sábado, 20 de janeiro de 2018

UM DIA... A VIDA ETERNA!

"EXERCÍCIO DE PREPARAÇÃO PARA UMA BOA MORTE

"Estai preparados, porque o Filho do Homem virá na hora em que menos o pensardes".
(Lc. 12, 40).

"A morte dos pecadores é péssima".
(S. 33)

"Preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus Santos".
(S. 115).

"Bem-aventurados os mortos que morrem no Senhor, porque as obras deles os seguem".
(Apoc. 14, 13).

Nota: A nossa eterna salvação depende da graça de uma boa morte. Conseguirás esta graça inestimável pela oração frequente e pela preparação prática para a morte. Não julgues que este exercício piedoso e salutar tornará triste e amarga a tua vida. Pelo contrário, trará paz a tua alma e grande alívio na hora da morte.
A lembrança da morte preservar-te-á de pecados dando força contra as tentações; teu fim será precioso e o trânsito feliz à vida eterna. A morte, porém, dos que para ela não se preparam é péssima e porta do inferno. "Vigiai, porque não sabeis, quando o senhor virá".
Escolhe, pois, um dia em cada mês para consagrá-lo ao negócio de tua eterna salvação. Livra-te, quanto possível, dos negócios temporais e recebe nesse dia os Sacramentos da Confissão e Comunhão, tão devotamente como se fora a última vez. Depois, numa hora mais tranquila e livre, recolhe-te na presença de Deus, no teu quarto ou na Igreja, diante do tabernáculo, lembrando-te vivamente de tua morte e última agonia. Para este exercício servem as seguintes devoções e leituras, que nos horrores da morte talvez não possa fazer.

ATO DE FÉ
Creio em um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Creio em Jesus Cristo, Filho de Deus, que se fez homem, morreu na cruz para me dar a vida eterna.
Creio tudo o que crê e ensina a santa Igreja Católica, porque Vós, meu Deus, que sois a mesma verdade, o revelastes.
Protesto solenemente na vossa presença, ó meu Deus, e na presença de meu Anjo, que quero morrer verdadeiro filho da santa Igreja, e que tenho horror a todos os pensamentos contrários à fé, que o inimigo infernal procure sugerir-me na minha agonia.
Sim, meu Senhor Jesus Cristo, a despeito de todas as ignomínias de vossa dolorosa morte, eu creio que Vós sois o verdadeiro Filho de Deus vivo.

Olhando para o Crucifixo e beijando-o:
Aumentai a minha fé, ó Jesus!

ATO DE ESPERANÇA
Meu Deus, ainda que o grande número de meus pecados e sua enormidade me tornem indigno de perdão, contudo o espero de Vós pela vossa imensa bondade e misericórdia infinita. 
Vós sois, ó meu Deus, todo o meu amparo; tenho confiança inabalável em Jesus Cristo, vosso amado filho, e nas vossas divinas promessas, pelas quais Vos suplico que me recebais na hora de minha morte, a fim de que eu viva eternamente convosco.

Beijando o Crucifixo:
Meu Salvador, meu amado Jesus, vendo-Vos morrer na cruz, e derramar pela minha salvação todo o sangue de vossas veias, qual não deverá ser a minha esperança!
Em Vós, Senhor, espero; não serei confundido eternamente.
Vós, Senhor, sois meu refúgio na hora de minha morte. Fortificai a minha esperança!


ATO DE CARIDADE
Majestade amabilíssima, eu Vos amo mais que a vida, e contente a perderei, sacrificando-a por amor de Vós.
Eu Vos amo de todo o meu coração, sobre todas as coisas, porque Vós sois digno de todo o amor.
Amo também o meu próximo, e mesmo os meus inimigos por vosso amor. Ó meu Deus, peço perdão de todo o meu coração àqueles que ofendi, e de boa vontade perdoo aos que me querem mal, e aos que me têm feito.

Olhando para o Crucifixo:
"Meu pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem"; perdoais-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.


ATO DE CONTRIÇÃO
Meu Deus e Senhor, tende piedade de mim segundo a vossa grande misericórdia; e segundo o excesso de vossa piedade, perdoai-me todos os meus pecados.
Ó meu Deus, quanto fui ingrato! Mas eu Vos ofereço em união com o precioso Sangue de meu divino Salvador, em satisfação de minhas culpas, um coração extremamente arrependido, e uma alma submersa na amargura de seu íntimo pesar.
Ó dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador!
(300 dias de Indulgência).


ATO DE RESIGNAÇÃO
Seja feita a vossa vontade, ó meu Senhor, e não a minha. Quereis, meu Deus, que eu morra? Eu me submeto e me entrego absolutamente aos vossos santos juízos; adoro-os com todo o afeto de minha alma, dizendo-Vos do íntimo do meu coração e em espírito com Jesus Cristo, vosso amado Filho: "Meu Pai, se não for possível que este cálice passe, sem que eu o beba, cumpra-se a vossa vontade".


ATO DE AGRADECIMENTO
Ó meu Deus, com a mais profunda humildade Vos rendo graças pelos anos de vida e de saúde que me concedestes, e também pelas dores que sofro, e que hei-de sofrer na hora de minha morte, pois que tudo provém do vosso amor.
Dou-Vos igualmente graças, e jamais cessarei de Vô-las dar por todos os benefícios que durante a minha vida recebi da vossa bondade.
Bendirei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor esteja sempre em minha boca.
Bendito sois Vós, Senhor, no firmamento do céu, e louvável e glorioso para sempre!


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA BOA MORTE

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós. Ó refúgio dos pecadores, Mãe dos agonizantes, não nos desampareis na hora da morte, mas alcançai-nos dor perfeita, contrição sincera, remissão dos nossos pecados, digna recepção do Santíssimo Viático, a fortaleza do Sacramento da Extrema-Unção, para que possamos seguros apresentar-nos ante o trono do justo, mas também misericordioso Juiz, Deus e Redentor nosso. Amém.
(500 dias de Indulgência).


LEITURA ESPIRITUAL
I
Bem depressa te concluirás neste mundo. Olha, pois, como vives. Hoje está vivo o homem e amanhã já não existe! Que cegueira e dureza a do coração humano, que só pensa no presente, sem cuidar no futuro! De tal modo te deves conduzir em todos os teus pensamentos e em todas as tuas obras, como se hoje mesmo houveras de morrer.
Se tivesses boa consciência, não temerias muito o amanhã. O dia seguinte é incerto: e como sabes que o terás? Nem sempre a longa vida nos emenda, antes aumenta as culpas. Se morrer é tão medonho, muito mais talvez ainda seja viver por muito tempo.
II
Ditoso quem sempre medita na hora da morte e para ela se dispõe, cada dia. Lembra-te pela manhã de que podes não chegar à noite; chegando porém à noite, não contes chegar até à manhã. Assim a morte não te encontrará despercebido.
Muitos morrem inesperada e repentinamente, pois que, quando menos pensam, o Filho do Homem chegará. Quando vier esta última hora, bem diversamente começarás a julgar toda a tua vida passada, e muito te arrependerás de teres sido tão negligente e remisso.
O que te dará grande confiança de morreres venturosamente, é o perfeito desprezo do mundo, a penitência, a obediência, a renúncia de ti mesmo e a paciência em sofrer qualquer adversidade por amor de Jesus.
Tendo boa saúde, muito fácil te é praticar o bem; uma vez porém doente, não sei de que serás capaz; poucos se emendam com as enfermidades. Não defiras para mais tarde a tua salvação; melhor é fazer com tempo, providenciar as boas obras e enviá-las antecipadamente, do que esperar no socorro dos demais; pois os homens se esquecerão de ti, mais cedo do que pensas. Agora é o tempo precioso; agora são os dias da salvação; agora é o tempo favorável.
Mas que pena, que não o gastes mais utilmente, podendo conseguir com ele o viver eternamente. Virá porém o momento de desejares um dia ou uma hora para emendar-te; e não sei se o conseguirás.
III
Olha, meu caro irmão, de quantos perigos te poderias livrar, de quantos temores fugir, se estiveras sempre temoroso e desconfiado da morte. Procura agora viver de tal modo que na hora da morte possas antes te alegrar do que temer. Aprende agora a desprezar tudo para que então comeces a viver com Jesus. Castiga agora o teu corpo pela penitência, para que então possas ter confiança certa.
Que loucura a de cuidares que hás-de viver muito tempo, se um só dia não tens seguro? Quantos se deixaram enganar e de improviso, foram arrancados ao corpo! A vida do homem como sombra passa em um instante.
Faze agora, meu amigo, o que te for possível. Enquanto tens tempo, cuida de tua salvação e não te preocupes senão com as coisas de Deus.
Venerando os Santos de Deus e imitando-lhes a vida, faze agora deles os teus amigos, de sorte que, quando venhas a morrer, sejas por ele recebido nos tabernáculos eternos.
Vive sobre a terra como peregrino e hóspede que nada tem a ver com os negócios do mundo. Conserva o teu coração livre e levantado para Deus, porque aqui não tens morada permanente. Para o céu é que deves dirigir todos os dias as tuas preces e os teus gemidos para que depois da morte mereças a felicidade de passar para o Senhor. Amém.
(Imit. I, 23).


ENCOMENDAÇÃO A JESUS
(com as suas últimas sete palavras)
Ó divino Jesus, Filho encarnado de Deus, que para a nossa salvação Vos dignastes nascer num estábulo, viver em pobreza, aflições e miséria, e morrer nos tormentos da cruz, eu Vos rogo que, na hora da minha morte, digais a vosso eterno Pai: "Meu Pai, perdoai-lhe!" Dizei então a vossa Mãe: "Eis aí teu filho". Dizei à minha alma: "Ainda hoje estarás comigo no paraíso". "Meu Deus, meu Deus!" Não me desampareis naquela hora. "Tenho sede!" Oh sim, meu Deus minha alma suspira por Vós que sois a fonte de águas vivas. A vida passa como a sombra e em breve "tudo estará consumado". Portanto, ó meu adorável Salvador, "em vossas mãos encomendo o meu espírito", desde este momento e por toda a eternidade. Senhor Jesus, recebei o meu espírito. Amém.
(300 dias de Indulgência).


ATO DE ACEITAÇÃO
Meu Senhor e meu Deus, Vós bateis à minha porta; aqui tendes o meu coração aberto para Vos receber; estou pronto a passar à outra vida, logo que assim o queirais.
Sois justo, Senhor, e reto é o vosso juízo. Adoro a vossa eterna justiça, e confesso diante do céu e da terra: Mereço a morte por minha culpa, por minha culpa, por minha tão grande culpa.
Ah meu Pai, devo algum dia morrer e descer ao sepulcro. Que castigo tão doloroso! Mas se é grande a vossa justiça, maior é a vossa misericórdia. Vosso divino Filho, Jesus Cristo, meu Salvador, morreu por mim, livrando-me da morte eterna e suavizando os horrores da morte temporal. Se eu aceitar e sofrer a morte por vosso amor, ela será um ato heroico, um sacrifício sublime que Vos agrada.
Assim morreu Maria santíssima, minha Mãe, e sua morte foi preciosíssima; assim morreram os Santos, e sua morte foi o trânsito feliz à vida eterna.
"Portanto, senhor, meu Deus, desde já aceito de vossa mão, com resignação e de boa vontade, qualquer gênero de morte, conforme Vos aprouver, com todas as suas angústias, penas e dores". (O fiel cristão que, em qualquer dia, tendo-se confessado e comungado, disser estas palavras, ganhará uma Indulgência Plenária na hora da morte.).
Aceito a morte, ó meu Deus, para Vos reconhecer por supremo Senhor da vida e da morte, e para adorar assim com a mais profunda humildade a vossa divina Majestade.
Aceito a morte, meu Deus, como Jesus, em espírito de gratidão e amor. Oh, quanto me amastes, desde toda a eternidade! Como poderei retribuir-Vos os inúmeros benefícios que me fizestes? Nada tenho neste mundo que me seja mais caro que a vida, eu vô-la dou, de boa vontade, em testemunho do meu amor e de minha gratidão. Quero morrer, para Vos mostrar o meu amor.
Aceito a morte, ó meu Deus, pelo zelo de vossa honra, como uma confissão pública que faço dos meus pecados, diante de vossa divina Majestade, diante dos Anjos e dos homens e diante de todas as criaturas, como um suplício que quero sofrer em desagravo e reparação de todos os pecados do mundo, e para restituir-Vos, quanto me é possível, a glória que Vos tirei durante a minha vida.
Enfim aceito e ofereço-Vos a minha agonia e morte, para chamar sobre mim e sobre todos os homens as graças de vossa divina misericórdia. Ofereço-Vos, meu Deus, a minha morte, em união com a sagrada paixão e morte de Jesus, pelo Coração Imaculado de Maria, para consolar os aflitos, para converter os pecadores, para ajudar os moribundos e para livrar as almas do purgatório. Assistí-me, Senhor e meu Deus, para que assim minha morte, ainda que dolorosa, seja ao mesmo tempo preciosa, pelos merecimentos de Jesus e pela intercessão de Maria. amém.


LADAINHA
para obter uma boa morte
Ó Jesus, meu senhor e Deus de toda a bondade, Pai de misericórdia, eu me apresento diante de Vós com o coração humilhado, contrito e confuso; imploro a vossa misericórdia para a minha última hora, e para o que depois dela me espera.
Quando os meus pés imóveis me advertirem que a minha carreira neste mundo está próxima a terminar, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando minhas mãos trêmulas e entorpecidas já não puderem sustentar vossa imagem, o crucifixo, e a meu pesar o deixarem cair sobre o leito de dores, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando os meus olhos, já virados e ofuscados pelos horrores da morte iminente, se fixarem em Vós com um olhar lânguido e moribundo, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando os meus lábios frios e trêmulos pronunciarem pela última vez o vosso Nome adorável, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando as minhas faces pálidas e lívidas inspirarem aos circunstantes compaixão e terror, e os meus cabelos, banhados em suor da morte, anunciarem estar próximo o meu fim, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando os meus ouvidos, próximos a cerrarem-se para sempre aos discursos dos homens, se abrirem para escutar vossa voz que então pronunciará a irrevogável sentença que fixará minha sorte por toda a eternidade, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando minha imaginação, agitada de horrendos e temerosos fantasmas, estiver submersa em mortais tristezas; quando o meu espírito, perturbado ao aspecto de minhas iniquidades e pelo temor da vossa justiça, lutar contra o anjo das trevas a querer privar-me da vista consoladora de vossas misericórdias e precipitar-me no abismo da desesperação, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando o meu débil coração, oprimido das dores da enfermidade, e tomado dos horrores da morte, estiver extenuado dos esforços que houver feito contra os inimigos da minha salvação, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando derramar as últimas lágrimas, sintomas da minha destruição, recebei-as ó meu Jesus, em sacrifício expiatório, para que eu expire como vítima verdadeira vítima de penitência; e naquele temível momento, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando os meus parentes e amigos, em torno de mim, se enternecerem ao ver meu lastimoso estado e por mim invocarem o vosso Nome, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando eu tiver perdido o uso de todos os meus sentidos, e o mundo inteiro tiver desaparecido diante de mim; quando eu gemer nas aflições e angústias da última agonia, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando as últimas ânsias do coração forçarem a minha alma a sair do corpo, aceitai-as como efeito de uma santa impaciência de me chegar a Vós, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando a minha alma, como voando pelos meus lábios, sair para sempre deste mundo e deixar o meu corpo pálido, frio e sem vida, aceitai esta destruição do meu ser terrestre, como uma homenagem que de boa vontade presto à vossa divina Majestade, e então - ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!
Quando, finalmente, a minha alma comparecer diante de Vós, e vir pela primeira vez o resplendor imortal de vossa Majestade, não a expulseis da vossa face, mas dignai-Vos de me receber no seio amoroso de vossa misericórdia, para que eu cante eternamente as vossas misericórdias, ó misericordioso Jesus, tende piedade de mim!


AO PAI ETERNO
Ó Deus que, condenando-nos à morte, nos ocultastes a hora e o momento dela, concedei-me a graça de viver em justiça e santidade todos os dias de minha vida, e de merecer assim sair deste mundo no vosso santo amor. Pelos merecimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo que convosco vive e reina em união do Espírito Santo. Amém.
(100 dias de Indulgência uma vez por dia).


ASPIRAÇÕES DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Instantemente vos pedimos, Senhor Jesus Cristo, que a ardente e melíflua virtude de vossa caridade desapegue o nosso coração de tudo quanto existe debaixo do céu, para que com vosso amor desejemos morrer, pois que Vós por nosso amor Vos dignastes morrer no madeiro da Santa Cruz. Amém.


DESEJOS DO CÉU
Meu Deus, sumo Bem de minha alma, quando comparecerei diante de Vós, para Vos ver? Quando contemplarei a glória de vosso Reino? Quando estarei convosco, no Reino que desde toda a eternidade preparastes para os vossos eleitos?
Ó meu Jesus, fazei-me ouvir já a vossa dulcíssima voz: "Em verdade te digo, hoje mesmo estarás comigo no paraíso!" Quanto me desgosto da terra, quando me lembro do céu! Melhor é o menor gozo do céu do que todas as delícias na terra. Desejo, pois, ser dissolvido, para estar com Cristo, meu Deus e Salvador. Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, nem jamais entrou no coração de um homem, o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Por que estás triste, minha alma? Espera em Deus!
Vinde, vinde, ó Deus do meu coração, para que eu Vos possa louvar, amar e possuir eternamente.
Vinde Maria, minha Mãe Santíssima, vinde, Anjos, e levai a minha alma em vossa companhia!
Despedí, Senhor, o vosso servo em paz, e fazei com que os meus olhos vejam para sempre o vosso Ungido, Jesus Cristo, vosso Filho, Nosso Senhor, que convosco e com o Espírito Santo vive e reina em glória e majestade por todos os séculos dos séculos. Amém."
Referência bibliográfica:
ADOREMUS. Manual de orações e exercícios piedosos. Dom Frei Eduardo, O.F.M. XXVII edição. Salvador/Bahia. Editora Mensageiro da fé.(Sem data, aproximado ao ano de 1930). pp. 344-358.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MISSA EM HONRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

"MISSA EM HONRA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
Sexta feira
Sacrifício de reconciliação

O Concílio de Trento ensina que "o Senhor, aplacado pelo oferecimento deste sacrifício, concede a graça e o dom da penitência e perdoa crimes e pecados mesmo enormes".
O perdão dos pecados graves é efeito da Missa e dos Sacramentos, mas de uma maneira bem diversa.
Pelos Sacramentos recebidos real ou espiritualmente (isto é, rezando o ato de contrição perfeita com o propósito de receber realmente o Sacramento), o homem fica perdoado diretamente e recebe a graça santificante. Pela Missa fica perdoado, mas apenas indiretamente, pois dá o espírito de penitência, isto é, a vontade séria de reconciliar-se com Deus e o perdão, ao executar esta vontade, recebendo os Sacramentos.
O espírito de penitência, indispensável para a conversão, a Missa o consegue pelo efeito impetratório, como fruto de liberalidade de Deus. Com mais abundância, porém, e mais facilmente pelo efeito propiciatório, fruto da clemência de Deus, que aplaca a sua justa ira causada pelo pecado, de sorte que se mostre clemente e sobremaneira propício, dando-nos graças, que por nenhum outro meio se alcançam. Porque, quem se empenha pelo pecador é o próprio Jesus Cristo, derramando de novo o seu próprio sangue divino. A Santa Missa é também a melhor reparação das ofensas feitas ao Sagrado Coração, porque é sacrifício de adoração, agradecimento e louvor à Divindade e uma contínua homenagem e adoração a Jesus Sacramentado.

                                  OFERECIMENTO GERAL
Pai Eterno, em união com as santas intenções e sentimentos da Santíssima Virgem Maria, Mãe das Dores, no monte Calvário, ofereço-vos o sacrifício que o mesmo Vosso amado Filho, Jesus Cristo, ofereceu na cruz e agora renova sobre este altar pelas quatro seguintes intenções, a saber:
1. Para adorar-vos e prestar-vos com isto a honra devida. Quero reconhecer-vos com isto como soberano Senhor de todas as criaturas, quero confessar que tudo depende da Vossa vontade e que sois o nosso único e último fim;
2. Para vos agradecer os inúmeros benefícios recebidos;
3. Para aplacar a vossa justiça, irritada por tantos pecados, e dar-vos digna satisfação por eles;
4. Enfim para implorar graça e misericórdia para mim e... (a pessoa, por quem se quer oferecer a missa), por todos os aflitos e abatidos, pelos pobres pecadores, pelo mundo todo e as benditas almas do purgatório.
(3 anos de Indulgência. Indulgência Plenária para quem rezar este oferecimento no princípio das missas obrigatórias nos domingos e festas de guarda durante um mês; cnf. cd. or.).

OFERECIMENTO PARTICULAR
Divino Coração de Jesus, pelo Coração compadecido de Maria, ofereço-vos todas as orações, obras e sofrimentos deste dia, em reparação de todas as ofensas cometidas contra vós. Ofereço-vos tudo isto, segundo as intenções, que vós mesmo tendes, sem cessar, no vosso sacrifício sobre o altar.
(Os fiéis que mandarem rezar uma Missa em reparação das ofensas cometidas contra o Santíssimo Sacramento, podem lucrar uma Indulgência Plenária cond. cost. Aos que assistirem às cerimônias públicas na 1ª sexta-feira de qualquer mês concede-se um Indulgência Plenária conf. com. or.
Os que estiverem impedidos de assistir a estes exercícios podem ganhar a mesma Indulgência, cond. cost, se rezarem algumas orações em reparação das ofensas cometidas contra o Sagrado Coração.).
NO INÍCIO
Reza humildemente:
Eu me confesso a Deus todo-poderoso, à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos, e a vós, Padre, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa. Portanto, rogo à bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado São Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado São João Batista, aos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a todos os Santos, e a vós, Padre, que rogueis por mim a Deus, Nosso Senhor.
Perdão, absolvição e remissão dos nossos pecados, nos dê o Senhor onipotente e misericordioso. Amém.

Aviva a confiança, considerando as palavras do Introito da Missa, onde o Espírito Santo diz que o Sagrado Coração de Jesus pensa continuamente em dar-nos provas de seu amor.
Os pensamentos do seu Coração permanecem de geração em geração, para livrar da morte as sua almas e para as sustentar na sua fome. Exultai, ó justos, no Senhor; os homens de coração reto devem louvá-lo.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.


COLETA
Deus, que vos dignais dispensar-nos misericordiosamente pelo Coração do vosso Filho, ferido por nossos pecados, os infinitos tesouros do vosso amor, concedei-nos, vô-lo suplicamos, que, tributando-lhe o devoto obséquio da nossa piedade, lhe ofereçamos também o dever de condigna satisfação. Pelo mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, Senhor nosso, que, sendo Deus, convosco vive e reina em união com o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos. Amém.


EPÍSTOLA
Confia, porque o Coração de Jesus é a fonte de todas as graças; ama-o, porque o seu amor excede todo o entendimento, como nos ensina o Apóstolo nas palavras da Epístola.
Irmãos, a mim, o mínimo de todos os Santos, foi dada esta graça de anunciar entre os gentios as riquezas incomensuráveis de Cristo, em quem temos a liberdade e o acesso, com confiança, pela sua fé. Por esta causa dobro os meus joelhos diante do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que vos conceda que sejais poderosamente corroborados por seu Espírito no homem interior. Que Cristo habite pela fé em vossos corações, a fim de que possais compreender e conhecer, com todos os Santos, qual seja a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus.


EVANGELHO
Reflete com gratidão no infinito amor do Coração de Jesus traspassado na cruz por nossa redenção, e derramando a última gota do seu sangue para lavar os nossos pecados:
Naquele tempo os judeus, como fosse o dia da preparação para a Páscoa, para que não ficassem os corpos na cruz no sábado (porque era de grande solenidade aquele sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e que fossem dali tirados. Vieram, pois, os soldados e quebraram as pernas a um e a outro, que ele foram crucificados. Tendo vindo depois a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e imediatamente, saiu sangue e água. Aquele, porém, que o viu, deu testemunho disto, e o seu testemunho é verdadeiro. E ele sabe que diz a verdade, para que também vós creias. Porque estas coisas foram feitas para que se cumprisse a Escritura: "Não lhe quebrarão osso algum". E, em outra parte, diz também a Escritura: "Verão aquele a quem traspassaram".


Reza agradecido:
Com Maria, concebida sem pecado, adoremos e agradecidos veneremos, invoquemos e consolemos o santíssimo e amabilíssimo Coração de Jesus.
Sagrado Coração de Jesus, creio no vosso amor para comigo.
(300 dias).
DEPOIS DO EVANGELHO
1. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela grande dor, que traspassou o vosso amoroso Coração, quando, apenas concebido nas entranhas de Maria, vos oferecestes como vítima à divina justiça, carregando toda a nossa culpa e todo o nosso castigo. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de com amor corresponder à ternura da vossa infinita bondade.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
(300 dias - plen. mens. cond. cost.).
2. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós por todas as contrariedades e humilhações, que vieram sobre o vosso Coração, sobretudo, porém, no estábulo de Belém, na fuga para o Egito e nos três anos da vossa atividade pública. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de desprezar os bens passageiros deste mundo e de amar somente os bens eternos do céu.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
3. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela tristeza mortal, que abalou o vosso amoroso Coração no horto de Getsemani, à vista da vossa próxima paixão e da ingratidão dos homens pelos vossos benefícios, sobretudo pelo benefício da Eucaristia. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de conformar-me sempre com a vossa divina vontade.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
4. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pelo inaudito tormento e agravo que suportou o vosso amoroso Coração perante os tribunais de Jerusalém, mormente no átrio de Pilatos, onde, açoitado e coroado de espinhos, fostes feito o homem das dores e o opróbrio do povo. 
Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de abraçar com alegria os rigores da santa mortificação.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
5. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela inefável agonia que acometeu o vosso amoroso Coração ao caminho para o Calvário, quando, quebrantado pelo peso da cruz, encontrastes a vossa santa Mãe submersa em dor inconsolável. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de encontrar-vos sempre no correr da vida, mas sobretudo na hora da minha morte.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
6. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pelo extremo abandono, em que se achou o vosso amoroso Coração nas três horas de agonia na cruz, até que, abismado num mar de tormentos e humilhações, entregastes a vossa santa alma a Deus, como vítima do vosso amor e dos nossos pecados. Amado Jesus, pelo vosso Coração amargurado vos peço me deis a graça de morrer para mim mesmo e de viver unicamente para vós.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!
7. Ó meu Jesus, tenho compaixão de vós pela chaga que quisestes receber ainda depois da morte no vosso amoroso Coração, a fim de patentear que o vosso Coração era a fonte mais profunda de todos os sofrimentos e para nos dar, pela perda das últimas gotas do vosso sangue, a prova final do vosso imenso amor. Amado Jesus, pelo vosso Coração traspassado vos peço me deis a graça de viver para todo o sempre nesta santa chaga e de exalar nela o meu último suspiro.
Glória ao Pai, ao Filho e a Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Doce Coração de meu Jesus, fazei que eu vos ame cada vez mais!

Adora o Coração Eucarístico de Jesus, clamando:
Meu Senhor e meu Deus!
(7 anos; Indulgência semanal.)


DEPOIS DA CONSAGRAÇÃO
Prepara-te para a Sagrada Comunhão, ou reza a seguinte oração:
Coração Eucarístico de meu Deus, que respirais e pulsais debaixo do véu das sagradas espécies, eu vos adoro.
Preso de novo amor, à vista do infinito benefício da vossa divina eucaristia, penetrado de arrependimento da minha ingratidão, cheio de confusão atiro-me no abismo ainda mais profundo das vossas misericórdias.
Escolhestes-me desde a juventude, não desprezastes a minha fraqueza, baixastes ao meu pobre coração, convidastes-me a corresponder ao vosso amor, trazendo-me ventura e paz. Eu, porém, ó meu Senhor Jesus, perdi tudo por ter-vos sido infiel. Entreguei o meu espírito à leviandade, o meu coração à tibieza, ouvi só a mim mesmo e me esqueci de vós. Quisestes ser meu guia, meu conselheiro, protetor da minha vida, eu porém, cego pelas paixões, não atendi ao vosso chamamento. Perdí-vos de vista e me esqueci de vós.
Em provações e tribulações, em alegrias e consolações, em dificuldades e lutas, em vez de correr para junto de vós, procurei as criaturas e vos esqueci.
Esqueci-vos nos Sacrários abandonados, onde estais inflamado de amor; nas Igrejas das cidades, onde sois escarnecido; nos frios e sacrílegos corações e no meu próprio culpado coração, tanto antes como depois de receber o vosso Santíssimo Sacramento.
Coração Eucarístico de meu Redentor, delícia da minha primeira Sagrada Comunhão e dos dias da minha fidelidade,  a vós me entrego de novo! Oh, voltai para mim, atraí-me de novo a vós. Perdoai-me ainda esta vez, quero reparar tudo por amor.
Glorioso Arcanjo São Miguel, e vós, São João discípulo predileto do Senhor, oferecei a Jesus a minha reparação respeitosa e obtende-me misericórdia. Amém.


DEPOIS DA COMUNHÃO
A Nossa Senhora da Reparação
Imaculada Virgem, refúgio dos pecadores, para reparar os agravos feitos a Deus e o mal causado ao homem pelo pecado, vos resignastes à morte do vosso Divino Filho. Sede-nos sempre propícia e no céu, onde reinais gloriosa, prossegui em nosso favor a vossa obra de zelo e de amor. Queremos ser vossos filhos. Ó mostrai-vos, como nossa Mãe! Alcançai-nos de Jesus, do divino Redentor que, aplicando às nossas almas o fruto da sua paixão e morte, nos livre dos laços dos nossos pecados. Seja ele a nossa luz nas trevas, a nossa força na fraqueza, o nosso socorro no meio dos perigos, e, depois de nos ter confortado com a sua graça e com seu amor no tempo, conceda-nos amá-lo, vê-lo e possuí-lo na eternidade. Assim seja.
(500 dias de Indulgência).".
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. pp. 200-211.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

JESUS E MARIA

MARIA E O DIVINO FILHO JESUS!

"A vida de Maria segundo o Proto-Evangelho de Tiago

O "Proto-Evangelho de Tiago" também é conhecido como "Livro de Tiago" ou, ainda, "A natividade de Maria". Sua autoria é desconhecida, embora o autor se identifique como Tiago (cf. XXV, 1). A data em que foi escrito também é desconhecida, variando entre 60 d.C. até fins do séc. II. Alguns estudiosos, porém, acreditam que a obra tenha surgido antes dos Evangelhos canônicos (Mateus, Marcos, Lucas e João), motivo pelo qual, a partir do séc. XVI, passaram a chamar a obra de "proto-evangelho" ou "primeiro Evangelho". No entanto, tal narrativa foi bem aceita entre os primeiros cristãos, incluindo figuras eclesiásticas como Clemente de Alexandria, Orígenes, São Justino e Santo Epifânio, também com notável contribuição para a Mariologia (o estudo sobre Maria) e a liturgia da Igreja."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 27-28.

Anunciação do Anjo
"Com mais idade e já tendo sido prometida em casamento à José, o proto-Evangelho de Tiago nos narra a visitação da seguinte forma: "Maria tomou um cântaro para enchê-lo de água. Mas ouviu uma voz que lhe dizia: "Salve, cheia de graça! O Senhor está contigo. Bendita és entre as mulheres."
Então, ela olhou ao seu redor, à direita e à esquerda, para ver de onde provinha aquela voz. Amedrontada, fugiu para a sua casa e ali mesmo abandonou a ânfora. Pegou a púrpura, sentou-se e voltou a tecê-la. Porém, um Anjo do Senhor apareceu à sua frente e disse: "Não temas, ó Maria! Alcançaste graça diante do Senhor, Todo-poderoso, e conceberás por sua graça". Ela, ao ouvi-lo, ficou admirada e disse consigo mesma: "Conceberei por graça do Deus vivo e darei à luz como as demais mulheres?" Respondeu-lhe o Anjo: "Não, Maria, pois a graça do Senhor te cobrirá com Sua sombra e o Santo Fruto que nascerá de ti será chamado Filho do Altíssimo. Deverás chamá-lo de 'Jesus' porque Ele salvará seu povo das iniquidades." Então, Maria disse: "Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim, conforme a sua  palavra".
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 28 e p. 31.

"80 Por que razão Maria é virgem?
Deus quis que Jesus Cristo tivesse uma verdadeira mãe humana, reservando a Si próprio a paternidade do Seu Filho, pois desejava estabelecer um novo início que não  se devesse às forças humanas, mas só a Ele. [484-504, 508-510]
A virgindade de Maria não é uma noção retirada da mitologia, mas está ligada à vida de Jesus. Ele nasceu de uma mulher, mas teve um pai biológico. Jesus Cristo é um novo início, instituído no mundo pelo Alto. No Evangelho segundo São Lucas, Maria pergunta ao anjo Gabriel: <<Como será isso, se eu não conheço homem?>> (= não dormi com nenhum homem, Lc 1,34); o anjo respondeu-lhe: <<O Espírito Santo virá sobre ti.>> (Lc 1,35) Embora se tenha troçado da Igreja, desde o princípio, por causa da sua crença na virgindade de Maria, ela sempre acreditou que aqui se tratava de uma virgindade real, e não meramente simbólica."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012. 

"A humilde de São José foi a causa de que ele quisesse deixar Maria, quando percebeu que ela havia concebido. Segundo São Bernardo, ele fez a seguinte reflexão:
Eu sei que ela é virgem, porque nós fizemos o voto de guardar nossa virgindade e pureza, e que ela jamais romperia essa promessa. De outro lado, vejo que ela vai ser mãe. Como pode ser que a maternidade se encontre na virgindade e que a virgindade não impeça a maternidade? Ó Deus, disse de si para consigo, não será ela talvez essa gloriosa Virgem da qual os profetas anunciaram que conceberia e que seria a Mãe do Messias? Se é assim, não permita Deus que eu, tão indigno, permaneça com ela! Melhor será que eu a abandone secretamente, porque não sou digno de habitar em sua companhia."
Referência bibliográfica:
A DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ. Campanha "Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!" Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. 1.ª edição. TSG Serviços Gráficos Editora Ltda - Março de 2012. p. 23.

"A vida de Maria foi marcada pela angústia de estar grávida sem coabitar com José. Naquele tempo, ela poderia ser apedrejada até a morte. Mas o Anjo do Senhor aparece a ela e a José e tudo se resolve."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.


"O NASCIMENTO DE JESUS
Ao chegarem a três milhas de Belém, José notou que Maria estava triste e disse a si mesmo: "Deve ser porque a gravidez a incomoda". Olhando novamente, porém, viu que ela sorria e disse-lhe, "Maria, o que está acontecendo? Às vezes te vejo triste, outras, sorridente..." Ela respondeu: "Dois povos foram-me apresentados aos olhos, um que chora e se desespera; e outro que se alegre e rejubila".
Atingindo a metade do caminho, Maria disse a José: "Desça-me, porque o fruto do meu ventre anseia por vir à luz".
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 31-32.

"Então, a mulher que descia a montanha perguntou: "Onde vais?" José respondeu: "Procuro por uma parteira hebreia". Ela disse: "Sois de Israel?" Respondeu que sim e ela perguntou: "Quem está dando à luz na caverna?" Disse-lhe: "Minha esposa". Ela replicou, "Mas não é tua mulher?" José respondeu, "É Maria, aquela que foi criada no Templo do Senhor. De fato, foi-me dada por mulher, mas não o é, e agora concebe por obra do Espírito Santo". Disse a parteira, "Isso é verdade?" José respondeu, "Vinde e vede". Então a parteira foi com ele.
Chegando à caverna, pararam, pois estava coberta por uma nuvem luminosa. Disse a parteira, "Minha alma foi agraciada, pois meus olhos viram coisas incríveis e a salvação para Israel nasceu!" Então, a nuvem saiu da caverna e de dentro brilhou uma forte luz, de forma que os olhos não conseguiam ficar abertos. E a luz começou a diminuir e viu-se que o Menino mamava no peito de sua mãe, Maria."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 32-33.

"Após o nascimento de Jesus, eles têm que fugir para o Egito porque o rei Herodes queria matar o filho de Deus, como narra o capítulo 2 do Evangelho de Mateus."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.

"Na vida adulta de Jesus, o primeiro acontecimento, narrado nos evangelhos, que nos mostra a presença de Maria na vida de seu Filho é a passagem das bodas de Caná, na Galileia. Uma festa de casamento onde Jesus transforma água em vinho, a pedido de sua mãe."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 36.


"A sua virgindade materna mostra uma entrega, doação total a Jesus Cristo. A Virgem leva uma vida imersa no fecundo mistério do silêncio, numa atitude de constante contemplação e adoração. Maria torna-se a humilde serva de Deus e dos homens. Eis aqui a serva do Senhor modelo perfeito para a vida do cristão, a qual antes de tudo deve ser serviço.
A maternidade virginal revela, por outro lado, o dom gratuito de Deus aos homens em Jesus Cristo, nascido sem o concurso do homem, sob o poder do Espírito Santo."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 189.

"Os Evangelistas não narram, mas podemos pensar que em muitos momentos da vida de Jesus, sua mãe estava presente. Sempre rezando, intercedendo, observando, sempre em silêncio, guardando tudo em seu coração."
Referência bibliográfica:
MARIA DE NAZARÉ. História. Aparições. Imagens. Orações. Artes Sacras. (Por Cristina Livramento). Editora Parma. Aloha Publisher. Nº 1. p. 38.

"Maria é para a Igreja motivo de grande alegria, pois ela participou direta e intimamente na obra redentora de Jesus Cristo e continua velando com amor maternal sobre todos os filhos da Igreja. É a mãe da Igreja, é a Mãe dos povos.
Ela é colaboradora íntima da obra salvadora de seu Filho, é a co-redentora. Sempre vivia em união com seu Filho, acompanhava-o passo a passo, associando-se a Ele, alegrando-se e sofrendo com Ele, amando sempre aqueles que Ele amava.
Na vida de Maria tudo se refere a Cristo e tudo depende dele. Toda a sua vida se realizou em plena comunhão com seu Filho, a união mais forte e mais perfeita que já houve aqui na terra.
Maria disse na hora da anunciação: faça-se em mim segundo a tua palavra. Deu o seu sim a tudo o que desse e viesse do futuro."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 185-186.

"Maria foi a companheira fiel de Jesus em todos os caminhos. A maternidade divina levou-a a uma entrega total pela salvação do mundo e redenção dos homens. Realmente é co-redentora do gênero humano.
Em Maria Deus se fez carne, por isso Maria é ponte de união entre o céu e a terra. Assim como Deus se fez carne com Maria, também o Evangelho de seu Filho se fez carne em Maria, pois nela o Evangelho encontra a sua maior concretização, ela é o Evangelho vivo e encarnado. Sem Maria o Evangelho se desencarna, desfigura e transforma-se em alegoria (Puebla 301)."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 186.

"82 Não é chocante chamar "mãe de Deus" a Maria?
Não. Quem chama mãe de Deus a Maria confessa que o seu Filho é Deus. [945, 509]
Quando os primeiros cristãos discutiam quem era Jesus, o termo theotokos ("geradora de Deus") tornou-se sinal de reconhecimento da interpretação fidedigna da Sagrada Escritura: Maria não deu à luz simplesmente um ser humano, que após o nascimento tivesse "tornado" Deus; o seu Filho era, já no ventre, o verdadeiro Filho de Deus. Esta questão, antes mesmo de ser um assunto mariológico, é novamente um tema  relacionado com o fato de Jesus ser simultaneamente verdadeiro homem e verdadeiro Deus."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012.

"85 De que modo Maria também é a nossa mãe?
Maria é nossa mãe porque Cristo, o Senhor, no-la deu por mãe. [963-966, 973]
<<Mulher, eis o teu filho!... Eis, a tua mãe!>> (Jo 19,27)
Estas frases, que Jesus pronunciou a João da Cruz, foram sempre entendidas como uma entrega de toda a Igreja a Maria. Portanto, Maria também é nossa mãe. Podemos invocá-la e pedir-lhe intercessão junto de Deus."
Referência bibliográfica:
YOUCAT Brasil. Catecismo Jovem da Igreja Católica. Prefácio do Papa Bento XVI e posfácio de D. Eduardo Pinheiro da Silva. 3ª reimpressão. Paulus/Oceano Indústria Gráfica. 2012. 

"Mesmo Maria estando agora gloriosa no céu, ela atua na terra. Com amor materno ela cuida dos irmãos de seu Filho que ainda peregrinam na terra. Seu amor aos filhos faz ela aparecer, às vezes, na terra de uma maneira visível, a fim de dar as suas mensagens para o bem da humanidade como provam as muitas aparições de Nossa Senhora reconhecidas pela Igreja.
Maria tem um coração de mãe tão grande como o mundo e intercede pelos povos junto a seu Filho Jesus sem cessar. Daí a fé popular deposita nas mãos de Maria, Rainha e Mãe, o destino das nações.
Maria é educadora da fé. Ela cuida que o Evangelho penetre na vida de cada um e produza os frutos de santidade."
Referência bibliográfica:
O CAMINHO. Síntese da Doutrina Cristã para adultos. Província Eclesiástica de Alagoas. 16ª edição. São Paulo: Edições Loyola, 1999. p. 187-188.


"JESUS É DESCIDO DA CRUZ
V. Nós vos adoramos e bendizemos, ó Jesus.
R. Que pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Ponto de medição
Consideremos, nesta décima terceira estação, a aflição e a dor de Maria ao ver entre os seus braços o cadáver ensanguentado de seu Divino Filho.
Proponhamo-nos a nunca mais renovar, com nossos pecados, um tão grande tormento, os quais são uma nova crucifixão de Jesus.
Oração
Rogai por nós, ó grande Virgem, porquanto o número de nossos pecados deu a morte àquele que era imortal. Arrependo-me quanto posso e desejo confessar qualquer sofrimento que se faça necessário para que eu não renove com a minha morte a crucifixão de Vosso Filho. Vós, porém, ó Maria, que bem sabeis o quanto eu sou frágil e inconstante, obtende-me as forças para ser sempre fiel a tão indispensável propósito.
V. Tende piedade de nós, Senhor.
R. Tende piedade de nós!
V. Pela misericórdia de Deus, descansem em paz as almas dos fiéis defuntos!
R. Amém!"
Referência bibliográfica:
VIA SACRA. Santo Afonso Maria de Ligório. Campanha "Vinde Nossa Senhora de Fátima, não tardeis!" Sociedade Brasileira de Defesa e Tradição, Família e Propriedade. 1ª edição. Editora Copypress Ind. Gráfica Ltda. Fevereiro de 2009. p. 31.

CONSAGRAÇÃO DE SI MESMO A JESUS CRISTO, SABEDORIA ENCARNADA PELAS MÃOS DE MARIA.
Ó Sabedoria eterna e increada! Ó muito amável e adorável Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Filho único do Pai Eterno e de Maria sempre virgem, eu vos adoro profundamente no seio e nos esplendores de vosso Pai desde a eternidade, e no seio virginal de Maria, vossa digníssima Mãe, no tempo da vossa encarnação.
Eu vos dou infinitas graças por vos terdes querido assim aniquilar, tomando a forma de escravo, para me tirar da escravidão do demônio.
Eu vos louvo e glorifico, por vos terdes querido submeter em tudo a Maria, vossa santa Mãe, a fim de me tornar por ela vosso fiel escravo. Mas ah! Quanto sou ingrato e infiel: não tenho guardado as promessas que fiz solenemente no batismo; não tenho cumprido as minhas obrigações; não mereço ser chamado vosso filho, nem mesmo vosso escravo; e como nada há em mim que não mereça a vossa ira e o vosso desprezo, não me atrevo a aproximar-me da vossa santíssima e augustíssima Majestade.
Nestas condições, recorro à intercessão da vossa santíssima Mãe, que vós me destes como Medianeira junto de vós, e é por seu intermédio que espero obter de vós a contrição e o perdão de meus pecados, e adquirir e conservar a sabedoria.
Saúdo-vos, pois, ó Maria Imaculada, tabernáculo da Divindade, onde a Sabedoria eterna oculta, quis ser adorada pelos anjos e pelos homens; saúdo-vos, ó Rainha do céu e da terra, a cujo império está sujeito tudo quanto existe abaixo de Deus.
Saúdo-vos, refúgio seguro dos pecadores, cuja misericórdia não falta a ninguém; escutai os desejos que tenho da sabedoria divina, e recebei para este fim os votos e oferecimentos que a minha baixeza vos apresenta.
Eu, ..., pecador infiel, renovo e ratifico hoje nas vossas mãos as promessas do batismo; renuncio para sempre a satanás, às suas pompas e às suas obras, e entrego-me inteiramente a Jesus Cristo, Sabedoria encarnada, para levar a minha cruz todos os dias da minha vida, e ser mais fiel para o futuro do que tenho sido até hoje.
Escolho-vos hoje, em presença de toda a corte celeste, por minha Mãe e Senhora; entrego-vos e consagro-vos, na qualidade de escravo de amor, o meu corpo, a minha alma, os meus bens interiores e exteriores, e mesmo o merecimento das minhas boas obras, presentes, passadas e futuras, deixando-vos um inteiro e pleno direito de dispor de mim e de tudo quanto me pertence, sem exceção de coisa alguma, segundo o vosso agrado, para maior glória de Deus, no tempo e na eternidade.
Recebei, ó Virgem benigna, esta pequena oferta da minha escravidão, em honra e união de submissão, que a Sabedoria eterna  quis prestar  à vossa maternidade; em homenagem ao poder que ambos tendes sobre este pequeno verme e miserável pecador, e em ação de graças pelos privilégios com que a Santíssima Trindade vos favoreceu.
Protesto que quero doravante procurar a vossa honra e obedecer-vos em todas as coisas como vosso verdadeiro escravo.
Ó Mãe admirável, apresentai-me ao vosso amado Filho na qualidade de escravo perpétuo, a fim de que, tendo-me resgatado por vós, venha a receber-me por vós.
Ó mãe de misericórdia, dai-me a graça de obter a verdadeira sabedoria de Deus e de ser colocado para isso no número daqueles que vós amais, ensinais, conduzís, nutrís e protegeis como vossos filhos e escravos.
Ó Virgem fiel, tornai-me em tudo um discípulo tão perfeito, escravo e imitador da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que chegue pela vossa intercessão e o vosso exemplo à plenitude da sua idade na terra e da sua glória no céu.
Composta por São Luis Maria de Montfort.
(Indulgência Plenária na Festa da Imaculada Conceição; cond. cost.)."
Referência bibliográfica:
Obra fragmentada. p. 429-433.
(Indisponibilidade de dados bibliográficos).

"Fórmula breve de consagração, proposta por Montfort em suas missões:
Eu me dou inteiro a Jesus Cristo pelas mãos de Maria, para carregar após ele a minha cruz, todos os dias da minha vida.
(Contrato de aliança com Deus, n. 1; OC, pp. 824 e 826.)"
Referência bibliográfica:
LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. René Laurentin. Tradução Mariana Ribeiro Echalar. (Coleção Testemunhas. Série Santos.) São Paulo: Paulinas, 2002.