte pela cultura da vida e da paz.

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, por vosso amor infinito, aceitastes a humilhação de cair novamente à vista de todos. Vivestes, até as últimas consequências,  a condição de filho obediente e homem do povo. Que o desejo de erguer os outros em suas quedas nos mantenha firmes e fortes na fé, sem nunca desanimar. Amém! 

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando outra queda,/ mais difícil é o caminho. Mas a causa é bem maior,/ nada impede tanto amor.


OITAVA ESTAÇÃO: JESUS ENCONTRA AS MULHERES DE JERUSALÉM
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Seguiram Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós e pelos vossos filhos" (Lc 23, 27-28).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: Jesus não ignora os sentimentos e as boas intenções das mulheres, mas pede que olhem para elas mesmas e para seus filhos. O olhar de Jesus vai em direção ao futuro, é ele que se comove coma dor que está chegando para quem rejeita seu projeto. É o pranto das crianças vítimas do terror, dos feridos nos campos de batalhas que clamam pelo cuidado materno. É o pranto que corre pela face deste mundo.

ORAÇÃO
Todos: Mesmo levando o peso dos pecados da humanidade, erguestes o olhar compassivo para as mulheres e as convidastes a irem além do que estavam vendo e sentindo. Fazei-nos sentir também ternura e compaixão uns pelos outros e nos dispormos a superar a violência, porque somos todos irmãos. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando a vosso encontro que revela compaixão,/ às mulheres que o consolam,/ Jesus pede conversão.


NONA ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ 
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Quem poderá nos separar do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada, a morte? (...) Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores, graças Àquele que nos amou" (Rm 8, 35-37).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A violência chega a proporções tão pesadas que parecem frustrar todas as esperanças da humanidade. O apóstolo Paulo, passando por tantas provações, percebe que Cristo passou pelo pior e venceu com a ressurreição. Ele tornou-se o princípio de toda a esperança e a razão de nossa fé.  

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, nós vos pedimos: erguei do pó o miserável! Levantai o pobre da miséria; fazei-o sentar com os chefes do povo e atribuí-lhe um trono de glória! Quebrai o arco dos fortes e revesti de vigor os fracos, porque só Vós nos fazeis ricos, com vossa pobreza. Amém.

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando este tormento de uma queda tão fatal,/ é Jesus que nos abraça,/ libertando-nos do mal.


DÉCIMA ESTAÇÃO: JESUS É DESPOJADO DE SUAS VESTES
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Quando crucificaram Jesus, os soldados repartiram suas roupas em quatro partes, uma parte para cada soldado. Tomaram também a túnica... Disseram: 'Não vamos rasgá-la. Vamos tirar a sorte'. Assim se cumpria a escritura:  Repartiram minhas roupas entre si e sortearam minha túnica." (Jo 19, 23-24).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: Pode haver violência maior do que arrancar a honra e a dignidade do justo? Humanamente falnado, o que mais se poderia fazer senão baixar os olhos para não aumentar sua desonra? A violência de hoje contra os símbolos religiosos mais sagrados será um direito à arte? a nudez de Jesus confirma seu aniquilamento para nos fazer ressuscitar com Ele para a dignidade da vida.

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, lembramos toda a humanidade agredida: os corpos de homens e mulheres, de crianças e idosos, de doentes e deficientes não respeitados em sua dignidade. Senhor, intercedemos por quem despreza a si e aos outros, ignorando o mistério do seu corpo sagrado que é chamado a ressuscitar. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Contemplando vosso corpo tão ferido e despojado,/ Vemos nele um Deus humano para todos imolado./


DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO: JESUS É CRUCIFICADO
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram Jesus e os malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem"  (Lc 23, 33-34).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A condição de Jesus na cruz é a mais terrível que se possa imaginar. Uma verdadeira amostra do abismo de contradições a que o ser humano pode chegar, mas ao mesmo tempo, a confirmação de até aonde chega o amor de Deus por nós. Sim, Deus está lá onde não deveria estar, mas onde nós precisamos tanto que esteja!

ORAÇÃO
Todos: Senhor crucificado, confirmais até aonde chegam a vossa misericórdia que recria e o perdão que esquece. Que esse perdão ressoe no mundo como um grito de ressurreição, como certeza do amor que salva. Vós nos ensinais que esse amor se mantém quando tudo cai. Carregar convosco a cruz significa amar até o fim. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Bendita e louvada seja, no céu a divina luz!/ / E nós também, cá na Terra, louvemos a Santa Cruz:/


DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "...Jesus, sabendo que tudo se consumava, para se cumprir a Escritura, disse: 'Tenho sede!' Havia uma vasilha cheia de vinagre. Então, ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo, chegaram-lhe à boca. Quando tomou o vinagre, Jesus disse:  "Tudo está consumado'. E, inclinando a cabeça, entregou o seu espírito".

MEDITAÇÃO
Leitor 2: O grito de Jesus é o grito dos crucificados da história, do abandonado e humilhado, do mártir e do profeta, de quem é caluniado e injustamente condenado, dos refugiados e exilados. É o grito do desespero humano que ecoa no meio dos escombros das guerras. Mas, com Cristo, é também o grito da fé que transforma a morte em vida, o desespero em esperança.

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, o império da violência e das trevas domina a Terra, quando as pessoas se aventuram a matar-vos. Em vossa sede está a sede de todos os sedentos de justiça, de liberdade e de vida. É a sede do maior sedento: Deus, o qual, infinitamente mais do que nós, tem sede de nossa salvação e de paz. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Lá no cimo do Calvário, morreu nosso Bom Jesus, /:Dando o último suspiro, nos braços da Santa Cruz:/.


DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Ao cair da tarde..., ou seja, a véspera do sábado, chegou José de Arimateia, respeitável membro do conselho que também esperava o Reino de Deus, corajosamente entrou onde Pilatos estava e lhe pediu o corpo de Jesus... Ele, depois de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz" 
(Mc 15, 42-43.46a).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A Mãe recebe seu Filho, descido da cruz. É Maria que mistura suas lágrimas ao sangue de seu Filho; que une suas dores às dores das mães que choram por seus filhos, vítimas da violência. Maria é, porém, a Mãe da Esperança, a qual receberá a melhor notícia da história: Jesus ressuscitou! 

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, quando vos desceram da cruz, a violência humana recuou. A doçura de Deus voltou ao lugar: aos mansos de coração a quem prometestes que haveriam de herdar a terra. Final feliz, quando todas as lágrimas forem enxugadas e o lobo habitar com o cordeiro. Bendita ternura de Deus, capaz de superar toda a violência dos humanos. Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: Do madeiro vos tiraram / e à Mãe vos entregaram/ Mãe das dores vos tornastes,/ Mãe da vida e compaixão.


DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO: JESUS É SEPULTADO
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Havia um jardim no lugar onde Ele havia sido crucificado e, no jardim um túmulo novo, onde ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação dos judeus e porque o sepulcro estava perto, colocaram o corpo de Jesus"  (Jo 19, 41-42).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: Solidão e silêncio foi o cenário desta tarde. É o grão de trigo caído por terra que morre para gerar vida. Fechado o túmulo, cessaram os gritos, terminaram as agressões e a morte se encarregou de superar a violência. Uma nova história de esperança começou a germinar. "Eu sou o vivente e estou convosco" (Ex 3,14).

ORAÇÃO
Todos: Cristo Jesus, todos os caminhos para a morte. Permiti que nos detenhamos em espírito junto de vosso sepulcro. Que a força incontida de vida, que nele se manifestou, invada nosso coração. "Não abandoneis a minha vida na morada dos mortos, nem deixeis que o vosso servo veja a sepultura" (Sl 15,10). 

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: No sepulcro enterrado,/ grão de trigo foi plantado/ Vida plena vai vencer,/ nova história vai nascer.


DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO: JESUS RESSUSCITA
Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo! 

LEITURA
Leitor 1: "Em Cristo aprouve a Deus fazer habitar toda a plenitude e reconciliar por Ele e para Ele todos os seres, os da terra e os do céu, realizando a paz pelo sangue de sua cruz" (Cl 1, 19-2).

MEDITAÇÃO
Leitor 2: A Ressurreição de Jesus supera toda a violência. "Ele é a nossa paz: de ambos os povos fez um só, tendo derrubado o muro da separação e suprimido em sua carne a inimizade, estabelecendo a paz por meio da cruz, na qual ele matou a inimizade" (Ef 2,14ss). A mensagem do Ressuscitado é sempre esta: "Não tenhais medo" (Jo 14,1), Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21,5).

ORAÇÃO
Todos: Senhor Jesus, na aurora de cada dia, virá ao nosso encontro o anjo e nos dirá: "Porque buscais entre os mortos aquele que vive? Não está aqui; ressuscitou." Senhor, na estrada de regresso às nossas casas, como Ressuscitado, aproximais-vos de nós, caminhai conosco, ouvindo nossos lamentos, passando por nossas portas para ser acolhido em nossas mesas e conosco repartir o pão e paz. Ficai conosco, Senhor! Amém!

COMTEMPLAÇÃO (Faz-se um breve silêncio)
Canto: O Ressuscitado vive entre nós!/ Amém! Aleluia!  Não temais irmãos, eu estive morto,/ mas agora vivo! Vivo para sempre!


CONCLUSÃO
Animador: Nós percorremos o caminho da cruz, agora, rezemos juntos:

Todos: Cristo, vós sois o único Salvador. Nada pode existir sem vós! Onde não estais, há trevas! Vós sois a luz do mundo! Onde não estais, há violência, ódio, e pecado. Vós sois a paz, o amor e o perdão! Vós sois o fundamento  de uma nova convivência, na qual todos nos sentimos irmãos. Vós sois a esperança do mundo. Vós sois nosso modelo, nosso ideal e nossa força. Amém! (Paulo VI).

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Em nome do Pai, + do Filho + e do Espírito Santo. Amém!"

Referência bibliográfica:
PÁSCOA 2018. Encontros e Celebrações. Campanha da Fraternidade 2018. Fraternidade e superação da violência. CNBB Sul 3. 2018. pp. 33-43.