segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MISSA EM HONRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

"MISSA EM HONRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Sexta feira
Sacrifício de reconciliação

O Concílio de Trento ensina que "o Senhor, aplacado pelo oferecimento deste sacrifício, concede a graça e o dom da penitência e perdoa crimes e pecados mesmo enormes".
O perdão dos pecados graves é efeito da Missa e dos Sacramentos, mas de uma maneira bem diversa.
Pelos Sacramentos recebidos real ou espiritualmente (isto é, rezando o ato de contrição perfeita com o propósito de receber realmente o Sacramento), o homem fica perdoado diretamente e recebe a graça santificante. Pela Missa fica perdoado, mas apenas indiretamente, pois dá o espírito de penitência, isto é, a vontade séria de reconciliar-se com Deus e o perdão, ao executar esta vontade, recebendo os Sacramentos.
O espírito de penitência, indispensável para a conversão, a Missa o consegue pelo efeito impetratório, como fruto de liberalidade de Deus. Com mais abundância, porém, e mais facilmente pelo efeito propiciatório, fruto da clemência de Deus, que aplaca a sua justa ira causada pelo pecado, de sorte que se mostre clemente e sobremaneira propício, dando-nos graças, que por nenhum outro meio se alcançam. Porque, quem se empenha pelo pecador é o próprio Jesus Cristo, derramando de novo o seu próprio sangue divino. A Santa Missa é também a melhor reparação das ofensas feitas ao Sagrado Coração, porque é sacrifício de adoração, agradecimento e louvor à Divindade e uma contínua homenagem e adoração a Jesus Sacramentado.

                                  OFERECIMENTO GERAL
Pai Eterno, em união com as santas intenções e sentimentos da Santíssima Virgem Maria, Mãe das Dores, no monte Calvário, ofereço-vos o sacrifício que o mesmo Vosso amado Filho, Jesus Cristo, ofereceu na cruz e agora renova sobre este altar pelas quatro seguintes intenções, a saber:
1. Para adorar-vos e prestar-vos com isto a honra devida. Quero reconhecer-vos com isto como soberano Senhor de todas as criaturas, quero confessar que tudo depende da Vossa vontade e que sois o nosso único e último fim;
2. Para vos agradecer os inúmeros benefícios recebidos;
3. Para aplacar a vossa justiça, irritada por tantos pecados, e dar-vos digna satisfação por eles;
4. Enfim para implorar graça e misericórdia para mim e... (a pessoa, por quem se quer oferecer a missa), por todos os aflitos e abatidos, pelos pobres pecadores, pelo mundo todo e as benditas almas do purgatório.
(3 anos de Indulgência. Indulgência Plenária para quem rezar este oferecimento no princípio das missas obrigatórias nos domingos e festas de guarda durante um mês; cnf. cd. or.).

OFERECIMENTO PARTICULAR
Divino Coração de Jesus, pelo Coração compadecido de Maria, ofereço-vos todas as orações, obras e sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas cometidas contra vós. Ofereço-vos tudo isto, segundo as intenções, que vós mesmo tendes, sem cessar, no vosso sacrifício sobre o altar.
(Os fiéis que mandarem rezar uma Missa em reparação das ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento, podem lucrar uma Indulgência Plenária cond. cost. Aos que assistirem às cerimônias públicas na 1ª sexta-feira de qualquer mês concede-se um Indulgência Plenária conf. com. or.
Os que estiverem impedidos de assistir a estes exercícios podem ganhar a mesma Indulgência, cond. cost, se rezarem algumas orações em reparação das ofensas cometidas contra o Sagrado Coração.).
NO INÍCIO
Reza humildemente:
Eu me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos, e a vós, Padre, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos, e a vós, Padre, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.
Perdão, absolvição e remissão dos nossos pecados, nos dê o Senhor onipotente e misericordioso. Amém.

Aviva a confiança, considerando as palavras do Introito da Missa, onde o Espírito Santo diz que o Sagrado Coração de Jesus pensa continuamente em dar-nos provas de seu amor.
Os pensamentos do seu Coração permanecem de geração em geração, para livrar da morte as sua almas e para as sustentar na sua fome. Exultai, ó justos, no Senhor; os homens de coração reto devem louvá-lo.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.


COLETA
Deus, que vos dignais dispensar-nos misericordiosamente pelo Coração do vosso Filho, ferido por nossos pecados, os infinitos tesouros do vosso amor, concedei-nos, vô-lo suplicamos, que, tributando-lhe o devoto obséquio da nossa piedade, lhe ofereçamos também o dever de condigna satisfação. Pelo mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, Senhor nosso, que, sendo Deus, convosco vive e reina em união com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.


EPÍSTOLA
Confia, porque o Coração de Jesus é a fonte de todas as graças; ama-o, porque o seu amor excede todo o entendimento, como nos ensina o Apóstolo nas palavras da Epístola.
Irmãos, a mim, o mínimo de todos os Santos, foi dada esta graça de anunciar entre os gentios as riquezas incomensuráveis de Cristo, em quem temos a liberdade e o acesso, com confiança, pela sua fé. Por esta causa dobro os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que vos conceda que sejais poderosamente corroborados por seu Espírito no homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que possais compreender e conhecer, com todos os Santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.


EVANGELHO
Reflete com gratidão no infinito amor do Coração de Jesus traspassado na cruz por nossa redenção, e derramando a última gota do seu sangue para lavar os nossos pecados:
Naquele tempo os judeus, como fosse o dia da preparação para a Páscoa, para que não ficassem os corpos na cruz no sábado (porque era de grande solenidade aquele sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e que fossem dali tirados. Vieram, pois, os soldados e quebraram as pernas a um e a outro, que ele foram crucificados. Tendo vindo depois a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e imediatamente, saiu sangue e água. Aquele, porém, que o viu, deu testemunho disto, e o seu testemunho é verdadeiro. E ele sabe que diz a verdade, para que também vós creias. Porque estas coisas foram feitas para que se cumprisse a Escritura: "Não lhe quebrarão osso algum". E, em outra parte, diz também a Escritura: "Verão aquele a quem traspassaram".


Reza agradecido:
Com Maria, concebida sem pecado, adoremos e agradecidos veneremos, invoquemos e consolemos o santíssimo e amabilíssimo Coração de Jesus.
Sagrado Coração de Jesus, creio no vosso amor para comigo.
(300 dias).
DEPOIS DO EVANGELHO
1. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela grande dor, que traspassou o vosso amoroso Coração, quando, apenas concebido nas entranhas de Maria, vos oferecestes como vítima à divina justiça, carregando toda a nossa culpa e todo o nosso castigo. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de com amor corresponder à ternura da vossa infinita bondade.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
(300 dias - plen. mens. cond. cost.).
2. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós por todas as contrariedades e humilhações, que vieram sobre o vosso Coração, sobretudo, porém, no estábulo de Belém, na fuga para o Egito e nos três anos da vossa atividade pública. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de desprezar os bens passageiros deste mundo e de amar somente os bens eternos do céu.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
3. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela tristeza mortal, que abalou o vosso amoroso Coração no horto de Getsemani, à vista da vossa próxima paixão e da ingratidão dos homens pelos vossos benefícios, sobretudo pelo benefício da Eucaristia. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de conformar-me sempre com a vossa divina vontade.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
4. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pelo inaudito tormento e agravo que suportou o vosso amoroso Coração perante os tribunais de Jerusalém, mormente no átrio de Pilatos, onde, açoitado e coroado de espinhos, fostes feito o homem das dores e o opróbrio do povo. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de abraçar com alegria os rigores da santa mortificação.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
5. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela inefável agonia que acometeu o vosso amoroso Coração ao caminho para o Calvário, quando, quebrantado pelo peso da cruz, encontrastes a vossa santa Mãe submersa em dor inconsolável. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de encontrar-vos sempre no correr da vida, mas sobretudo na hora da minha morte.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
6. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pelo extremo abandono, em que se achou o vosso amoroso Coração nas três horas de agonia na cruz, até que, abismado num mar de tormentos e humilhações, entregastes a vossa santa alma a Deus, como vítima do vosso amor e dos nossos pecados. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de morrer para mim mesmo e de viver unicamente para vós.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
7. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela chaga que quisestes receber ainda depois da morte no vosso amoroso Coração, a fim de patentear que o vosso Coração era a fonte mais profunda de todos os sofrimentos e para nos dar, pela perda das últimas gotas do vosso sangue, a prova final do vosso imenso amor. Amado Jesus, pelo vosso Coração traspassado vos peço me deis a graça de viver para todo o sempre nesta santa chaga e de exalar nela o meu último suspiro.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!

Adora o Coração Eucarístico de Jesus, clamando:
Meu Senhor e meu Deus!
(7 anos; Indulgência semanal.)


DEPOIS DA CONSAGRAÇÃO
Prepara-te para a Sagrada Comunhão, ou reza a seguinte oração:
Coração Eucarístico de meu Deus, que respirais e pulsais debaixo do véu das sagradas espécies, eu vos adoro.
Preso de novo amor, à vista do infinito benefício da vossa divina eucaristia, penetrado de arrependimento da minha ingratidão, cheio de confusão atiro-me no abismo ainda mais profundo das vossas misericórdias.
Escolhestes-me desde a juventude, não desprezastes a minha fraqueza, baixastes ao meu pobre coração, convidastes-me a corresponder ao vosso amor, trazendo-me ventura e paz. Eu, porém, ó meu Senhor Jesus, perdi tudo por ter-vos sido infiel. Entreguei o meu espírito à leviandade, o meu coração à tibieza, ouvi só a mim mesmo e me esqueci de vós. Quisestes ser meu guia, meu conselheiro, protetor da minha vida, eu porém, cego pelas paixões, não atendi ao vosso chamamento. Perdí-vos de vista e me esqueci de vós.
Em provações e tribulações, em alegrias e consolações, em dificuldades e lutas, em vez de correr para junto de vós, procurei as criaturas e vos esqueci.
Esqueci-vos nos Sacrários abandonados, onde estais inflamado de amor; nas Igrejas das cidades, onde sois escarnecido; nos frios e sacrílegos corações e no meu próprio culpado coração, tanto antes como depois de receber o vosso Santíssimo Sacramento.
Coração Eucarístico de meu Redentor, delícia da minha primeira Sagrada Comunhão e dos dias da minha fidelidade,  a vós me entrego de novo! Oh, voltai para mim, atraí-me de novo a vós. Perdoai-me ainda esta vez, quero reparar tudo por amor.
Glorioso Arcanjo São Miguel, e vós, São João discípulo predileto do Senhor, oferecei a Jesus a minha reparação respeitosa e obtende-me misericórdia. Amém.


DEPOIS DA COMUNHÃO
A Nossa Senhora da Reparação
Imaculada Virgem, refúgio dos pecadores, para reparar os agravos feitos a Deus e o mal causado ao homem pelo pecado, vos resignastes à morte do vosso Divino Filho. Sede-nos sempre propícia e no céu, onde reinais gloriosa, prossegui em nosso favor a vossa obra de zelo e de amor. Queremos ser vossos filhos. Ó mostrai-vos, como nossa Mãe! Alcançai-nos de Jesus, do divino Redentor que, aplicando às nossas almas o fruto da sua paixão e morte, nos livre dos laços dos nossos pecados. Seja ele a nossa luz nas trevas, a nossa força na fraqueza, o nosso socorro no meio dos perigos, e, depois de nos ter confortado com a sua graça e com seu amor no tempo, conceda-nos amá-lo, vê-lo e possuí-lo na eternidade. Assim seja.
(500 dias de Indulgência).".
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. pp. 200-211.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

JESUS E MARIA

MARIA E O DIVINO FILHO JESUS!

"A vida de Maria segundo o Proto-Evangelho de Tiago

O "Proto-Evangelho de Tiago" também é conhecido como "Livro de Tiago" ou, ainda, "A natividade de Maria". Sua autoria é desconhecida, embora o autor se identifique como Tiago (cf. XXV, 1). A data em que foi escrito também é desconhecida, variando entre 60 d.C. até fins do séc. II. Alguns estudiosos, porém, acreditam que a obra tenha surgido antes dos Evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João), motivo pelo qual, a partir do séc. XVI, passaram a chamar a obra de "proto-evangelho" ou "primeiro Evangelho". No entanto, tal narrativa foi bem aceita entre os primeiros cristãos, incluindo figuras eclesiásticas como Clemente de Alexandria, Orígenes, São Justino e Santo Epifânio, também com notável contribuição para a Mariologia (o estudo sobre Maria) e a liturgia da Igreja."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 27-28.

Anunciação do Anjo
"Com mais idade e já tendo sido prometida em casamento à José, o proto-Evangelho de Tiago nos narra a visitação da seguinte forma: "Maria tomou um cântaro para enchê-lo de água. Mas ouviu uma voz que lhe dizia: "Salve, cheia de graça! O Senhor está contigo. Bendita és entre as mulheres."
Então, ela olhou ao seu redor, à direita e à esquerda, para ver de onde provinha aquela voz. Amedrontada, fugiu para a sua casa e ali mesmo abandonou a ânfora. Pegou a púrpura, sentou-se e voltou a tecê-la. Porém, um Anjo do Senhor apareceu à sua frente e disse: "Não temas, ó Maria! Alcançaste graça diante do Senhor, Todo-poderoso, e conceberás por sua graça". Ela, ao ouvi-lo, ficou admirada e disse consigo mesma: "Conceberei por graça do Deus vivo e darei à luz como as demais mulheres?" Respondeu-lhe o Anjo: "Não, Maria, pois a graça do Senhor te cobrirá com Sua sombra e o Santo Fruto que nascerá de ti será chamado Filho do Altíssimo. Deverás chamá-lo de 'Jesus' porque Ele salvará seu povo das iniquidades." Então, Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim, conforme a sua  palavra".
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 28 e p. 31.

"80 Por que razão Maria é virgem?
Deus quis que Jesus Cristo tivesse uma verdadeira mãe humana, reservando a Si próprio a paternidade do Seu Filho, pois desejava estabelecer um novo início que não  se devesse às forças humanas, mas só a Ele. [484-504, 508-510]
A virgindade de Maria não é uma noção retirada da mitologia, mas está ligada à vida de Jesus. Ele nasceu de uma mulher, mas teve um pai biológico. Jesus Cristo é um novo início, instituído no mundo pelo Alto. No Evangelho segundo São Lucas, Maria pergunta ao anjo Gabriel: <<Como será isso, se eu não conheço homem?>> (= não dormi com nenhum homem, Lc 1,34); o anjo respondeu-lhe: <<O Espírito Santo virá sobre ti.>> (Lc 1,35) Embora se tenha troçado da Igreja, desde o princípio, por causa da sua crença na virgindade de Maria, ela sempre acreditou que aqui se tratava de uma virgindade real, e não meramente simbólica."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012. 

"A humilde de São José foi a causa de que ele quisesse deixar Maria, quando percebeu que ela havia concebido. Segundo São Bernardo, ele fez a seguinte reflexão:
Eu sei que ela é virgem, porque nós fizemos o voto de guardar nossa virgindade e pureza, e que ela jamais romperia essa promessa. De outro lado, vejo que ela vai ser mãe. Como pode ser que a maternidade se encontre na virgindade e que a virgindade não impeça a maternidade? Ó Deus, disse de si para consigo, não será ela talvez essa gloriosa Virgem da qual os profetas anunciaram que conceberia e que seria a Mãe do Messias? Se é assim, não permita Deus que eu, tão indigno, permaneça com ela! Melhor será que eu a abandone secretamente, porque não sou digno de habitar em sua companhia."
Referência bibliográfica:
A DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ. Campanha "Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!" Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. 1.ª edição. TSG Serviços Gráficos Editora Ltda - Março de 2012. p. 23.

"A vida de Maria foi marcada pela angústia de estar grávida sem coabitar com José. Naquele tempo, ela poderia ser apedrejada até a morte. Mas o Anjo do Senhor aparece a ela e a José e tudo se resolve."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.


"O NASCIMENTO DE JESUS
Ao chegarem a três milhas de Belém, José notou que Maria estava triste e disse a si mesmo: "Deve ser porque a gravidez a incomoda". Olhando novamente, porém, viu que ela sorria e disse-lhe, "Maria, o que está acontecendo? Às vezes te vejo triste, outras, sorridente..." Ela respondeu: "Dois povos foram-me apresentados aos olhos, um que chora e se desespera; e outro que se alegre e rejubila".
Atingindo a metade do caminho, Maria disse a José: "Desça-me, porque o fruto do meu ventre anseia por vir à luz".
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 31-32.

"Então, a mulher que descia a montanha perguntou: "Onde vais?" José respondeu: "Procuro por uma parteira hebreia". Ela disse: "Sois de Israel?" Respondeu que sim e ela perguntou: "Quem está dando à luz na caverna?" Disse-lhe: "Minha esposa". Ela replicou, "Mas não é tua mulher?" José respondeu, "É Maria, aquela que foi criada no Templo do Senhor. De fato, foi-me dada por mulher, mas não o é, e agora concebe por obra do Espírito Santo". Disse a parteira, "Isso é verdade?" José respondeu, "Vinde e vede". Então a parteira foi com ele.
Chegando à caverna, pararam, pois estava coberta por uma nuvem luminosa. Disse a parteira, "Minha alma foi agraciada, pois meus olhos viram coisas incríveis e a salvação para Israel nasceu!" Então, a nuvem saiu da caverna e de dentro brilhou uma forte luz, de forma que os olhos não conseguiam ficar abertos. E a luz começou a diminuir e viu-se que o Menino mamava no peito de sua mãe, Maria."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 32-33.

"Após o nascimento de Jesus, eles têm que fugir para o Egito porque o rei Herodes queria matar o filho de Deus, como narra o capítulo 2 do Evangelho de Mateus."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.

"Na vida adulta de Jesus, o primeiro acontecimento, narrado nos evangelhos, que nos mostra a presença de Maria na vida de seu Filho é a passagem das bodas de Caná, na Galileia. Uma festa de casamento onde Jesus transforma água em vinho, a pedido de sua mãe."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.


"A sua virgindade materna mostra uma entrega, doação total a Jesus Cristo. A Virgem leva uma vida imersa no fecundo mistério do silêncio, numa atitude de constante contemplação e adoração. Maria torna-se a humilde serva de Deus e dos homens. Eis aqui a serva do Senhor modelo perfeito para a vida do cristão, a qual antes de tudo deve ser serviço.
A maternidade virginal revela, por outro lado, o dom gratuito de Deus aos homens em Jesus Cristo, nascido sem o concurso do homem, sob o poder do Espírito Santo."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 189.

"Os Evangelistas não narram, mas podemos pensar que em muitos momentos da vida de Jesus, sua mãe estava presente. Sempre rezando, intercedendo, observando, sempre em silêncio, guardando tudo em seu coração."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 38.

"Maria é para a Igreja motivo de grande alegria, pois ela participou direta e intimamente na obra redentora de Jesus Cristo e continua velando com amor maternal sobre todos os filhos da Igreja. É a mãe da Igreja, é a Mãe dos povos.
Ela é colaboradora íntima da obra salvadora de seu Filho, é a co-redentora. Sempre vivia em união com seu Filho, acompanhava-o passo a passo, associando-se a Ele, alegrando-se e sofrendo com Ele, amando sempre aqueles que Ele amava.
Na vida de Maria tudo se refere a Cristo e tudo depende dele. Toda a sua vida se realizou em plena comunhão com seu Filho, a união mais forte e mais perfeita que já houve aqui na terra.
Maria disse na hora da anunciação: faça-se em mim segundo a tua palavra. Deu o seu sim a tudo o que desse e viesse do futuro."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 185-186.

"Maria foi a companheira fiel de Jesus em todos os caminhos. A maternidade divina levou-a a uma entrega total pela salvação do mundo e redenção dos homens. Realmente é co-redentora do gênero humano.
Em Maria Deus se fez carne, por isso Maria é ponte de união entre o céu e a terra. Assim como Deus se fez carne com Maria, também o Evangelho de seu Filho se fez carne em Maria, pois nela o Evangelho encontra a sua maior concretização, ela é o Evangelho vivo e encarnado. Sem Maria o Evangelho se desencarna, desfigura e transforma-se em alegoria (Puebla 301)."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 186.

"82 Não é chocante chamar "mãe de Deus" a Maria?
Não. Quem chama mãe de Deus a Maria confessa que o seu Filho é Deus. [945, 509]
Quando os primeiros cristãos discutiam quem era Jesus, o termo theotokos ("geradora de Deus") tornou-se sinal de reconhecimento da interpretação fidedigna da Sagrada Escritura: Maria não deu à luz simplesmente um ser humano, que após o nascimento tivesse "tornado" Deus; o seu Filho era, já no ventre, o verdadeiro Filho de Deus. Esta questão, antes mesmo de ser um assunto mariológico, é novamente um tema  relacionado com o fato de Jesus ser simultaneamente verdadeiro homem e verdadeiro Deus."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012.

"85 De que modo Maria também é a nossa mãe?
Maria é nossa mãe porque Cristo, o Senhor, no-la deu por mãe. [963-966, 973]
<<Mulher, eis o teu filho!... Eis, a tua mãe!>> (Jo 19,27)
Estas frases, que Jesus pronunciou a João da Cruz, foram sempre entendidas como uma entrega de toda a Igreja a Maria. Portanto, Maria também é nossa mãe. Podemos invocá-la e pedir-lhe intercessão junto de Deus."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012. 

"Mesmo Maria estando agora gloriosa no céu, ela atua na terra. Com amor materno ela cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam na terra. Seu amor aos filhos faz ela aparecer, às vezes, na terra de uma maneira visível, a fim de dar as suas mensagens para o bem da humanidade como provam as muitas aparições de Nossa Senhora reconhecidas pela Igreja.
Maria tem um coração de mãe tão grande como o mundo e intercede pelos povos junto a seu Filho Jesus sem cessar. Daí a fé popular deposita nas mãos de Maria, Rainha e Mãe, o destino das nações.
Maria é educadora da fé. Ela cuida que o Evangelho penetre na vida de cada um e produza os frutos de santidade."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 187-188.


"JESUS É DESCIDO DA CRUZ
V. Nós vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Ponto de medição
Consideremos, nesta décima terceira estação, a aflição e a dor de Maria ao ver entre os seus braços o cadáver ensanguentado de seu Divino Filho.
Proponhamo-nos a nunca mais renovar, com nossos pecados, um tão grande tormento, os quais são uma nova crucifixão de Jesus.
Oração
Rogai por nós, ó grande Virgem, porquanto o número de nossos pecados deu a morte àquele que era imortal. Arrependo-me quanto posso e desejo confessar qualquer sofrimento que se faça necessário para que eu não renove com a minha morte a crucifixão de Vosso Filho. Vós, porém, ó Maria, que bem sabeis o quanto eu sou frágil e inconstante, obtende-me as forças para ser sempre fiel a tão indispensável propósito.
V. Tende piedade de nós, Senhor.
R. Tende piedade de nós!
V. Pela misericórdia de Deus, descansem em paz as almas dos fiéis defuntos!
R. Amém!"
Referência bibliográfica:
VIA SACRA. Santo Afonso Maria de Ligório. Campanha "Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!" Sociedade Brasileira de Defesa e Tradição, Família e Propriedade. 1ª edição. Editora Copypress Ind. Gráfica Ltda. Fevereiro de 2009. p. 31.

CONSAGRAÇÃO DE SI MESMO A JESUS CRISTO, SABEDORIA ENCARNADA PELAS MÃOS DE MARIA.
Ó Sabedoria eterna e increada! Ó muito amável e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho único do Pai Eterno e de Maria sempre virgem, eu vos adoro profundamente no seio e nos esplendores de vosso Pai desde a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa digníssima Mãe, no tempo da vossa encarnação.
Eu vos dou infinitas graças por vos terdes querido assim aniquilar, tomando a forma de escravo, para me tirar da escravidão do demônio.
Eu vos louvo e glorifico, por vos terdes querido submeter em tudo a Maria, vossa santa Mãe, a fim de me tornar por ela vosso fiel escravo. Mas ah! Quanto sou ingrato e infiel: não tenho guardado as promessas que fiz solenemente no batismo; não tenho cumprido as minhas obrigações; não mereço ser chamado vosso filho, nem mesmo vosso escravo; e como nada há em mim que não mereça a vossa ira e o vosso desprezo, não me atrevo a aproximar-me da vossa santíssima e augustíssima Majestade.
Nestas condições, recorro à intercessão da vossa santíssima Mãe, que vós me destes como Medianeira junto de vós, e é por seu intermédio que espero obter de vós a contrição e o perdão de meus pecados, e adquirir e conservar a sabedoria.
Saúdo-vos, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo da Divindade, onde a Sabedoria eterna oculta, quis ser adorada pelos anjos e pelos homens; saúdo-vos, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo quanto existe abaixo de Deus.
Saúdo-vos, refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia não falta a ninguém; escutai os desejos que tenho da sabedoria divina, e recebei para este fim os votos e oferecimentos que a minha baixeza vos apresenta.
Eu, ..., pecador infiel, renovo e ratifico hoje nas vossas mãos as promessas do batismo; renuncio para sempre a satanás, às suas pompas e às suas obras, e entrego-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria encarnada, para levar a minha cruz todos os dias da minha vida, e ser mais fiel para o futuro do que tenho sido até hoje.
Escolho-vos hoje, em presença de toda a corte celeste, por minha Mãe e Senhora; entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo de amor, o meu corpo, a minha alma, os meus bens interiores e exteriores, e mesmo o merecimento das minhas boas obras, presentes, passadas e futuras, deixando-vos um inteiro e pleno direito de dispor de mim e de tudo quanto me pertence, sem exceção de coisa alguma, segundo o vosso agrado, para maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.
Recebei, ó Virgem benigna, esta pequena oferta da minha escravidão, em honra e união de submissão, que a Sabedoria eterna  quis prestar  à vossa maternidade; em homenagem ao poder que ambos tendes sobre este pequeno verme e miserável pecador, e em ação de graças pelos privilégios com que a Santíssima Trindade vos favoreceu.
Protesto que quero doravante procurar a vossa honra e obedecer-vos em todas as coisas como vosso verdadeiro escravo.
Ó Mãe admirável, apresentai-me ao vosso amado Filho na qualidade de escravo perpétuo, a fim de que, tendo-me resgatado por vós, venha a receber-me por vós.
Ó mãe de misericórdia, dai-me a graça de obter a verdadeira sabedoria de Deus e de ser colocado para isso no número daqueles que vós amais, ensinais, conduzís, nutrís e protegeis como vossos filhos e escravos.
Ó Virgem fiel, tornai-me em tudo um discípulo tão perfeito, escravo e imitador da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que chegue pela vossa intercessão e o vosso exemplo à plenitude da sua idade na terra e da sua glória no céu.
Composta por São Luis Maria de Montfort.
(Indulgência Plenária na Festa da Imaculada Conceição; cond. cost.)."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 429-433.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Fórmula breve de consagração, proposta por Montfort em suas missões:
Eu me dou inteiro a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, para carregar após ele a minha cruz, todos os dias da minha vida.
(Contrato de aliança com Deus, n. 1; OC, pp. 824 e 826.)"
Referência bibliográfica:
LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. René Laurentin. Tradução Mariana Ribeiro Echalar. (Coleção Testemunhas. Série Santos.) São Paulo: Paulinas, 2002.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CRISTO REI

"FESTA DE CRISTO REI
último domingo de outubro

Celebra a Igreja esta festa reconhecendo o Filho de Deus feito homem como supremo Rei, Redentor, Sacerdote, Legislador e Juiz, para desfazer a tentativa dos ímpios, que negam a realeza universal de Jesus, e, por conseguinte, não lhe querem estar sujeitos por uma incondicional obediência.

ORAÇÃO
Ó Deus onipotente e eterno, que quisestes renovar o universo no vosso dileto Filho, Rei universal, concedei propício que todas as famílias das nações desunidas pela chaga do pecado se submetam ao seu suave império. Pelo mesmo Cristo, Senhor Nosso. Amém.

CONSAGRAÇÃO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
(prescrita para a Festa de Jesus Cristo-Rei)
Dulcíssimo Jesus, Redentor do gênero humano, lançai sobre nós, que humildemente estamos prostrados diante do vosso altar, os vossos olhares. Nós somos e queremos ser vossos; e, a fim de podermos viver mais intimamente unidos a vós, cada um de nós se consagra espontaneamente, neste dia, ao vosso Sacratíssimo Coração.
Muitos há que nunca vos conheceram; muitos, desprezando os vossos mandamentos, vos renegaram. Benigníssimo Jesus, tende piedade de uns e de outros, e trazei-os todos ao vosso Sacratíssimo Coração.
Senhor, sede Rei não somente dos fiéis, que nunca de vós se afastaram, mas também dos filhos pródigos, que vos abandonaram; fazei que estes tornem, quanto antes, à casa paterna, para não perecerem de miséria e de fome.
Sede Rei dos que vivem iludidos no erro, ou separados de vós pela discórdia;  trazei-os ao porto da verdade e à unidade da fé, a fim de que, em breve, haja um só rebanho e um só pastor.
Sede Rei de todos aqueles que estão ainda sepultos nas trevas da idolatria e não recuseis conduzí-los todos à luz e ao Reino de Deus.
Volvei enfim um olhar de misericórdia aos filhos do que foi outrora vosso povo escolhido; desça também sobre eles, num batismo de redenção e de vida, aquele sangue que um dia sobre si invocaram.
Senhor, conservai incólume a vossa Igreja, e dai-lhe uma liberdade segura e sem peias; concedei ordem e paz a todos os povos; fazei que, dum polo a outro do mundo, ressoe uma só voz:
- Louvado seja o Coração divino que nos trouxe a salvação; honra e glória a ele por todos os séculos. Amém.
(5 anos de Indulgência - plen. rec. mens. cond. cost.;
7 anos dos que assistirem ao mesmo ato de consagração com as Ladainhas do Sagrado Coração de Jesus, diante do Santíssimo Coração, exposto, na Festa de Cristo-Rei, em qualquer Igreja ou oratório público e também semi-público, contanto que seja legitimamente usado, e se além disso se confessarem, comungarem e rezarem nas intenções do Papa podem lucrar uma Indulgência Plenária.).

ORAÇÃO A JESUS CRISTO-REI
Ó Cristo Jesus, reconheço-vos como Rei universal.
Tudo o que foi feito, para vós foi criado. Exercei sobre mim os vossos direitos. Renovo minhas promessas do Batismo, renunciando a Satanás , às suas pompas e às suas obras e prometo viver como bom cristão. E muito particularmente prometo triunfar, pelos meios ao meu alcance, os direitos de Deus e da vossa Igreja.
Divino Coração de Jesus, ofereço-vos minhas pobres ações para alcançar que todos os corações reconheçam vossa realeza sagrada e assim se estabeleça no universo inteiro o reino de vossa paz. Assim seja.
(Indulgência Plenária uma vez por dia, - cond. cost.).

ORAÇÃO DO CARDEAL LEME PELO CLERO BRASILEIRO
V. Deixai, ó Jesus, que no vosso Coração eucarístico depositemos as mais ardentes preces pelo nosso clero.
R. Multiplicai as vocações sacerdotais em nossa Pátria.* Atraí ao vosso altar os filhos do nosso Brasil.* Chamai-os com instância ao vosso ministério.
V. Conservai na perfeita fidelidade ao vosso serviço aqueles a quem já chamastes. Afervorai-os, purificai-os, santificai-os, não permitindo que se afastem do espírito da vossa Igreja.
R. Não consintais, ó Jesus,* nós Vos suplicamos,* que debaixo do céu brasileiro,* sejam, por mãos indignas,* profanados os vossos mistérios de amor.
V. Também vos pedimos com instância:
R. Deixai que a misericórdia do vosso Coração* vença a vossa justiça divina em prol daqueles* que se recusaram à honra da vossa vocação sacerdotal* ou desertaram das fileiras sagradas.
V. Por vossa Mãe, Maria Santíssima, Medianeira de todas as graças e Rainha dos sacerdotes, atendei, Jesus, a esta nossa insistente oração.
R. Ó Maria,* ao vosso Coração Imaculado,* confiamos o nosso clero:* Guiai e guardai-o,* protegei e salvai-o.
Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
(Indulgência de 07 anos. Indulgência Plenária, se rezada diariamente durante um mês, nas condições de costume. - S. Pen. Ap. 17-05-1927; 18-03-1932)."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 405-410.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).


"ORAÇÃO
S - Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, Rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.
T - Amém."
Referência bibliográfica:
O DIA DO SENHOR. Arquidiocese de Porto Alegre. Ano XLVI. 25/11/2018. R14. Ano B, nº 2753. Tempo Comum - Cristo Rei. Pallotti ArtLaser: Porto Alegre, 2018.

Rei... Rei... JESUS é nosso Rei.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

AÇÃO CATÓLICA


"Ação Católica
Ação Católica é, na frase de Pio XI, que a fundou e lhe traçou diretrizes certas, "a participação dos leigos no apostolado hierárquico".
O próprio Cristo confiou aos Apóstolos e seus sucessores a propagação da sua Igreja, revestindo-os dos poderes necessários para isso. Em consequência do Batismo e da Confirmação e pela posse da graça santificante somos todos filhos de Deus e irmãos uns dos outros, com obrigação de nos amarmos. Desta maneira também o leigo tem o direito e o dever de dar testemunho prático da sua fé cristã, sobretudo na roda da sua família e da sociedade em que vive. Semelhante apostolado sempre existiu como necessário às almas. Porém a Ação Católica vai mais longe.
A hierarquia convoca os leigos e lhes confere a missão de colaborar diretamente na cura das almas, sempre sob a direção imediata dos Ministros da Igreja. Não é uma participação na missão Sacerdotal nem Sacramental, mas apenas no apostolado, quer dizer a conquista das almas para Deus. Donde se vê que a sua atuação é religiosa, e se pode exercer em todas as camadas sociais.
No Brasil, e em quase todos os países, a Ação Católica divide-se em quatro ramos fundamentais: para homens, senhoras, moços e moças. - Não deixe de inscrever-te num desses ramos, a não ser que já pertenças à Congregação Maria.

ORAÇÃO DA AÇÃO CATÓLICA
Ó Jesus, Cristo Rei Eucarístico, cremos que estais verdadeiramente presente no Santíssimo Sacramento do altar. Cremos que, para a nossa salvação, vos imolais, todos os dias, no Santo Sacrifício da Missa e que fortaleceis nossas almas dando-vos como alimento na Santa Comunhão. Fazei, Senhor, que todos sempre vos conheçam, adorem e amem no Sacramento do vosso infinito amor.
Ó Jesus, Cristo Rei Eucarístico, concedei-nos a paz social, baseado na Justiça e na Caridade do vosso Divino Coração. Assim seja.
Coração Eucarístico de Jesus, venha a nós o vosso reino!
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira e Rainha do Brasil, rogai por nós!


A ORAÇÃO DA JUVENTUDE CATÓLICA
Pai nosso que estais nos céus, queremos consagrar-vos nossa juventude, a fim de preparar desde agora a fidelidade sem desfalecimento de toda a nossa vida.
Dai-nos a graça de conservar corajosamente a pureza de nossas almas.
Afirmai em nossos corações a vontade de viver segundo a vossa vontade, de ser em toda a parte e sempre as testemunhas da verdade que nos confiastes para fazê-la irradiar sobre o mundo.
Dai-nos a compreensão do sacrifício de nosso Cristo, a fim de que estejamos prontos para todos os sacrifícios que nos pedirdes.
Forjai-nos uma alma fraternal para com todos os homens, que, em todas as classes da sociedade e em todas as nações do mundo, procuram o reino da Justiça.
Dai-nos a fé conquistadora dos Apóstolos, para que sejamos dignos de sermos os irmãos de nosso Redentor. Assim seja.


ORAÇÃO DO ASPIRANTE DA AÇÃO CATÓLICA
Ó Jesus, eu te adoro, eu te amo e quero fazer-te amar pelos outros. Com o auxílio de Maria Santíssima, tua Mãe e Mãe minha, quero ser puro nas ações, nas palavras e afetos.
Por teu amor serei obediente, trabalhador e leal.
Aceita a dor sincera dos meus pecados e fortifica-me nas tentações, bom com todos, pronto para o sacrifício e cada dia mais alegre por ser teu aspirante. Assim seja."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 410-413.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA

Nossa Senhora Aparecida
12 DE OUTUBRO

"Encontrada por três pescadores no século XVIII, a imagem de Nossa Senhora Aparecida se transformou na Padroeira do Brasil.

Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, pescadores da Vila de Guaratinguetá (SP), foram incumbidos, numa época não favorável à pescaria, de alimentar o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, governador da província de São Paulo e Minas Gerais, com peixes na região. Assim decretou a Câmara de Guaratinguetá. Desceram o Rio Paraíba, a noite toda, e nada conseguiram. Após muitas tentativas sem sucesso chegaram ao Porto Itaguaçu.
Depois de lançadas as redes, João Alves sentiu que alguma coisa pesava. Ao puxá-la, surgiu o corpo de uma imagem, mas sem a cabeça, que foi colocada no fundo do barco. Mais uma vez as redes foram lançadas, na tentativa de achar peixes e, de repente, surgiu a cabeça enegrecida da imagem. João Alves uniu corpo e rosto. Justinhos. E concluiu que aquilo só poderia ser um milagre. Benzeram-se os três pescadores, enrolaram os pedaços em um pano e continuaram a pescaria. Foi quando os peixes começaram a aparecer aos montes, como se fossem guiados para as canoas, a ponto de temerem pela integridade dos barcos.
A imagem ficou com a família de Felipe Pedroso durante 15 anos, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança passaram a se reunir para rezar. A devoção cresceu no meio do povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da Virgem. A fama dos poderes extraordinários daquela Nossa Senhora se espalhou pelas regiões do Brasil.
Um episódio chamou a atenção da comunidade da época. Certa vez, ao rezar o terço, devotos perceberam que duas velas se apagaram no altar, o que era muito estranho, porque aquela noite estava particularmente calma.
Uma fiel chamada Silvana da Rocha, que acompanhava o terço, insistiu em acender as velas mais uma vez, mas - para a surpresa de todos - elas se acenderam sozinhas, sem que ninguém as tocasse. Um perfeito milagre.
Com todos esses eventos, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros, por volta de 1734. Aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745 o número de fiéis aumentava de tal forma que, em 1834, iniciaram a construção de uma igreja maior, hoje conhecida como Basílica Velha."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 60.

"A imagem
A cor acanelada com que hoje é conhecida deve-se ao fato de ter sido exposta, durante anos, ao picumã das chamas das velas e dos candeeiros. Seu estilo é seiscentista, como atestam alguns especialistas que a estudaram. É de terracota (de argila), modelada e cozida em formo apropriado, com 40 centímetros de altura."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 60.

"Chama a atenção a forma sorridente dos lábios, queixo encastoado e, no centro, uma covinha, cabelo penteado e com flores em relevo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.
Todos esses detalhes se encontram na imagem e, por isso, os especialistas Dom Clemente da Silva Nigra e Dom Paulo Lachenmayer, concluíram que a Nossa Senhora foi esculpida pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 60-61.

"Coroada em 8 de setembro de 1904, a peça passou a usar oficialmente a coroa ofertada pela Princesa Isabel, em 1884, bem como o manto azul-marinho.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Oficial, em 1929, por determinação do Papa Pio XI."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 61.

"CONSAGRAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA
Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de meu Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores, Refúgio e Consolação dos aflitos e atribulados. Ó Virgem Santíssima, cheia de poder e bondade, lançai sobre nós um olhar favorável para que sejamos socorridos em todas as necessidades em que nos achamos.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida, que não consta que nenhum dos que têm a Vós recorrido, invocado vosso Santíssimo Nome e implorado vossa singular proteção, fosse por Vós abandonado. Animado com esta confiança a Vós recorro, Vos tomo de hoje para sempre por minha mãe, minha protetora, minha consolação e guia, minha esperança, minha luz na hora da morte. Assim, pois, Senhora, livrai-me de tudo que possa ofender-Vos e a Vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e meu Senhor Jesus Cristo. Virgem bendita, preservai a este vosso indigno servo, a esta casa e seus habitantes, da peste, fome, guerra, trovões, raios, tempestades e outros perigos e males que nos possam flagelar. Soberana Senhora, dignai-Vos, dirigir-nos em todos negócios temporais e espirituais, livrai-nos da tentação do demônio para que, trilhando pelo caminho da virtude, pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade e do Preciosíssimo Sangue de vosso Filho, Vos vamos ver, amar e gozar na eterna glória por todos os séculos dos séculos. Assim seja."
Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). p. 260-261.

"ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO BRASIL
Ó Deus de misericórdia, assim como a imagem da Mãe de Deus ficou intacta no incêndio ocorrido na igreja de Santo Efrém, em Nápoles, na Itália, apagai o ímpeto de nossas paixões e socorrei a nossa fraqueza e concedei-nos ressurgir de nossos pecados pela intercessão de Maria, cuja memória celebramos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. (Por Cristina Livramento). Artes Sacras. Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 97.


CANTO:
"GRAÇAS DEMOS À SENHORA
1. Graças demos à Senhora
    que por Deus foi escolhida
    /:para ser a Mãe de Cristo
    a Senhora Aparecida.:/
2. Virgem Santa, Virgem bela,
    Mãe amável, Mãe querida,
    /:amparai-nos, socorrei-nos,
    ó Senhora Aparecida,:/
3. Nos momentos de perigo
    que são tantos nesta vida:
    /:Confiantes recorramos,
    à Senhora Aparecida.:/
4. Protegei a Santa Igreja,
    nossa mestra, nosso guia.
    /:Protegei a nossa Pátria,
    ó Senhora Aparecida!:/
5. Pelos lares brasileiros,
    pela infância desvalida.
    /:Oh! Velai maternalmente,
    Virgem Mãe Aparecida!:/
6. E na hora derradeira,
    ao sairmos desta vida,
    /:suplicai a Deus por nós,
    Virgem Mãe, Aparecida!:/"
Referência bibliográfica:
A COMUNIDADE CANTA em comunhão e participação. Arquidiocese de Porto Alegre - RS.  11.ª edição 10.000 exemplares. 10.04.1993 Pallotti. p. 153.