segunda-feira, 21 de maio de 2018

APARIÇÕES DE NOSSA SENHORA NO BRASIL

"APARIÇÕES EM BELO HORIZONTE

Uma Obra para a América Latina

De 1992 a 1997, Maria apareceu 20 vezes a Raymundo Lopes, sendo duas vezes com Jesus. 
Em 10/03/92, Ela o tranquilizou: 
"Não tenha medo, eu sou a Senhora do Rosário"
O Anjo da Guarda de Raymundo conversou com ele na sala de sua casa, em 22/07/92.
Em 13/10/92, Maria lhe transmitiu o 1.º Selo
a Medalha Missionária.
Em 18/09/93, Jesus e Maria lhe passaram o 2.º Selo: o Pai-nosso da Esperança.
E, em 11/02/95, a virgem acompanhada de Santa Teresinha e Santa Catarina Labouré, lhe ensinou a rezar o Terço da Divina Chama (3.º Selo). 
Haverá um dia de purificação e três dias de trevas na alma das pessoas (estejam confessados).
Esta será a aparição mais importante para o próximo milênio.
Em 02/04/93, Raymundo tocou no pé Dela:
"Diga a todos que sou real".
Em 27/11/93, ela entrou caminhando na sala de sua casa e disse:
"Os patronos desta Obra são São Sebastião, Santa Teresinha e Santa Catarina Labouré".
Em 13/05/96, ocorreu a penúltima aparição:
"Defendam a Igreja Católica e minha Obra".
A última aparição se deu em 11/02/97. Nela Jesus disse: "Vou fazer do Brasil a minha morada".
O triunfo do Coração Imaculado de Maria (promessa em Fátima) iniciou em Belo Horizonte, em 06/06/95, com a chegada da imagem da Rainha da Paz. 
"A América Latina está sob minha proteção. Amo meu Rosário. O Brasil será o sacrário do mundo. Acreditem na força do amor. Vocês podem mudar o mundo".
"É verdadeira esta aparição, tenho mais de 200 provas" (Pe. Rubem Schuch).

Primeiro Selo: Medalha Missionária
Na Basílica de Lourdes, Belo Horizonte, no dia 13/10/93, durante a Santa Missa dos 75 anos de Fátima, os anjos mostraram a Raymundo uma serpente atravessada por um M dourado. Um lírio rodeado por doze estrelas, e os dizeres:
"Os servos de Maria terão segurança!"
Depois, um coração vivo:
"Por fim, meu Coração Imaculado triunfará. Um presente para a América Latina. Este símbolo os levará à vitória! É a ilustração do Apocalipse 12. Esta Medalha é a síntese da minha Obra nos últimos cem anos na Terra. Quem a usar terá minha especial proteção. É um escudo contra o mal".

Segundo Selo: Pai-nosso da Esperança
Em 18/09/93, em Cachoeira, município de Cláudio (MG), Jesus e Maria rezaram um Pai-nosso meditado, com a finalidade valorizar a Eucaristia:
"Preservem a Eucaristia, é o alimento que eu vos dei. e assim estou convosco até o final dos tempos."
Rezar todos os dias.
Um Pai-nosso inteiro no início. Segue assim:
T - Senhor, tu nos permitiste invocar teu nome e chamar-te de Pai, permite-nos agora, através de tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.
1.ª D. Pela anunciação do Anjo a Maria. Pai nosso que estais no Céu.
T - Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso reino.
2.ª D. Pela visita de Maria a Isabel. Pai nosso que estais no Céu.
T - Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso reino.
3.ª D. Pelo nascimento de Jesus. Pai nosso que estais no Céu.
T - Santificado seja o vosso nome e venha a nós o vosso reino.
T - Senhor, tu nos permitiste invocar teu nome e chamar-te de Pai, permite-nos agora, através de tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.
1.ª D. Pela apresentação de Jesus. Seja feita a vossa vontade, Pai.
T - Assim na Terra como no Céu.
2.ª D. Por Jesus perdido e encontrado no Templo. Seja feita a vossa vontade, Pai.
T - Assim na Terra como no Céu.
3.ª D. Pela agonia de Jesus no Horto. Seja feita a vossa vontade, Pai.
T - Assim na Terra como no Céu.
T - Senhor, tu nos permitiste invocar teu nome e chamar-te de Pai, permite-nos agora, através de tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.
1.ª D. Pela flagelação de Jesus. O pão nosso de cada dia.
T - Nos dai hoje.
2.ª D. Pela coroação de espinhos. O pão nosso de cada dia.
T - Nos dai hoje.
3.ª D. Por Jesus carregando a cruz. O pão nosso de cada dia.
T - Nos dai hoje.
T - Senhor, tu nos permitiste invocar teu nome e chamar-te de Pai, permite-nos agora, através de tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.
1.ª D. Pela crucificação de Jesus. Pai, perdoai nossas ofendas. 
T - Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
2.ª D. Pela ressurreição de Jesus. Pai, perdoai nossas ofendas. 
T - Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
3.ª D. Pela ascensão de Jesus ao Céu. Pai, perdoai nossas ofendas. 
T - Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
T - Senhor, tu nos permitiste invocar teu nome e chamar-te de Pai, permite-nos agora, através de tua misericórdia, invocar o Santo Espírito em favor da tua Igreja.
1.ª D. Pela vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!
T - Mas livrai-nos do mal. Amém.
2.ª D. Pela assunção de Maria ao Céu, não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!
T - Mas livrai-nos do mal. Amém.
3.ª D. Pela coroação da Santíssima Virgem, não nos deixeis cair em tentação, ó Pai!
T - Mas livrai-nos do mal. Amém.
Um Pai-nosso inteiro, no fim.


Terceiro Selo: Terço da Divina Chama
Na Igreja de São Bento, em 11/02/95, Nossa Senhora apresenta Santa Teresinha e Santa Catarina Labouré. As duas rezam o Terço da Divina Chama:
"Invoquem o Espírito Santo, para que Ele tome a palavra na Igreja".
Rezar todos os dias. Assim:
Um Creio, três Ave-Marias e a saudação:
"Em nome do Pai, e do filho e, através do Espírito santo, dizemos amém".
Nas contas grandes, o Pai-nosso e nas pequenas, a invocação: 
"Vinde, Espírito Santo, sede nossa força e nosso entendimento".
No final: 
"Vinde Espírito Santo, fazei de nós receptáculos de vossos dons, para que possamos fornecer a nossos irmãos o caminho seguro nestes tempos confusos. Em nome do Pai, e do filho e, através do Espírito Santo, dizemos amém".


NOSSA SENHORA EM BELO HORIZONTE:
Minha proteção está assegurada a quem participar da Santa Missa, confessar, jejuar (a pão e água nas sextas-feiras, pelo menos até as 18:00), comungar nas primeiras sextas-feiras e usar a Medalha Missionária.

ATENÇÃO:
Informações, Medalhas, livros, jornais, fitas de vídeo, adesivos solicitar ao SIM-serviço de informações Maria - Av. Cristovão Colombo, 2360 cj. 602 - Fone/fax: (051) 343-0170 ou 343-6324 - CEP: 90560-002.

Outros telefones para contato:
Rio Grande do Sul:
Bagé (0532) 42-3253 c/Luis Alfredo.
Bento Gonçalves (054) 452-6574 c/Jurema.
Cachoeira do Sul (051) 722-4028 c/Olga.
Canoas (051) 477-1360 c/Clair.
Encantado (051) 751-2193 c/Leandra.
Erechim (054) 321-2484 c/Elvira.
Garibaldi (054) 462-2048 c/Toninho.
Guaporé (054) 443-1358 c/Alice.
Ijuí (055) 332-8000 c/Salete.
Lageado (051) 714-5069 c/Gizele.
Livramento (055) 2422315 c/Sérgio.
Passo Fundo (054) 314-2719 c/Tina.
Pelotas (0532) 270886 c/Manoel e Dária.
Santa Rosa (055) 512-3025 c/Guido.
Santa Maria (055) 221-3155 c/Kiko e Cintia.

Santa Catarina:
Blumenau (047) 322-3380 c/Idalina.
Chapecó (049) 722-1929 c/Eda.
Criciúma (048) 438-1298 c/Maria.
Florianópolis (048) 248-2370 c/Wanny.
Itajaí (047) 344-4990 c/Delourdes.
Palhoça (048) 242-1000 c/José.
Tubarão (048) 622-0460 c/Bernardete.

CONVITE
Convidamos para todas as terças-feiras às 17 horas em suas localizades para juntamente com Belo Horizonte rezarem o TERÇO.
Em Porto Alegre, Capela São Benedito na rua: Ramiro Barcelos, 1645."
Referência bibliográfica:
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

Belo Horizonte/Minas Gerais/BRASIL.

sábado, 19 de maio de 2018

OS GRUPOS RELIGIOSOS NO TEMPO DE JESUS

"III. Grupos político-religiosos
Na sociedade do tempo de Jesus podemos distinguir vários grupos, que se diferenciam no modo de se relacionar com a política, economia e religião, e que têm grande importância no quadro social da época."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 10.

"1. Saduceus
O grupo dos saduceus é formado pelos grandes proprietários de terras (anciãos) e pelos membros da elite sacerdotal. Têm o poder na mão, e controlam a administração da justiça no Tribunal Supremo (Sinédrio). Embora não se relacionem diretamente com o povo, são intransigentes em relação a ele, e vivem preocupados com a ordem pública. São os principais responsáveis pela morte de Jesus."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 11.

SADUCEUS
"No que se refere à religião, são conservadores: aceitam apenas a lei escrita e rejeitam as novas concepções defendidas pelos doutores da Lei e fariseus (crença nos anjos, demônios, messianismo, ressurreição)."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 11.

"2. Doutores da Lei (escribas)
O grupo dos doutores da Lei vai adquirindo cada vez maior prestígio na sociedade do tempo. Seu grande poder reside no saber. Com efeito, são os intérpretes abalizados das Escrituras, e daí serem especialistas em direito, administração e educação. A influência deles é exercida principalmente em três lugares: Sinédrio, sinagoga e escola."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 11.

DOUTORES DA LEI (ESCRIBAS) 
"Na sinagoga, eles são os grandes intérpretes das Escrituras, criando a tradição através da releitura, explicação e aplicação da Lei para os novos tempos. Abrem escolas e fazem novos discípulos."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. pp. 11-12.

DOUTORES DA LEI (ESCRIBAS)
"Monopolizando a interpretação das Escrituras, tornam-se guias espirituais do povo, determinando até mesmo as regras que dirigem o culto."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 12

"3. Fariseus
O grupo dos fariseus é formado por leigos provindos de todas as camadas da sociedade, principalmente artesãos e pequenos comerciantes. A maioria do clero pobre, que se opõe à elite sacerdotal, também começa a pertencer a esse grupo."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 12


FARISEUS
"No terreno religioso, os fariseus se caracterizam pelo rigoroso cumprimento da Lei em todos os campos e situações da vida diária."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 12 


FARISEUS
"A maior expressão do farisaísmo é a criação da sinagoga, opondo-se ao Templo dominado pelos saduceus. Desse modo a sinagoga, com a leitura, interpretação dos textos bíblicos e oração, torna-se expressão religiosa oposta ao sistema cultural e sacrifical do Templo.
Os fariseus acreditam na predestinação, na ressurreição e no messianismo. Esperam um messias político-espiritual, cuja função será precipitar o fim dos tempos e a libertação de Israel. Esse messias será alguém da descendência de Davi. E, para os fariseus, a estrita observância da Lei, a oração e o jejum provocarão a vinda do Messias."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. pp. 12-13.  

"4. Zelotas
Os zelotas se constituíram a partir dos fariseus. Provêm especialmente da classe dos pequenos camponeses e das camadas mais pobres da sociedade, massacrados por um sistema fiscal impiedoso. São religiosos e nacionalistas."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 13.

ZELOTAS 
"Querem restaurar um Estado onde Deus é o único rei, representado por um descendente de Davi (messianismo)."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 13.


ZELOTAS
"Entre os apóstolos de Jesus, provavelmente dois eram zelotas: Simão (Mc 3,19) e Judas Iscariotes. Simão Pedro parece adotar certos métodos dos zelotas."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 14.

"5. Herodianos (partidários de Herodes)
Os herodianos são os funcionários da corte de Herodes. Embora não formem um grupo social, concretizam a dependência dos judeus aos romanos. Conservadores por excelência, têm o poder civil da Galiléia nas mãos."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 14.

HERODIANOS (PARTIDÁRIOS DE HERODES) 
"São os responsáveis pela morte de João Batista."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 14.

"6. Essênios
Os essênios se tornaram mais conhecidos a partir da descoberta de documentos em grutas perto do mar Morto, em 1947. O grupo é resultado de fusão entre sacerdotes dissidentes do clero de Jerusalém e de leigos exilados.  Na época de Jesus, vivem em comunidade com estilo de vida bastante severo, caracterizado pelo sacerdócio e hierarquia, legalismo rigoroso, espiritualidade apocalíptica e a pretensão de ser o verdadeiro povo de Deus."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 14.

ESSÊNIOS
"Tendo deixado Jerusalém, dirigem-se para as regiões das grutas, para aí viverem ideal "monástico"."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 14.

ESSÊNIOS
"A organização da comunidade lembra muito a das ordens religiosas cristãs: condições severas para a admissão, tempo de noviciado, governo hierárquico, disciplina severa, rituais de purificação, ceias sagradas comunitárias. Esperam um messias chamado Mestre da justiça, que organizará a guerra santa para exterminar os ímpios e estabelecer o reino eterno dos justos."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. pp. 14-15.

"7. Samaritanos
Apesar de não pertencerem ao judaísmo propriamente dito, os samaritanos são um grupo característico do ambiente palestinense. Mais ainda que os judeus, observam escrupulosamente as prescrições do Pentateuco. Mas eles não aceitam  os outros escritos do Antigo Testamento, nem frequentam o Templo de Jerusalém. Para eles, o único lugar legítimo de culto é o monte Garizim, que fica perto de Siquém, na Samaria. Esperam o Messias chamado Taeb (=aquele que volta). Esse messias não é descendente de Davi, e sim novo Moisés, que vai revelar a verdade e colocar tudo em ordem no final dos tempos."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. Tradução e introduções: Ivo Storniolo. Euclides Martins Balancin.  2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. p. 15.

ONDE VIVEU JESUS?

"EVANGELHOS

Introdução geral

É difícil tirar todo o proveito da leitura dos Evangelhos, se não conhecermos alguma coisa da terra, ambiente e mecanismos da sociedade em que Jesus viveu, há dois mil anos atrás. Isso porque a encarnação do Filho de Deus aconteceu em tempo e lugar determinados, dentro das circunstâncias precisas e bem concretas. Assim, conhecer o contexto em que Jesus viveu não é apenas questão de cultura, mas também, e principalmente, dado necessário para se conhecer e avaliar com mais objetividade o que significou a vida, palavra e ação de Jesus. Só assim poderemos perceber melhor o que sua vida, palavra e ação podem significar hoje, no contexto em que vivemos.

*  *  *

A) A terra de Jesus
Jesus viveu na Palestina, pequena faixa de terra com área de 20 mil  km2, com 240 km de comprimento e máximo de 85 km de largura. Corresponderia aproximadamente à área do Estado de Sergipe. Do lado oeste, temos o mar Mediterrâneo. A leste, o rio Jordão.
A Palestina é dividida de alto a baixo por uma cadeia de montanhas que muito influi no seu clima. Com efeito, na parte oeste, o vento frio do mar, ao chocar-se com a parte montanhosa, provoca chuvas  frequentes, beneficiando toda a faixa costeira. O lado leste das montanhas, porém, não recebe o vento do mar e, consequentemente, apresenta clima quente e região mais árida. As terras cultiváveis estão na parte norte, na região da Galiléia e no vale do rio Jordão. A região da Judéia é montanhosa e se presta mais como pasto de rebanhos e cultivo de oliveira.
A cidade de Jerusalém conta com 50 mil habitantes, e está situada no extremo de um planalto, a 760 m acima do nível do mar Mediterrâneo e 1.145 m acima do nível do mar Morto. Por ocasião das grandes festas, chega a receber 180 mil peregrinos.

B) A sociedade no tempo de Jesus
Toda a sociedade humana é formada por pessoas e grupos de pessoas unidas em si por uma rede complexa de relações econômicas, políticas e ideológicas. Para situarmos a pessoa e a ação de Jesus é necessário examinar os modos de relação que existiam na sociedade daquele tempo.

I. Economia
As atividades que formam a base da economia no tempo de Jesus são duas: a agricultura e a pecuária (junto com a pesca) de um lado, e o artesanato, de outro.
A agricultura é desenvolvida principalmente na Galiléia. Cultiva-se trigo, cevada, legumes, hortaliças, frutas (figo, uva), oliveiras. Das árvores de Jericó, na Judéia, extrai-se bálsamo para perfumes.
A pecuária efetua-se principalmente na Judéia: criação de camelos, vacas, ovelhas e cabras.
A pesca é intensa no mar Mediterrâneo, no lago de Genesaré e no rio Jordão.
Na agricultura, a maior parte da população é formada por pequenos proprietários. Ao lado desses,  existem os grandes proprietários (anciãos) que geralmente vivem na cidade, deixando a direção de suas propriedades a cargo de administrador, e empregando a força de trabalho de diaristas e escravos. Muitas vezes, sucede que os pequenos proprietários em apuros financeiros tomam dinheiro dos grandes, e veem seus bens hipotecados. Isso favorece cada vez mais o acúmulo de terras nas mãos de algumas famílias ricas. Por fim, existem os camponeses sem propriedades, que arrendam terras e trabalham como meeiros.
O artesanato desenvolve-se nas aldeias e nas cidades, principalmente em Jerusalém. Os ramos principais dessa atividade são: cerâmica (vasilhames e artigos de luxo, trabalho em couro (sapatos, peles curtidas), trabalho em madeira (carpintaria), fiação e tecelagem, aproveitando a lã de carneiros, abundantes na Judéia. O artesanato de luxo se concentra em Jerusalém, e serve para ser vendido como lembrança aos peregrinos.
Esse trabalho é feito por autônomos, estruturados em torno da produção familiar, em que o ofício passa de pai para filho. Há também pequenas unidades artesanais, que reúnem número significativo de operários. Junto com os trabalhadores do campo, esses artesãos formam a mais importante classe trabalhadora da Palestina.
Além desses artesãos, há também padeiros, barbeiros, açougueiros, carregadores de água e escravos que trabalham tanto em atividades produtivas como em outros ofícios.
A circulação de toda mercadoria produzida, também na agricultura como no artesanato, forma outra grande atividade econômica: o comércio. Este se desenvolve mais nas cidades e está na mão dos grandes proprietários de terras. Nos povoados, o comércio é reduzido e o sistema é mais de troca.
Toda a atividade comercial é controlada por um sistema de impostos. Essa política fiscal faz com que tanto o Estado judaico como o Estado romano se tornem monopolizadores da circulação de mercadorias, o que proporciona vultuosas arrecadações. Esses impostos são cobrados pelos publicanos  (cobradores de impostos). Há também taxas para se transportar mercadorias de uma cidade para outra e de um país para outro. Esses impostos e taxas se tornam insuportáveis no tempo de Jesus.
Por essa visão geral da economia da Palestina já podemos perceber: Jesus é artesão (carpinteiro), vários discípulos são pescadores e um deles é cobrador de impostos.
O aparelho de Estado em Jerusalém exerce forte controle sobre a economia de todo o país. Além de pólo de atração do capital nacional, o Estado é o maior empregador (restauração do Templo, construção de palácios, monumentos, aquedutos, muralhas etc). Nisso tudo, o Templo tem papel central:
- Coleta de impostos, através da qual boa parte da produção do país volta para o Estado. 
- Comércio: para atender à necessidade dos peregrinos e, principalmente, para manter o sistema de sacrifícios e ofertas do próprio Templo.
- O Tesouro do Templo, administrado pelos sacerdotes, é o tesouro do Estado.
Além de toda essa centralização econômica, o Templo emprega mão de obra qualificada, principalmente artesãos.
Assim, o Templo se torna o grande centro de exploração e dominação do povo.
Mas a exploração e dominação não se restringem à economia interna, pois a Palestina é colônia do império romano. Este também cobra uma série de impostos: o tributo (imposto pessoal e sobre as terras), uma contribuição anual para o sustento dos soldados romanos que ocupavam a Palestina, e um imposto sobre a compra e venda de todos os produtos.

II. Política
O poder efetivo sobre a Palestina está nas mãos dos romanos. Mas, em geral, estes respeitam a autonomia interna de suas colônias. A Judéia e a Samaria são dirigidas por um procurador romano, mas o sumo sacerdote tem poder de gerir as questões internas, através da lei judaica. Este, porém, é nomeado e destituído pelo procurador romano.
O centro do poder  político interno da Judéia e Samaria é a cidade de Jerusalém e o Templo. Com efeito, é do Templo que o sumo sacerdote governa,  assessorado por um Sinédrio de 71 membros, composto por sacerdotes, anciãos e escribas ou doutores da Lei. O Sinédrio é o Tribunal Supremo (criminal, político e religioso) e sua influência se estende sobre todos os judeus, mesmo os que vivem fora da Palestina.
Nas cidades também existe pequeno aparato político (conselhos locais), , dominado de início pelos grandes proprietários de terras e, mais tarde, pelos escribas ou doutores da Lei. Da mesma forma, nos povoados encontramos um conselho de anciãos, que se reune tanto para decidir sobre questões comunitárias, como para casos de litígio ou transgressão de lei, funcionando como tribunal. Além disso, no campo, as relações de autoridade permanente são as relações familiares."
Referência bibliográfica:
EVANGELHO. Edição Pastoral. 2.ª edição. São Paulo: Edições Paulinas. 1989. pp. 5-10.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

RETIRO ESPIRITUAL

RETIRO ESPIRITUAL  
O Retiro espiritual é uma prática comum e fortalecedora entre os cristãos que consiste no afastamento das atividades e o deslocamento para um lugar preferencialmente junto à natureza, onde haverá o silêncio com o próprio silêncio interno (reflexão) e orações. E também são ministradas palestras geralmente por Padres. É a disposição de doar um tempo para si mesmo para um aprofundamento da fé em um diálogo com Deus. Os momentos são propícios para entregar-se ao amor e à misericórdia infinita de Deus Pai.
Os Retiros de silêncio são de orações e reflexão, não há atividades ou conversas, mas são rezados Terços e a celebração da Santa Missa.

"Os doze apóstolos - Nesses dias, Jesus foi para a montanha a fim de rezar. E passou toda a noite em oração a Deus. Ao amanhecer, chamou seus discípulos, e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: Simão, a quem também deu o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor." Lc. 6,12-16.
Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1318.

EXPLICAÇÃO BÍBLICA:
"12-16: Jesus escolhe os doze apóstolos, que formarão o núcleo da comunidade nova que ele veio criar. A palavra apóstolo significa aquele que Jesus envia para continuar a sua obra."
Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1318.

"O psicoterapeuta pastoral Phillip Benett recorda um dito hassídico: "Uma hoste de anjos vai adiante de cada ser humano, bradando: 'Abram caminho! Abram caminho para a imagem de Deus!' "

Precisamos amar a nós mesmos porque Deus nos ama. Precisamos amar a nós mesmos da maneira certa para conduzir nosso ministério de modo a beneficiar ou outros do jeito que eles realmente precisam. Como amar a nós mesmos, na prática? Não é difícil, em especial em nossa época confusa. Amamos a nós mesmos sendo bons para nós mesmos, mantendo uma dieta saudável, fazendo exercícios regularmente  e reservando o tempo de que precisamos para rezar e continuar a aprender. Podemos reservar tempo para a leitura de um livro e tempo para fazer um retiro. Podemos tirar um dia de folga e relaxar bastante no banho. Quando amamos a nós mesmos dessa maneira, nosso ministério eucarístico prospera e realmente beneficia aqueles que somos chamados a servir."
Referência bibliográfica:
A ESPIRITUALIDADE DO MINISTRO DA EUCARISTIA. Mitch Finley. Tradução: Barbara Theoto Lambert. 9ª edição. São Paulo: Edições Loyola. 2011. pp. 58-59.

"Silêncio é o novo nome de Deus. Penetra tudo, cria, conserva e sustém tudo, e ninguém percebe. Se não tivéssemos sua Palavra, e as evidências de seu amor, experimentadas todos os dias, diríamos que Deus é enigma. Mas não é exatamente assim. Deus "é" silêncio, desde sempre e para sempre. Opera silenciosamente nas profundidades das almas."

Referência bibliográfica:
O SILÊNCIO DE MARIA. Inácio Larranaga. 27ª edição. Paulinas. 1999. p. 90. 

"Quando uma pessoa vive intensamente a presença de Deus, quando uma alma experimenta, inequívoca e vitalmente, que Deus é o Tesouro infinito, Pai queridíssimo, Todo o bem e sumo bem, que Deus é Doçura, Paciência, Fortaleza... O ser humano pode experimentar tal vitalidade e plenitude, tal alegria e júbilo que, nesse momento, tudo nesta terra, fora Deus, parece insignificante. Depois de saborear o amor do Pai, sente-se que, em comparação, nada vale, nada importa, tudo é secundário. O prestígio? Fumaça e cinza.
Deus é uma maravilha tão grande, que o homem que o experimenta sente-se totalmente livre. O "eu" é assumido pelo Tu, desaparece o temor, tudo é segurança, e a pessoa sente-se invulnerável mesmo diante de um exército inteiro (SL 26). Nem a vida nem a morte, nem a perseguição nem a enfermidade, nem a calúnia nem a mentira, nada me há de abalar, se meu Pai está comigo (Rm 8,38). Deve ter acontecido isso com Maria."
Referência bibliográfica:
O SILÊNCIO DE MARIA. Inácio Larranaga. 27ª edição. Paulinas. 1999. p. 111. 

"RETIRO ESPIRITUAL
Muitas pessoas, todos os anos se retiram dos afazeres do seu estado para um lugar aprazível, a fim de restaurar as energias perdidas. Assim ,outras, para cuidar de sua alma, fazem um retiro espiritual dando-se, na solidão e no silêncio, à prática de muitos exercícios de piedade: oração, meditação, exame de consciência e outros.

ORAÇÃO
 para o fim do retiro (ou da missão).
Jesus Cristo, que quisestes ser pregado na cruz por mim, agradeço todos os benefícios que, por vosso amor, me concedestes nestes dias do retiro (da missão). De novo me convenci que, antes de tudo, é preciso salvar a minha alma imortal. Por isso, proponho firmemente evitar de maneira especial o pecado e fugir as ocasiões próximas, especialmente esta... que maiores prejuízos nos trouxe. Lutarei igualmente contra o pecado venial e qualquer apego a ele. Prometo-vos que fiel e conscienciosamente cumprirei todos os deveres do meu estado e do meu ofício, pautando toda a minha vida segundo a vossa santíssima vontade. Prometo-vos ainda, ó bom Jesus, rezar todos os dias e recorre principalmente à oração, quando investirem contra mim as tentações. Quero santificar o domingo, quero a miúdo e devotamente achegar-me à vossa santa mesa. Enfim, ofereço-vos toda a minha vida e especialmente os meus trabalhos e sofrimentos. Abençoai a mim e a todos os que comigo tomaram parte nestes santos exercícios (nesta santa missão). Dai-me, Senhor Jesus, vossa Mãe por protetora especial, e sede minha consolação e minha alegria até o fim bem-aventurado da minha vida. Amém.
(Indulgência 500 dias).
RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO.
(Indulgência plenária para quem, no fim do retiro ou da missão tomar parte na renovação pública e solene das promessas do batismo, cof. com. or.)"
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. pp. 444-446
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO
a ser feita no primeiro dia do ano.

Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna. Amém.

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Cremos, Senhor, firmemente tudo o que a Santa Igreja Católica nos propõe para crer como divinamente revelado.
Cremos que, sendo vós infinitamente bom e justo, premiareis os bons com o céu e castigareis os maus com as penas do inferno.
Cremos que instituístes a Sagrada Eucaristia e os demais sacramentos para a nossa santificação e salvação.
Nós vos agradecemos a inestimável graça do santo Batismo, pelo qual nos admitistes ao seio da vossa Igreja, fora da qual não há salvação.
Devemos, porém, confessar que não soubemos corresponder à vossa imensa bondade conosco.
Por isso, sinceramente arrependidos de todo mal que fizemos, queremos hoje renovar as solenes promessas de fidelidade que vos fizemos, primeiramente pela boca dos nossos padrinhos no dia do santo Batismo, e em seguida por nós mesmos, no dia venturoso da nossa primeira Comunhão.
Renunciamos, pois, novamente e para sempre, ao demônio, às suas obras e às suas pompas.
Renunciamos às seduções do mundo, aos divertimentos ilícitos e perigosos, aos incentivos das nossas paixões, e a todos os pecados de pensamento, palavras e obras.
Prometemos guardar fielmente os vossos mandamentos, amar-vos sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de vós.
Prometemos também observar os preceitos da santa Madre Igreja, ouvir Missa todos os domingos e festas de guarda, receber os santos Sacramentos, ao menos pelo tempo Pascal, e guardar o jejum e a abstinência nos dias prescritos.
Jamais nos envergonharemos de confessar o vosso Nome e de defender a vossa Igreja, nossa Mãe.
Jamais prestaremos ouvido aos pregadores de doutrinas e princípios condenados pela Igreja, Mestra infalível da verdade e fiel depositária da vossa doutrina.
Reconhecemos, na pessoa do Romano Pontífice, o chefe Supremo da Igreja, o sucessor de São Pedro e vosso Vigário na terra, e nos Bispos, os sucessores dos Apóstolos, postos pelo Espírito Santo para reger a vossa Igreja, e a eles protestamos amor, reverência e obediência.
Não queremos que outro, a não ser vós, reine em nossas famílias, e zelaremos para que os nossos lares sejam constantemente santificados pela prática das virtudes cristãs. Procuraremos, outrossim, honrar, pela nossa conduta, sempre e em toda a parte, o nome e a dignidade de cristãos.
Conhecendo, porém, a nossa fraqueza, pedimo-vos, Senhor, que nos ajudeis a cumprir estas nossas promessas, e nos concedais o dom da perseverança final, no gozo da vossa graça.
Maria Santíssima, nossa Mãe querida, anjos da nossa guarda, santos nossos protetores e advogados, intercedei por nós, a fim  de que perseveremos constantemente na graça de Deus, até a morte. Amém.
(Indulgência plenária, fazendo-se esta renovação, após um retiro ou missão, ou em outro qualquer tempo do ano, em que for concedida pelo ordinário. (co. conf. or.)."
Referência bibliográficas:
Obra fragmentada. p. 348-351.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


"ORAÇÃO MISSIONÁRIA
Deus Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos louvamos e bendizemos pela vossa comunhão, princípio e fonte da missão. Ajudai-nos, à luz do Evangelho da paz, testemunhar com esperança, um mundo de justiça e diálogo, de honestidade e verdade, sem ódio e sem violência. Ajudai-nos a sermos todos irmãos e irmãs, seguindo Jesus Cristo rumo ao Reino definitivo. Amém."
Referência bibliográfica:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLVI. 28/10/2018. R13. Ano B, nº 2748. Tempo Comum - 30º Domingo. Pallotti ArtLaser: Porto Alegre, 2018.

"Ide anunciar minha paz, ide sem olhar para trás! Estarei convosco e serei vossa luz na missão."
Referência bibliográfica:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLVI. 28/10/2018. R13. Ano B, nº 2748. Tempo Comum - 30º Domingo. Pallotti ArtLaser: Porto Alegre, 2018.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O CÉU

"O QUE É O CÉU?

Os olhos não viram e nem os ouvidos ouviram, nem o coração jamais imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam. 1 Cor 2,9; 15,42-44. Tenho para mim, que o sofrimento da vida presente não tem proporção alguma com a glória futura que se nos manifestará. Rm 8,18.

Durante toda a sua vida o homem está em busca de Deus. O seu coração deseja ardentemente sentir a presença de Deus, deseja vê-lo face a face, assim como Ele é.
Sabemos que Deus está presente quando ouvimos a sua palavra, ou nos amamos fraternalmente e, sobretudo, quando celebramos a Eucaristia; mas não o vemos, não sentimos a sua presença de maneira viva e sensível.
Esta alegria teremos no céu, quando Deus se revela a nós em toda a sua glória e esplendor.
Então todos os que serviram na terra, verão e conhecerão o que cremos firmemente aqui na terra; Ele é o senhor, Ele é o Pai, o Criador e a luz de todas as coisas. Não podemos imaginar como será este nosso encontro com Deus, quando Ele se nos revela e nos aceita para sempre nos seus braços de Pai. 
Nesta nova criação, corpo e alma, olho e coração, todo o nosso pensar, sentir e querer, tudo estará repleto da glória de Deus. Haveremos de rejubilar com gozo inefável, estaremos unidos num amor eterno à Trindade SS. e a todos os anjos eleitos de Deus.
No céu se realizará o paraíso coletivo tão sonhado neste mundo, mas junto ao Pai.  O homem e a humanidade enfim terão resolvido enfim todos os seus problemas, atingindo enfim amor e justiça eterna.
Então terá passado tudo o que era próprio do mundo antigo. A fé terá dado lugar à visão, a esperança à posse. Não haverá mais tentação, nem luta, fome ou sede, sofrimento ou morte.
Enfim, será paz, todos unidos entre si como numa grande família. Não haverá mais templos, pois toda a criação remida formará um único templo divino. Não se sucederão mais os dias e os anos; todos viverão na eternidade de Deus e celebrarão a festa que o Pai preparou desde o princípio do mundo.
É este o Reino de Deus na sua glória, que nos foi anunciado por Jesus Cristo. Esta é a pátria eterna, pela qual nossa alma anseia. São estas as bodas do cordeiro, pelas quais a Igreja suspira como uma esposa. Por esta felicidade a Igreja pede a Jesus Cristo, quando reza: Vinde , Senhor Jesus. Ap 22,20.

O CÉU É O REINO DA ETERNA GLÓRIA E FELICIDADE.

PARA REFLETIR:
a) Os esforços que você faz na vida são suficientes para alcançar o céu ou deveria se esforçar mais?
b) O que você pode e deve fazer pelos outros a fim de que eles entrem consigo no céu?"
Referência bibliográfica:
SÍNTESE DA DOUTRINA CRISTÃ PARA ADULTOS. O caminho. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. pp. 408-409.

"Caminhamos olhando para o reino definitivo: Sabemos que a construção de uma sociedade justa e fraterna é esforço conjunto e contínuo de todos os cristãos, para fazer visível no mundo os sinais do reino definitivo. Rumo a esse reino especial, dirigimo-nos pressurosos ao encontro fraterno dos irmãos e irmãs, os santos e santas de Deus. Toda a Liturgia é antegozo desta realidade que aguardamos, vivendo na esperança a ação salvadora e perene de Deus, que começou com o projeto da criação, manifesta-se na história e coroa-se na pátria dos ressuscitados com Jesus."
Referência bibliográfica:
Formação e orientações práticas para MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA SAGRADA COMUNHÃO. Pe. Guilhermo D. Micheletti. 4ª edição. Editora Ave Maria. 2011. p. 52.

"E quando eu subir por humildes escadas, dez, vinte vezes por dia, procurarei resumir toda a minha vida nesse gesto; nele encerrarei todo o sentido da minha existência, e Vos glorificarei, porque, não obstante o meu peso natural e o fardo dos meus males, para Vos prestar serviços ou para Vos agradar, subirei, degrau a degrau, a escada que me há de conduzir ao Céu."
Referência bibliográfica:
GENEROSIDADE. Pierre Charles. 2ª edição. São Paulo: Quadrante. 1991. p. 54.

"Ensina-nos, Maria, a gratidão e o gozo de todas as partidas. Ensina-nos a dizer SIM, com toda a alma. Entra na pequenez de nosso coração, e diz tu mesma o sim para nós.
Sê caminho dos que partem, serenidade dos que ficam. Acompanha-nos sempre, enquanto vamos peregrinando junto ao Pai.
Ensina-nos que esta vida é sempre uma partida. Sempre um desprendimento e uma oferenda. Sempre um trânsito e uma Páscoa. Até que chegue o Trânsito definitivo, a Páscoa consumada.
Então compreenderemos que, para viver, é preciso morrer; para encontrar-se plenamente no senhor é preciso despedir-se. E que é necessário passar por muitas coisas para poder entrar na Glória."
Referência bibliográfica:
O SILÊNCIO DE MARIA. Inácio Larranaga. 27ª edição. Paulinas. 1999. pp. 203-204. 

"Jesus preparou para nós um lugar no céu?
Na casa de meu Pai há muitas moradas, pois eu vou preparar-vos um lugar. E quando vos tiver preparado um lugar virei novamente e vos levarei comigo. Jo 14,2-4. Se ressuscitastes com Cristo procurai as coisas do alto, onde está Cristo sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto e não nas da terra. Cl 3,1.
Destas palavras da Sagrada Escritura podemos concluir que Cristo de fato preparou para nós um lugar no céu. Compete a nós conquistar este lugar por meio de uma vida cristã, praticando as obras de justiça e caridade. Servir a Deus, fazer tudo para sua glória e não apegar o nosso coração às coisas deste mundo. O caminho mais certo é observar os dez mandamentos e praticar as virtudes das bem-aventuranças.
Infelizmente, muitos homens vivem como se vivessem para sempre nesta terra, procurando toda a sua satisfação, felicidade e glória neste mundo. No entanto nada disso poderá satisfazer os inúmeros e grandes desejos do coração humano. Cristo nos admoesta: O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e no fim chegar a perder a sua alma?
Crer nesta verdade da nossa fé e tirar dela conforto e consolação nas tribulações da vida será alienação do homem, desviando a sua atenção das tarefas e problemas da terra? Nunca a Igreja pregou um conformismo barato, ensinando a desistir da luta e se conformar simplesmente com a situação da miséria e da fome esperando pela felicidade do outro mundo. Ela sempre insiste que o homem domine a terra e construa um mundo melhor.
Todavia a pátria verdadeira, o último destino do homem não é a terra, mas o céu. E para muitos homens, pobres, doentes e sofredores o céu é a sua última e única esperança. Será um erro alimentar esta esperança, sobretudo nos que não têm esperança na justiça e felicidade deste mundo?

CRISTO RESERVOU UM LUGAR NO CÉU PARA NÓS. CUMPRE A NÓS MERECERMOS ESSE LUGAR, POR UMA VIDA CRISTÃ.

PARA REFLETIR:
a) Jesus nos preparou um lugar no céu. É justo ou é alienante o cristão pensar no céu, para criar o paraíso na terra?
b) Você pratica as virtudes cristãs só com a intenção de ganhar um lugar no céu? Qual é a sua intenção quando faz uma obra boa?"
Referência bibliográfica:
SÍNTESE DA DOUTRINA CRISTÃ PARA ADULTOS. O caminho. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. pp. 111-112.

"O "Pai nosso" - Quando vocês rezarem, não usem muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa do seu palavreado. Não sejam como eles, pois o Pai de vocês sabe do que é que vocês precisam, ainda antes que vocês façam o pedido.
Vocês devem rezar assim: Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixeis cair em tentação, mas livra-nos do mal." Mt 6, 7-13.
Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1245.

EXPLICAÇÃO BÍBLICA:
"7-15: Mateus aproveita o tema da oração para inserir aqui o Pai-nosso (cf. Lc 11, 1-4), contrapondo a oração cristã à oração dos fariseus e dos pagãos. O Pai-nosso mostra a simplicidade e intimidade do homem com Deus. Na primeira parte, pede-se que Deus manifeste o seu projeto de salvação; na segunda, pede-se o essencial para que o homem possa viver segundo o projeto de Deus; pão para o sustento, bom relacionamento com os irmãos e perseverança até o fim."
Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1245.

"Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do céu." Mt 5,10.

Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1243.

"Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do céu." Mt 5,3.
Referência bibliográfica:
BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. Paulus: 52.ª impressão, 2004. p. 1242.

sábado, 12 de maio de 2018

ORAÇÕES À NOITE

"ORAÇÃO DA NOITE
Antes de recolher-te a dormir, lembra-te de Deus e ajoelhado dize:

+ Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

ATO DE ADORAÇÃO
Bendito seja Deus, Nosso Senhor, que tão benignamente atendeu às minhas orações: bendito o seu Santo nome por toda a eternidade! A Ele se volta minha alma no fim deste dia. A Ele levanto as mãos à entrada da noite. Na sua paz vou dormir e descansar, pois só ele é minha esperança e consolação, meu Deus e meu tudo. Glória e adoração ao Senhor por todos os séculos. Amém.

AÇÃO DE GRAÇAS
Ó Pai de misericórdia, meu Deus e Criador, eu vos adoro de todo o coração, e Vos agradeço todos os benefícios que hoje e sempre me tendes feito. Quanto me amastes desde toda a eternidade! Com quanta misericórdia ainda hoje me conservastes! Todos os Anjos e Santos, louvai comigo o Deus de amor e bondade.
Louvai ao Senhor, todas as criaturas, porque Ele é bom e sua misericórdia permanece eternamente!

ATOS DE FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE
Ó meu Deus, creio em Vós, porque sois a eterna verdade.
Aumentai, Senhor, a minha fé.
Ó meu Deus, espero em Vós, porque sois infinitamente fiel às vossas promessas.
Fortificai, Senhor, a minha esperança.
Ó meu Deus, eu Vos amo, porque sois infinitamente amável.
Inflamai, Senhor, o meu amor.
Nesta fé, nesta esperança e neste amor quero viver e morrer. Amém.

EXAME DE CONSCIÊNCIA
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.
(300 dias de Indulgência).

Vinde, divina Luz das almas!
(Faze uma pausa para examinar a tua consciência sobre as faltas que cometeste durante o dia. Depois, pede perdão a Deus).

ATO DE CONTRIÇÃO
Ó meu Deus e Pai amorosíssimo, com toda a dor de minha alma eu me acuso de Vos ter hoje ofendido muitas vezes por minha culpa, minha culpa, minha tão grande culpa. Pesa-me, meu Deus, de ter sido tão ingrato. Perdoai-me, Senhor, pela Sagrada Paixão e morte e pelo Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho Unigênito.
Proponho firmemente, mediante vossa santa graça, emendar-me. Ajudai-me, abençoai-me e defendei-me contra o espírito maligno nesta noite e sempre, na vida e na morte.
Senhor Deus, misericórdia!
Senhor Deus, pequei, Senhor, misericórdia!
Senhor Deus, pela vossa Sagrada Paixão e morte, misericórdia!
Senhor Deus, pelas dores de vossa Mãe Maria Santíssima, misericórdia!


RECOMENDAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Dulcíssimo Coração de Jesus, repouso suavíssimo das almas que Vos amam, a Vós recomendo, nesta noite, meu coração, meu corpo, e minha alma, para que os defendais de todos os perigos e impuras ilusões. Coração amorosíssimo de meu Jesus, louvai esta noite, em meu lugar, a Santíssima Trindade, tantas vezes quantas palpitar o meu coração; recebei em Vós todas as minhas respirações e oferecei-as ao Altíssimo como outras tantas chamas vivas de amor.
(Santa Mechtildes)
SALVE RAINHA
Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A Vós, bradamos, os degredados filhos de Eva; a Vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia, pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.
Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.
(5 anos de Indulgência).
Ave Maria
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Ó Maria concebida sem pecado! Rogai por nós que recorremos a vós.
(100 dias de Indulgência).

Jesus, Maria, José, meu coração Vos dou e minha alma.
Jesus, Maria, José, assistí-me na última agonia.
Jesus, Maria, José, expire eu em paz em vossa companhia. Amém.
(300 dias de Indulgência).

Meu Santo Anjo da Guarda, todos os Santos e Anjos, eu Vos agradeço o amor com que hoje intercedestes por mim. Novamente recomendo-me à vossa proteção. Defendei-me, nesta noite, das ciladas do demônio e bendizei ao Senhor em meu lugar. Rogai por mim agora e na hora da minha morte. Amém.

Rezar um Pai Nosso pelas pessoas vivas.
Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Rezar um Pai Nosso pelos moribundos.
Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

Rezar um Pai Nosso pelos falecidos.
Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.

ORAÇÃO PARA ALCANÇAR UMA BOA MORTE
Bem aventurados os mortos que morrem no Senhor. Ó meu Deus, hei-de morrer com certeza, mas não sei quando, nem de que modo, nem onde. Só uma coisa sei, que perecerei eternamente, se expirar em algum pecado mortal. Beatíssima Virgem Maria, Santa Mãe de Deus, rogai por mim pecador agora e na hora de minha morte. Amém."

Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). pp. 18-22.